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Férias em Família II


As férias já terminaram e o regresso ao trabalho e à escola é já uma realidade. Que memórias guardamos destas últimas férias? Como aproveitámos o tempo precioso em família? Foram momentos de recreação ou de mero divertimento? Segundo a escritora cristã Ellen White, “há diferença entre recreação e divertimento. A recreação… tende a fortalecer e a construir. Afastando-nos de nossos cuidados e ocupações usuais, proporciona descanso ao espírito e ao corpo, e assim nos habilita a voltar com novo vigor ao sério trabalho da vida” (Educação, p. 207). Esperamos que as suas férias tenham tido, mais do que mero divertimento e descanso, esse importante ingrediente: a recreação que fortalece e ajuda a “Construir… o Eu, o Outro e o Mundo”. Leia as experiências que algumas famílias da Rede Escolar ASD em Portugal partilham sobre as suas férias e, desde já, desejamos-lhe a si e à sua família um bom regresso ao trabalho e um bom ano letivo.

Tiago Alves
Diretor do Departamento de Educação da UPASD

As férias no campo com as
minhas netas

Colégio Adventista de Oliveira do Douro

Quem nunca sonhou com a possibilidade de, após tantos anos de trabalho, ter uma casa no campo e um merecido descanso? O “descanso” mais apetecido é quando os netos chegam mas, nesse caso, a noção de descanso passa por grandes alterações.
Durante as últimas férias escolares tive a bênção de ter as minhas netas comigo durante alguns dias. Entre muitas outras coisas fizemos pão, que amassámos e cozemos no forno a lenha; colhemos tomates, que usámos para comer, congelar e fazer compota; apanhámos feijão e a mais pequenita também “descascou feijões”; colhemos as uvas e fizemos sumo.
Em contacto com a terra as crianças aprendem a semear, a regar, a tirar as ervas daninhas e a colher, mas, especialmente adquirem conhecimentos sobre o poder criador e mantenedor de Deus aplicado às suas pequenas vidas.
São oportunidades para uma aprendizagem prática, experimental, um processo de crescimento contínuo.
E, por falar em processo, não resisto a partilhar o que encontrei numa folha de papel de rascunho, agrafada a outras com uma mola “da roupa”.
Foi preciso ser avó para “achar piada” e “desculpar” tantos erros ortográficos!!! Mas a vida “é assim!...” e, mesmo já sendo avós, continuamos a necessitar da graça divina, da aceitação e do perdão de Deus para podermos levar os nossos netos a Cristo.

Avó de uma aluna do CAOD
Férias em Família na Ilha II
Externato Adventista do Funchal

“Goza a vida com a mulher que amas, durante os curtos dias de vida, que te são concedidos neste mundo. É aquilo que tu podes aproveitar da vida e dos trabalhos, que suportas neste mundo” Eclesiastes 9:9

“Os filhos são herança do Senhor, eles são a sua recompensa. Os filhos nascidos na nossa juventude são como flechas nas mãos dum guerreiro. Feliz o homem que tem muitas dessas flechas! Não será envergonhado pelos inimigos, quando tiver de se defender diante dos juízes.” Salmos 127:3-5

