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O Serviço Comunitário 
nas Escolas Adventistas
 

Educar para o Serviço e para uma assumida e espontânea Responsabilidade Social tem sido, e será, uma das especifícidades da filosofia educacional adventista, logo, uma prática das Escolas Adventistas. 
Numa Escola Adventista os estudantes são animados e capacitados para se tornarem cidadãos úteis à sociedade, cumprindo a sua vocação individual. Para isso, os Planos Anuais de Atividades das Escolas Adventistas prevêem vários momentos em que o serviço em prol do próximo e da comunidade constituem oportunidades de crescimento e de aprendizagem. O serviço ativo em favor dos outros seres humanos, motivado pelo amor a Deus  e utilizando os talentos que Ele nos confiou, é transmitido como o ideal supremo da existência. São valorizadas  qualidades como a justiça e a compaixão ativa, o trabalho honesto e a solidariedade e generosidade para com pessoas em necessidade. Também a preocupação com o mundo criado por Deus, nomeadamente com a natureza, merece atenções e é alvo de ações diversas.
Conheça o que as Escolas Adventistas fizeram e fazem em prol da comunidade, não só na época natalícia vivida há poucas semanas atrás, mas durante todo o ano letivo. Leia, reflita e partilhe mais um valor vivido e transmitido pela Educação Adventista. Olhe que vale a pena acreditar!

Tiago Alves
Diretor do Departamento de Educação da UPASD

Trabalho Comunitário
Externato Adventista do Funchal

Na história do bom samaritano, ilustra Cristo a natureza da verdadeira religião. Mostra que consiste, não em sistemas, credos ou ritos, mas no cumprimento de atos de amor, no proporcionar aos outros o maior bem, na genuína bondade.”

Ellen G. White, Desejado de todas as nações, pág. 433

 

      Os mandamentos que Deus nos deixou ensinam-nos que devemos amá-lo em primeiro lugar, mas que também devemos amar o nosso próximo, como a nós mesmos. Mas afinal quem é o nosso próximo? Todas as crianças precisam de crescer sabendo que o nosso próximo não são só as pessoas de quem gostamos e que gostam de nós, são todos aqueles que nos rodeiam, com os quais podemos privar de perto, ou não.

O projeto educativo das nossas escolas incentiva-nos a “Construir o Mundo” e é neste sentido que tentamos concretizar atividades que conduzam os alunos a “construir” um mundo mais positivo, ajudando uma pessoa de cada vez. Existem imensas formas de praticar o bem em prol do nosso próximo e, portanto, tentamos permitir aos nossos meninos o viver dessas experiências. 

Como forma de comemoração do Dia Mundial da Alimentação e do Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza, a semana que antecedeu os dias 16 e 17 de outubro, foi uma semana especial. Os alunos foram convidados a recolher roupas, brinquedos e géneros alimentares para entregar aos mais carenciados. As famílias da escola aderiram a esta iniciativa e muitos foram os donativos trazidos. No dia 17 de outubro, os alunos dos 3.º e 4.º anos tiveram a oportunidade de fazer uma visita ao Armazém do Banco Alimentar Contra a Fome. Graças ao empenho e dedicação que as famílias revelaram, conseguimos fazer uma doação de 111,5 quilogramas de alimentos. Os alunos puderam perceber o processo pelo qual estes passam quando entregues a esta instituição (separação, pesagem, categorização…). As roupas e os brinquedos doados foram entregues à representante da ADRA, associação que providencia o encaminhamento dos bens para famílias carenciadas. 

O Banco Alimentar Contra a Fome promove duas campanhas de recolha de alimentos por ano. Através destas ações, a instituição pretende mobilizar toda a sociedade para ajudar quem mais precisa. À semelhança do que aconteceu no ano letivo anterior, a nossa escola decidiu juntar-se a esta causa tão nobre. No dia 30 de novembro, foram muitos os alunos, encarregados de educação, professores e funcionários da escola que ofereceram um pouco do seu tempo para ajudar quem mais precisa. À entrada do supermercado, os voluntários incentivaram todos os que por lá passaram a contribuir. Foram angariados vários carrinhos cheios de alimentos que, com a ajuda da instituição, chegarão aos mais necessitados. 

