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Newsletter com a informação oficial da Rede Escolar Adventista em Portugal.
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A Multiculturalidade 
nas Escolas Adventistas

Movidas por princípios e valores, entre os quais o da igualdade e o da tolerância, as Escolas Adventistas oferecem aos seus alunos oportunidades de crescimento em ambientes de multiculturalidade. Como lida uma Escola Adventista com alunos estrangeiros? Como acompanha estes alunos? Como os integra, valoriza e posiciona? Na Newsletter deste mês, conheça a forma como as Escolas Adventistas abordam esta questão e aprofunde um pouco mais o seu conhecimento a propósito da Filosofia Educacional Adventista.

Se o exemplo máximo de Jesus Cristo, o Mestre dos mestres, foi o de romper com as barreiras existentes no seu tempo, saibamos nós, seus discípulos do século XXI, mostrar também respeito, amor e aceitação com os que são provenientes de outros lugares e/ou culturas. Mais ainda, saibamos dar aos nossos filhos e alunos, as ferramentas e os meios de estes integrarem e serem integrados numa sociedade cada vez mais global. Jamais esqueçamos que nesta terra podemos e devemos viver a multiculturalidade mas que na Nova Terra estaremos unidos em Cristo.

 

Tiago Alves
Diretor do Departamento de Educação da UPASD
A Interculturalidade Nas Escolas Adventistas
Oficina de Talentos, Lisboa

 

 

Adão e Eva foram criados à imagem e semelhança de Deus e todos os seus descendentes deveriam formar um só povo adorador do Deus criador, unidos na obediência ao seu amor.
 

A entrada do pecado neste nosso planeta baralhou todo o plano de Deus de perfeição e unidade sob o seu amor. Logo em Génesis 6:1,2 é relatada a formação de duas classes de pessoas com interesses contraditórios: os filhos de Deus e os filhos dos homens, mas pertencentes a um só povo com uma só língua. Só em consequência do pecado e durante a construção da torre de Babel é que o povo deixou de ser um só, passando a haver várias línguas, “…sendo espalhados sobre a face de toda a terra.” (Génesis 11:8,9)


A partir deste acontecimento o conceito de “ estranho, estrangeiro, pertença a outro grupo/povo” perturbou o convívio entre todos os seres humanos. E Ló (sobrinho de Abraão) sofreu a intolerância por ser habitante estrangeiro na cidade de Sodoma. “…Este individuo, como estrangeiro veio aqui habitar, e pretende ser juiz em tudo? Agora te faremos mais mal a ti do que a eles. E arremessaram-se contra o homem, isto é contra Ló e aproximavam-se para arrombar a porta.” (Génesis 19:9) 


Mas qualquer violência exercida sobre o estrangeiro sempre contrariou as indicações divinas. “…Amai o estrangeiro…” (Deut. 10:19), “…não oprimais ao estrangeiro.” (Jeremias 22:3)

 

Hoje, nas sociedades deixou de haver uma visão homogeneizada e linear da população, mas estas mesmas sociedades caraterizam-se por uma crescente diversidade populacional e a sociedade portuguesa, à semelhança das outras, passou a ser uma sociedade em mudança, multicultural ao receber povos de outros espaços, com diferentes costumes, tradições, religiões, crenças, línguas e culturas. E inseridas nesta sociedade em mudança passamos a viver num mundo onde devemos aprender a coabitar de forma mais alargada com o outro, o estranho, o estrangeiro. 

 

A escola é um reflexo desta sociedade diversificada pois passou a acolher crianças de diferenças etnias, cores, culturas, nacionalidades e esse acolhimento trouxe desafios extraordinários.  

 

No Colégio dos Talentos vivemos também desafios nascidos das diferenças mas essa diversidade é uma mais valia para todas nós (alunos e adultos) pois tornamo-nos mais ricos como seres humanos porque descobre-se o aspeto mais positivo da diversidade que é aprender a conviver com todos em respeito e tolerância.


Quando alunos de varias ascendências (africana, russa, chinesa, brasileira, europeia) se sentam lado a lado, partilham saberes, partilham refeições, brincam juntos, estudam juntos estão a ser educados para viverem numa sociedade multicultural, manifestando atitudes e comportamentos baseados no respeito, tolerância, justiça, igualdade, mas estão, acima de tudo, a serem educados para a paz e para a esperança. Educados para a paz porque “…o fruto da justiça semeia-se em paz para os que promovem a paz…”( Tiago 3:8). Educados para a esperança de um dia todos nos encontrarmos naquela “…grande multidão… de todas as nações, tribos, povos e línguas… de pé diante do Cordeiro, trajando compridas vestes brancas… e Deus habitará com eles e eles serão o seu povo e o próprio Deus estará com eles e será o seu Deus…” (Apocalipse 7:9; 21:3)

 

Equipa pedagógica da Oficina de Talentos

As cores do nosso "Arco Íris"
Creche e Jardim de Infância
Arco-Íris, Setúbal

 

Eu sou a Mariya Daria, tenho 5 anos e os meus pais são ucranianos.
 