Acredito que "fazer férias", dois ou três, uma semana, quinze dias ou um mês, é fundamental para a rotina familiar. É uma forma de marcar o final de um ciclo escolar ou laboral e dar início a outro. É uma forma de tentar desligar e ter tempo para ouvir, ver, descobrir, sentir, refletir, descansar… de alterar os lugares, mesmo que se repitam de ano para ano. É uma forma de criar memórias com outros ares, cheiros e sensações. Durante as aulas, o mundo da criança gira em torno da escola e dos coleguinhas. A família ganha mais espaço nos fins-de-semana, mas, ainda assim, pode não ser o suficiente para uma convivência proveitosa. As férias são, então, uma grande oportunidade para interagir com pais, irmãos, outros parentes e amigos.
Todos nós temos memórias sobre as nossas férias e, de como estas são fundamentais para os trezentos e tal dias de trabalho que se seguem. Lembro-me, com total nitidez, daqueles dias de férias em que os meus pais sentiam-se mais felizes e as rotinas faziam-se com outra serenidade.
Chegado mais um fim do ano letivo e enquanto a mamã e o papá ainda trabalhavam, os dois filhotes escolheram gozar estes dias em casa das avós. “- Querem ir para um campo de férias?”, “- Não, mamã! Preferimos gozar estes dias na companhia das duas avós!”. Vontade concedida. Que experiência enriquecedora! Ajudaram as avós a preparar as refeições, fizeram bolos, sobremesas, ajudaram nas limpezas, cultivaram, leram, brincaram com os animais lá de casa… enfim estiveram entretidos e muito entusiasmados. Como foi proveitosa esta convivência com as avós!
A mamã e o papá entram de férias… “-Que bom! Vamos preparar as nossas férias em família.” Independentemente do destino das nossas férias, o mais importante de tudo é desfrutá-las em família. Se é verdade que os adultos procuram essencialmente descansar, carregar as baterias e quebrar a rotina do dia-a-dia, as crianças necessitam de muita companhia, diversão, novas experiências e muito mimo.
Foi um mês de férias magnífico! Todos juntos tivemos a oportunidade de ir à praia com amigos. Enquanto as crianças se divertiam, os pais conviviam uns com os outros e observavam, com carinho e admiração, todas as conquistas realizadas pelos seus filhos. Mesmo aqueles que demonstravam algum receio em nadar foram trocando o medo pelo prazer de nadar. A convivência com os amigos foi tão boa, que quisemos repetir na semana seguinte e na outra e na outra e mais uma vez todos juntos e, convidamos mais amiguinhos, da igreja e da escola, a se juntarem a nós. Mais se parecia com uma colónia de férias, que bom!
Desfrutar e apreciar aquilo que Deus criou com tanto amor para todos nós (Natureza), foi algo que escolhemos para estas férias. Ficámos alojados em dois locais longe da confusão da cidade e em família fizemos caminhadas pelas tão famosas levadas da Madeira, fomos ao pico mais alto da ilha (Pico Ruivo), fizemos piqueniques na serra, demos passeios, conhecemos novos locais.
A prática de desporto também não foi esquecida. Além do nadar, os miúdos tiveram oportunidade de patinar ao ar livre, andar de bicicleta, de Karting, correr, saltar, enquanto os pais caminhavam sem parar.
Ter tempo para estar sentada no sofá a ler um livro, ouvir música, brincar e fazer experiências novas na cozinha com os filhos, enfim…
Obrigada BOM PAI, por estes dias de maior serenidade e, muito em especial, pela oportunidade que nos dás de os passarmos em família!


Dília Gil, Encarregada de Educação
Setúbal: Férias na Praia e na Serra
Creche e Jardim de Infância Arco-Íris e Colégio Adventista de Setúbal
 
Há quem prefira as férias na praia, outros, as férias na montanha e há ainda quem goste de aliar ambos e, se possível, acrescentar um bom programa cultural, histórico e artístico. E se lhe disser que Setúbal, cidade e arredores, pode proporcionar este tipo de férias? Pois bem, será um enorme prazer narrar-lhe um pouco das nossas férias pelo Sado e pela Serra da Arrábida. Talvez uma das melhores vistas destes lugares se obtenha a partir do Castelo de Palmela. A imaginação dos nossos filhos é aguçada neste lugar histórico onde é possível viajar pela História, contactando com diversos vestígios arqueológicos, torres, Igreja e uma exposição temporária de catapultas e máquinas de cerco. A sensação da nossa pequenez e fragilidade é reconhecida e, tal como o salmista, impele-nos a exclamar: “Ó Senhor, tu és o meu refúgio, o meu castelo, o meu Deus, em quem confio!” (Salmo 91:2).
Com tantas boas praias, até se torna difícil escolher! As nossas preferidas são as da Serra. A praia da Figueirinha é uma delas, mas gostamos também da praia de Galapos e da praia do Portinho da Arrábida. Nesta última, é-nos possível fazer nova incursão pela História e visitar as ruínas romanas da Fábrica de Salgas de Peixe. “Papá, isto é antigo? Sim, é muito antigo, é do tempo de Jesus! Os discípulos estiveram aqui? Não, filha, mas outros pescadores como eles viveram aqui”. É bom quando os nossos filhos fazem perguntas e lhes podemos dar noções da História, mostrando a veracidade da Bíblia, este livro especial para nós.
Mas, voltando à Serra da Arrábida, não há como parar o carro, dar um passeio e usufruir do ar puro e da brisa suave. Se formos mais longe, a visita ao Castelo, à Vila e à praia de Sesimbra é imperdível e inesquecível! Mais alguns kms e chegamos ao Cabo Espichel, onde podemos visitar o Farol, o Santuário e usufruir de uma vista imponente. Perante esta obra da natureza, vários poderão ser os nossos pensamentos e reflexões. Afinal, “as obras do Senhor são grandiosas e dignas de meditação para quem as ama” (Salmo 111:2) e a nossa família sentiu naquele momento e lugar que as obras de Deus “são majestosas e esplendorosas e a sua generosidade é para sempre” (Salmo 111:3).
Obrigado, bom Deus, pelas férias que me concedeste na companhia da família que me deste e das oportunidades de contemplar as tuas maravilhosas obras.