No próximo dia 13 de fevereiro celebraremos o Dia da Amizade. Neste dia, os nossos meninos terão a oportunidade de vivenciar mais um momento inesquecível. Cada um será convidado a oferecer brinquedos e livros, a um grupo de crianças que vive numa instituição. Pretendemos com esta iniciativa que os alunos desenvolvam uma consciência mais solidária e que, ao ter contacto com as crianças que não têm família e bens materiais, reconheçam e agradeçam as bênçãos que o nosso bom Deus nos dá a cada dia.

A participação na campanha da ADRA é uma forma de habilitar meninos e meninas para o serviço. Todos os anos, os nossos alunos têm a oportunidade de colaborar. São-lhes apresentados os projetos que a ADRA está a desenvolver e são desafiados a cooperar. As crianças costumam envolver-se ativamente nesta recolha de fundos. Levam as revistas informativas da campanha e apresentam o projeto aos seus familiares, vizinhos e amigos. Durante o dia destinado para o efeito, são convidados a fazer a campanha de rua, juntamente com a igreja. É contagiante o empenho e a forma como as crianças e os seus familiares se envolvem.

Ao longo do ano letivo, são, ainda, realizados alguns convívios intergeracionais, entre os alunos e os utentes do LAPI Madeira. Estas iniciativas são sempre muito bem-vindas, pois as crianças gostam muito de ouvir as histórias contadas pelos idosos. É muito bom ver que os mais novos se envolvem e incentivam os adultos para os jogos e brincadeiras. Acredito que estes momentos de partilha e diversão são verdadeiramente enriquecedores pois ajudam a preparar-nos para o futuro, a reconhecer o valor de cada um e a encarar a velhice de uma forma mais saudável.

Que Deus nos auxilie a dar continuidade a esta obra, pois cada atividade em que participamos permite subir mais um degrau na construção de um caráter solidário, um caráter que permanece para a eternidade.

Daniela Moreira, Diretora Pedagógica

Responsabilidade
Individual e Social

Colégio Adventista
de Oliveira do Douro

 

“Meninos, nesta semana não haverá desperdícios aqui no refeitório”, disse com autoridade o disfarçado agente da polícia, Pr. Edgar Justino. “Se deixarem restos de comida, vou passar-vos uma multa! O melhor é mesmo comerem tudo!” 

Quem entrava no refeitório do CAOD durante aquela semana ouvia estas palavras que resultaram em mudanças significativas do hábito seguido por alguns alunos, o de deixar comida no prato no fim da sua refeição. A semana era especial, a “Semana sem Desperdícios” e o “agente da polícia”, com um espírito construtivo e positivo, alertava os alunos e professores para a importância e valorização da comida. A multa, em resultado de deixar restos de comida, era ter que trazer, no dia seguinte, um alimento (arroz, massa, feijão, etc…). Os alimentos acumulados à vista de todos seriam para a ADRA e para o seu programa de apoio aos Sem-Abrigo da cidade do Porto. Semanas mais tarde, durante o almoço de natal da comunidade educativa, o hipotético agente da autoridade, entregou, em nome dos alunos e na sua presença, as “multas” à Delegada da ADRA de Oliveira do Douro, que agradeceu a oferta, enalteceu a iniciativa e alertou os alunos, uma vez mais, para a importância de comermos tudo e sermos gratos a Deus por tudo o que nos dá, sem esquecermos o quão gratificante é ajudarmos quem precisa. 

A brincar, a brincar, cerca de 10 kg de comida foram entregues à ADRA e, neste momento, já trouxeram conforto e energia aos muitos sem-abrigo que, todos os domingos, são alimentados pela ADRA - Norte. Que Deus seja louvado porque os alunos do CAOD aderiram a este projeto que aliou conceitos e valores tão importantes do mundo de hoje: a responsabilidade individual e social, a partilha e o serviço.