Eu sou o Fábio, tenho 4 anos e os meus pais são Romenos.


Eu sou a Belmira, sou ajudante de ação educativa e nasci em Timor.

 

Eu sou o Tiago, tenho 5 anos e sou o sétimo de oito irmãos de uma família que pertence à comunidade Mórmon.


Eu sou a Clara e eu a Sofia, somos irmãs e a nossa família é Católica.

A interculturalidade e a transmissão de valores
Externato Adventista do Funchal

 

Nada é mais importante do que a educação e a formação das crianças e jovens. A verdadeira educação significa mais do que o seguimento de um determinado tipo de estudos. Significa mais do que a preparação para a vida presente. Visa o ser todo, e o desenvolvimento harmonioso das suas faculdades físicas, intelectuais e espirituais.

A verdadeira educação não ignora o valor dos conhecimentos científicos ou das aquisições literárias. Acima da instrução aprecia a capacidade, acima da capacidade a bondade, e acima das aquisições intelectuais o carácter. O mundo não necessita tanto de homens e mulheres de grande intelecto, como de homens e mulheres com um carácter forte. Necessita de homens e mulheres cuja capacidade é dirigida por princípios firmes.

Todo o saber e desenvolvimento real têm sua origem no conhecimento de Deus. Para onde quer que nos voltemos, seja para o mundo físico, intelectual ou espiritual, a fonte de todo o saber vem do nosso Pai do Céu.

Hoje em dia, fala-se muito da importância de uma “educação superior” mas a verdadeira educação é transmitida por Aquele de cuja boca vem todo o conhecimento e todo o entendimento e que capacita pais e professores a transmitir a verdadeira civilidade no que quer que contemplemos.

Os professores das nossas escolas têm de enfrentar uma grande responsabilidade. É neles que as nossas crianças e jovens dirigem os seus olhares e seguem exemplos. "Instrui o menino no caminho em que deve andar, e, até quando envelhecer, não se desviará dele." Prov. 22:6.

Se os professores conhecem o caminho, podem instruir a juventude a andar nele. Não somente os educarão nas ciências, mas os ensinarão a ter independência moral, a trabalhar por Jesus e pelo seu próximo.

Eu sou o Mateus e tenho 5 anos. Eu sou o João e tenho também 5 anos. Os nossos pais são brasileiros.


Eu sou a Marta, tenho 2 anos, pertenço à comunidade Mórmon e sou descendente de uma família italiana.


Eu sou a Mónica, sou educadora e adventista do sétimo dia e nasci na Madeira.


Eu sou o Miguel, tenho 1 ano e a minha família é adventista do sétimo dia.


Eu sou a Paula, sou Educadora e nasci no Zimbabué.

Na creche e jardim de infância Arco Íris existe uma grande diversidade de culturas, quer regionais, nacionais, internacionais e religiosas. Sotaques e formas diferentes de falar, agir e pensar! Somos inclusivos nas diversas formas da inclusão. Crianças com necessidades educativas especiais, com cores de cabelo e pele diferentes. Todas elas, à sua maneira, compõem o “Arco íris” da nossa escola.

 

Joana Martins Barreto

Educadora da Creche


 

Com isto não digo que a educação das nossas crianças e jovens recai somente sobre os professores. Longe disso. A escola deve ser uma extensão do trabalho feito em casa pelos pais, onde devem ser ensinados os valores pelos quais os nossos jovens se devem pautar durante as suas vidas.

“A mais bela obra já empreendida por homens e mulheres, é lidar com espíritos jovens. Há um tempo para instruir as crianças, e um tempo para educar os jovens, e é essencial que essas duas coisas sejam combinadas em alto grau na escola”. In Educação. White, Ellen G.