Encarregado de Educação de alunos do Arco-íris e do CAS
Férias em Família na Cidade II
Oficina de Talentos
 
Setembro… O mês do regresso… da nostalgia…
Ao olhar para trás e relembrar os dias de férias, ressalta a saudade pelos bons dias passados em família, a alegria do regresso aos deveres e obrigações e a frustração por não termos conseguido fazer tudo o que planeámos.
Castelos… Os miúdos gostam de castelos!!
Pensámos em ir ao Castelo de S. Jorge, em Lisboa. Afinal fica aqui tão perto. Ou então … Resolvemos ir a Sintra, apreciar as belezas naturais e, claro, o seu Castelo. Nesse dia levámos o farnel e partimos à descoberta dessa terra maravilhosa. Sabem quem encontrámos? Deus. Ele estava nos jardins, no vento que se passeava entre a vegetação e até na chuva que apanhámos. Recuámos até aos tempos do Éden, na nossa imaginação: lá estavam Adão, Eva e Deus, passeando e conversando.
Naquela tarde de sábado, ali estávamos nós os quatro e Deus, passeando, conversando, partilhando emoções.
Maravilhosa criação!
Num outro dia, apesar do sol se apresentar tímido e a temperatura amena, decidimos ir à praia. Já conhecemos as praias da margem sul, pois vivemos muito perto delas. Resolvemos ir conhecer as praias de Cascais, aqui tão perto.
Corria uma brisa suave, de fim de tarde. A água estava fria. Mas, sabem quem encontrámos? Deus. Deus estava no sol que preparou para nós, estava em cada gota de água salgada que molhava o nosso corpo, estava na areia que fugia pelos nossos dedos, estava nas conchinhas, nas pedrinhas, nas brincadeiras que juntos partilhamos. Deus estava novamente connosco, nas praias de Lisboa.
Nas nossas férias, gostamos muito de visitar outras igrejas. Este ano não foi excepção. Visitámos algumas Igrejas da Região de Lisboa. E, sabem quem encontrámos? Deus. Deus estava connosco na hora da Escola Sabatina e na hora do Culto. Sentimos a Sua presença em cada cântico de louvor, em cada oração, em cada conversa que tivemos com os irmãos que acabavamos de conhecer. Foi maravilhoso estarmos em comunhão com Deus e com os nossos irmãos na fé.
Ainda pensámos em ir a Belém comer os famosos pastéis. Mas decidimos que era mais saudável, levarmos a nossa merenda, procurar um jardim (e Lisboa tem tantos!) e desfrutar da companhia uns dos outros.
Destas férias, o que fica na nossa memória é que tivemos tempo para estarmos juntos, em família, nos descobrirmos mutuamente, fortalecermos os laços que nos unem e acima de tudo, sentir que Deus esteve sempre presente.
Desejamos profundamente que este sentimento de união não se perca com as rotinas diárias, mas que perdure até á gloriosa vinda de Jesus, para podermos dizer: “Eis-nos aqui, com os filhos que o Senhor nos deu...”. (Isa. 8:18)


Filomena Trindade,
Encarregada de Educação de dois alunos do Ensino Individual em Lisboa
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