Um outro exemplo do serviço e do envolvimento dos alunos do CAOD na comunidade local têm sido as sucessivas atividades de sensibilização e ação ambiental levadas a efeito com a Divisão do Ambiente da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia. Entre outras, destaca-se a plantação em viveiro de diversas árvores de espécies autóctones, projeto que começou em 2012/2013. Os alunos do CAOD, quer do Clube de Horticultura, quer do Clube Ciência e Ambiente, nos últimos dois anos têm sido convidados pela Câmara Municipal a deslocarem-se a vários locais públicos do Concelho, jardins e escolas, essencialmente, e a plantarem as suas árvores. O contacto com a natureza, o valor da partilha, da responsabilidade social e do serviço comunitário estão assim interligados e fazem parte da aprendizagem dos alunos do CAOD. 
 

Muitos foram os momentos durante o ano de 2014, o ano da comemoração do quadragésimo aniversário do CAOD, em que se aliou educação e serviço. Sementes são lançadas diariamente com a certeza de que, num futuro próximo e eterno, frutos serão colhidos. Que continue a existir também no corpo docente e não docente este desejo de servir as crianças, a comunidade e o nosso bom Deus. 

 

Docentes do CAOD 

Solidariedade na Oficina de Talentos
Oficina de Talentos, Lisboa

"Dai, e dar-se-vos-á; boa medida, recalcada, sacudida, trasbordante generosamente vos darão; porque com a medida que tiverdes medido vos medirão também." Lucas 6:38

 

Solidariedade! O que significa isso? Será este ato de bondade aplicado na nossa escola?  É com muito prazer que vamos partilhar convosco o que realizámos nos dois últimos meses do ano 2014. Em Novembro tivemos o privilégio de participar no Dia Nacional do Pijama, dia educativo e solidário feito por crianças que ajudam outras crianças. Onde professores, educadores e auxiliares explicaram e mostraram às nossas crianças o que é ser solidário, como através do pouco podemos fazer a diferença na vida de alguém. Assim, todas as nossas crianças, desde a creche até ao 4.º ano contribuíram para a Associação "Os Mundos de Vida" com dinheiro, solicitado a amigos e familiares, que foram juntando ao longo de duas semanas num pequeno mealheiro em forma de casa. Conseguimos uma bonita quantia que irá ajudar a continuação do Projeto "Procuram-se Abraços", que tem vindo a sensibilizar, encontrar, apoiar, formar e acompanhar novas famílias de acolhimento, para mudar a realidade das crianças em risco do nosso país. Apesar das nossas crianças não conhecerem as da Associação, pudemos testemunhar a alegria e satisfação ao saberem que estavam a ajudar outras crianças como elas.

Com este ambiente tão solidário e divertido sentido na Oficina de Talentos, surgiu a ideia através da educadora Lena, de realizarmos um cabaz de Natal. No início do mês de dezembro, voltámos a solicitar a participação das crianças e das suas famílias, mas desta vez com bens alimentares. A resposta foi muito positiva e pudemos fazer um cabaz de Natal bem recheado de coisas boas. Então, decidimos entregar este lindo presente a uma família da "Associação Família Amiga", associação que dá apoio a famílias necessitadas num bairro de Lisboa a nível alimentar e psicológico. Foi um pequeno/grande gesto que esperamos ter oportunidade de repetir.

Despedimo-nos lançando um desafio a toda a rede escolar…que JUNTOS possamos ser mais solidários uns com os outros, que a solidariedade se faça sentir todos os dias e não só nos dias comemorativos. Que tenhamos sempre em mente o nosso maior exemplo Jesus

 

A solidariedade é o sentimento que melhor expressa o respeito pela dignidade humana”. 

Franz Kafka

Helena Colaço e Solange Sabino, Educadoras de Infância

O Serviço Comunitário sob o olhar das crianças

Colégio Adventista de Setúbal
 

O serviço comunitário faz parte do currículo oculto do CAS. Embora não seja nenhuma área curricular disciplinar são planeadas atividades, durante o ano letivo, para que os nossos alunos possam interiorizar e sentir o serviço comunitário como algo que deve fazer parte dos nossos hábitos diários. 

Cada vez mais o amor ao próximo é escasso e nós como Colégio Adventista temos e devemos marcar a diferença.

“…Tende ardente amor uns para com os outros…” I Pedro 4:8

Este mês, para variar na nossa newsletter, decidimos fazer uma pequena entrevista, a alguns alunos do C.A.S. para perceber o que é o serviço comunitário sob o olhar das crianças.

Marta Machado, professora e diretora pedagógica do CAS
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