Num mundo cada vez mais complexo, global e, às vezes, até intolerante, as nossas escolas são pequenos pedaços do Céu nesta terra. São espaços onde ensinam o respeito uns pelos outros, onde a igualdade, a tolerância e a educação estão ao alcance de todos aqueles que anseiam obter o verdadeiro conhecimento. Estes são direitos que assistem a todos, independentemente da cor, religião ou estrato social. Afinal, Jesus quando veio a esta terra, veio por cada um de nós, para nos instruir nos caminhos em que devemos andar. Ele não escolheu somente os ricos e os instruídos, mas escolheu sim cada um de nós. Enfim, somos todos diferentes e Deus ama a todos da mesma forma.

E as nossas escolas, a meu ver, que sou mãe de duas meninas que frequentam uma escola adventista, e onde, a cada dia que passa, vejo um crescimento notável como seres humanos tementes a Deus e uma sede de conhecimento, que vai de encontro ao que eu desejo para elas: Que sigam os ensinos que Jesus nos deixou e que sejam pessoas melhores e justas para com todos. As nossas escolas, penso que posso dizê-lo, são “instrumentos utilizados para a aprendizagem de uma cidadania plena, visando o combate a todas as formas de discriminação e exclusão social e devem estar abertas à discussão de problemas que se colocam ao ensino e ao mundo, à troca de experiências e opiniões, à edificação de vias alternativas e inovadoras que promovam a intervenção social dos cidadãos e a sua participação na construção de um futuro melhor”. 

“Assim diz o Senhor: Não se glorie o sábio na sua sabedoria, nem se glorie o forte na sua força; não se glorie o rico nas suas riquezas; mas o que se gloriar glorie-se nisto: em Me conhecer e saber que Eu sou o Senhor.” Jeremias 9:23, 24. 

Procuremos seguir o conselho de Deus em todas as coisas, pois Ele é infinito em sabedoria.

Helena Romba, Encarregada de Educação

Escolas e Internatos Adventistas, espaços de Multiculturalidade
Colégio Adventista de Oliveira do Douro

 

Com a reabertura do Internato em setembro de 2013, o CAOD reforçou a sua posição enquanto espaço onde a Multiculturalidade acontece e está intimamente ligada ao processo de ensino aprendizagem. Desde sempre que o Internato, um pouco à imagem da maioria dos Internatos das Escolas Adventista existentes em todos os continentes, recebe alunos de outras nacionalidades portadores de culturas, hábitos e costumes próprios. A coexistência de alunos de proveniências tão distintas potencia um conhecimento do mundo mais amplo e útil. No panorama académico e profissional atual em que as barreiras geográficas e linguísticas são cada vez mais insignificantes, é de grande utilidade coexistir com alunos e até professores que são portadores de  culturas, experiências e “mundos” diferentes. Neste momento o Internato do CAOD fechou o ano letivo com 7 alunos, dos quais 5 são de origem angolana. Também o precetor, o Pr. Edgar Justino, é angolano embora já esteja em Portugal há muitos anos, tendo sido, inclusive, aluno do CAOD. Existem ainda ao nível do Externato, um aluno norte americano, dois alunos holandeses e vários alunos brasileiros. Também o cozinheiro é de nacionalidade São Tomense. Com esta realidade é normal a partilha de costumes, seja esta formal ou informal. Exemplo disso, são os dias especiais, como a Semana da Europa, o Dia da Hispanidade, o Dia da Língua, entre outros, nos quais se fazem estas aproximações que em muito enriquecem o processo de ensino aprendizagem. No ano letivo de 2013/2014, este encontro de culturas ainda foi mais significativo, uma vez que o CAOD recebeu quatro jovens universitárias voluntárias, provenientes das Universidades Adventistas de Andrews (EUA) e de Montemorelos (México). Entre as várias iniciativas por estas promovidas em termos musicais, de comunicação e de educação, ficará na memória dos alunos a celebração do Thanksgiving onde lhes foi apresentado esta prática tão comum e enraizada na cultura americana. Também o diálogo diário e constante entre os alunos e as voluntárias, fosse em português ou em inglês, constituiu uma oportunidade de crescimento e de partilha. 

Por fim, entre os muitos relatos que poderiam ser feitos sobre a temática, importa destacar a ação do Clube Conetando Mundos que arrancou a sua atividade no ano letivo de 2012/2013. Este Clube, constituído por alunos dos 2º e 3º Ciclos, realiza a cada ano letivo uma atividade de intercâmbio com um outro Colégio Adventista europeu. Durante os meses de preparação os alunos estabelecem contacto escrito com os alunos desse Colégio e realizam diversas pesquisas e trabalhos sobre a cidade que visitarão e sobre a cultura que encontrarão. No momento da visita é chegada a oportunidade de dialogar, de partilhar, de conhecer e dar a conhecer. Em 2014, os alunos deste Clube visitaram a cidade de Barcelona e em 2015, a cidade de Madrid. As experiências foram motivadoras, não só pelo que visitaram, Museus e Monumentos, mas também pelo que aprenderam e conheceram nas aulas e atividades que fizeram em conjunto com os novos amigos dos Colégios de Urgell e Tímon. 

Para fechar este curto relato, apresentamos-vos um sentir que muito valorizamos e que nos mostra o quanto a “família” adventista, apesar da diversidade linguística e cultural, se revela unida nos princípios e na ação evangelística. Enquanto nos preparávamos para, uma vez mais, abraçar o Projeto mundial do Livro Missionário, participando na distribuição do livro “Saúde e Bem Estar”, foi interessante ouvir o relato dos alunos angolanos e do aluno norte americano que ao nos ajudarem a construir a pirâmide de livros, relatavam as experiências dos anos anteriores vividas nos seus países e nas suas comunidades religiosas. Concluíam assim que, apesar da distância, estavam envolvidos num projeto que tão bem conheciam. A sua participação foi de grande entusiasmo e acreditamos que, ao voltarem aos seus países de origem, relatarão com gratidão e saudade estas experiências vividas em Portugal e na Escola Adventista. 

Não sabemos de onde ou onde o prezado leitor é ou está, de que cultura ou país é, mas uma coisa queremos dar-lhe a certeza, se nos confiar os seus educandos, filhos ou filhas, estes crescerão e serão ensinados num espaço onde a multiculturalidade acontece, o Colégio Adventista de Oliveira do Douro.

 

Docentes do Colégio Adventista de Oliveira do Douro 

Deus não se aborreceu na Criação
Colégio Adventista de Setúbal

 

Quando Deus criou o Homem, a semelhança e a diferença já faziam parte do íntimo de cada um. Podemos notar que o nosso Mundo tem uma variedade enorme de espécies, pensamentos, emoções e cultura.

Quando falamos em interculturalidade, o que nos vem à mente é que duas ou mais culturas estão relacionadas de alguma forma.

Devido a economia mundial e à mudança constante de pessoas pelos vários cantos do mundo, as nossas escolas ficam cada vez mais enriquecidas pela diversificação cultural dos vários países. 

Embora o Colégio Adventista de Setúbal seja um meio pequeno, também é valorizado por diversas culturas étnicas e religiosas.

A diversidade cultural pode ajudar no crescimento intelectual, na consolidação de bons valores sociais mas também pode criar conflitos e atritos. 

Cabe aos professores e auxiliares do estabelecimento a sensibilidade de unir as diferentes culturas numa só. 

Criar semanas temáticas onde os alunos podem partilhar as suas vivências e brilhar com o seu conhecimento cultural é uma forma de encurtar os muros que nos separam. Nas meditações devemos relembrar que embora muito diferentes temos pontos de interesse semelhantes mas acima de tudo um objetivo comum – o céu. 

Os nossos alunos devem sentir que por mais diferente seja a cultura somos iguais no amor de Deus. “Pois pela fé que vos una a Jesus Cristo são todos filhos de Deus. (…) Não há diferença (…). Agora constituem um todo em união com Cristo Jesus.” Gálatas 3: 26 e 28.

Graças a um Deus que nos fez tão diferentes para não nos aborrecermos com a falta de diversidade mas tão semelhantes como irmãos feitos à imagem do Pai.

 

Marta Machado, Professora e Diretora Pedagógica

Tal como tem acontecido em outros anos, o Oficina de Talentos de Lisboa levará a efeito mais uma Escola Cristã de Férias no período das interrupções letivas do mês de julho. Subordinado ao tema “Reis e Rainhas à conquista do reino  eterno” esta iniciativa decorrerá de 29 de junho a 9 de julho. Para mais informações e para proceder às inscrições, não hesite em entrar em contacto com a equipa da Oficina de Talentos, através dos números 915233001/962198050 ou do e-mail talentos.oficina001@gmail.com.
Ofereça às crianças da Igreja umas férias diferentes!
Os alunos, o pessoal docente e não docente do Externato Adventista do Funchal, sob a direção de um Encarregado de Educação professor de música, lançaram um CD de músicas cristãs, intitulado “Atreve-te”, o mote dos Projetos Educativos da Rede Escolar Adventista para os anos letivos de 2015/2018. Brevemente faremos chegar a todos os Pastores, Anciãos e Secretários de  Educação a informação de como adquirir este material musical que será de grande utilidade para as Escolas Adventistas, para os lares e Igrejas. Esteja atento, adquira e divulgue este CD.
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