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Esta edição é à prova de futebol e Copa

Dona da casa, constrangimento e órbita felina


Olá, <<Primeiro Nome>>! Como vai? Hoje queria convidar você para fazer uma visitinha aqui em casa, entrando pelas fotos que saíram no site Donas da Casa, no início desta semana. 

Donas da Casa é um projeto que busca mostrar a vida, o pensamento e a casa de várias mulheres que fazem algum trabalho interessante, e adorei ser entrevistada. Recebi a equipe aqui em casa para uma conversa sobre feminismo, trabalhar em casa, por que saí de agências de publicidade e o resultado você pode ver aqui.

Adorei as fotos principalmente porque são um registro de um dos raros momentos em que a casa está bem arrumada. É bom ter de recordação. Algumas das minhas preferidas:






Recomendo acompanhar este site, porque toda semana vão postar uma entrevista nova e super interessante com mulheres incríveis. Também já foram entrevistadas uma fotógrafa brasiliense e uma professora de costura – e como as casas delas são lindas! Não deixe de fazer uma visitinha a elas também.

Minha vida em uma palavra: vergonha


A vergonha é algo muito presente na minha existência, mas eu me lembro com clareza (e constrangimento) da primeira vez que eu passei vergonha na vida. Eu tinha dois anos de idade e era a minha festinha de aniversário. Pois é, eu tenho lembranças de quando eu era bem novinha. 

A festinha era toda decorada com a Turma da Mônica, em enfeites de papel pra colar na parede que minha mãe montou e recortou a partir de moldes que vinham naquelas revistas de festa. Tudo muito bem, tudo muito bom, eu me sentindo incrível por ser o centro das atenções, com tantas crianças em casa só pra me ver (mentira, pra comer bolo e tomar refrigerante).

Aí que chegou a hora do parabéns. Meu pai me colocou em pé na cadeira, de frente para o bolo com a velinha acesa, e eu achando o máximo aquela galera batendo palma e cantando. Uau! Aí as pessoas param de cantar e meu pai fala pra mim: “sopra a velinha, sopra a velinha!”

Eu não sabia o que fazer.

Soprar? O que é isso? Como faz? Por que ninguém me ensinou isso antes? Não posso ficar aqui parada com todo mundo me olhando, estão esperando eu fazer alguma coisa!

Então eu resolvi arriscar e fazer algo. Olhei pra velinha e: mostrei a língua pra ela.

Todos começaram a rir de mim. Então meu pai me disse: “não, moça (ele me chama de moça até hoje), sopra assim ó” e me mostrou como era. Mas antes que eu pudesse soprar a vela com o número 2, minha prima mais velha apagou a velinha. Tarde demais pra saber como soprar. Todo mundo tinha rido de mim! E o pior: esse fiasco ficou registrado em foto!

Foi a primeira de muitas vergonhas que passei na vida. Não saber o que fazer e mesmo assim arriscar fazer alguma coisa me faria passar por outras situações como essas. Uma delas foi numa festa junina na escola, em que o meu par simplesmente virou as costas pra mim e foi embora, me deixando sozinha bem na hora da apresentação, com todos os pais assistindo. Mas o ridículo foi o que eu fiz pra sair dessa situação. O que eu fiz? Contei neste texto aqui.

Aliás, não é o único texto do meu blog que escrevi sobre vergonha. Também tem este aqui, um documentário na natureza selvagem dos tímidos.

Meu texto da semana também é sobre vergonha. Mas não qualquer vergonha, a minha Vergonha. Uma Vergonha tão grande que tem até RG e CPF e que sempre aparece num evento social pra ficar me julgando com seu olhar pesado e sua risadinha vilanesca. Ah, primeira vez que publico um texto simultaneamente com a newsletter, então não deixe de ler, porque ainda não divulguei em lugar nenhum.

E você? Passa por muita vergonha? Tem uma história tão ridícula quanto as minhas pra me contar?

Lançamento do e-book da Think Olga


Esta semana as meninas do site Think Olga (Juliana de Faria e Bárbara Castro) lançaram um e-book incrível sobre violência contra mulher. Fui convidada para o lançamento e para integrar uma mesa de debates sobre o tema. Adorei participar e admiro a coragem da Ju de me chamar pra um negócio desses mesmo sabendo que eu sou super atrapalhada pra falar, risocas. Mas foi muito legal mesmo.

Abaixo algumas fotos do evento (reparem como eu tenho uma tendência notável a sair com cara de doida nas fotos). Ah, e no evento eu também conheci e tive a oportunidade de tietar um dos meus blogueiros favoritos, o Sakamoto ♥︎. Quase tchorei de emoção.

1. As autoras maravilhosas Bárbara e Juliana; 2. a capa do e-book; 3. euzinha com as autoras e a editora; 4. a mesa de debate; 5. minha cara de louca; 6. emocionadíssima ao lado do Saka.

O e-book Meu Corpo Não É Seu saiu pela Companhia das Letras, pelo selo Breve Companhia. É um ensaio que busca apontar a causa da violência contra a mulher em suas diversas formas, e está recheado de dados e informações bem fundamentadas sobre o assunto. É maravilhoso poder contar com um material tão completo e relevante, em um formato e linguagem tão acessíveis. Eu li e super recomendo. O melhor é que o e-book é bem baratinho (e-book melhor em tudo!) e abaixo seguem os links pra você comprar:

- Amazon

- Kobo

- Livraria Cultura

- Apple Store
 

Órbita felina


Meu gato Aurélio é cheio de projetos. O do ano passado era se deitar em todas as superfícies da casa, o que fazia o gato aparecer deitado nos lugares mais aleatórios, improváveis e inconvenientes possíveis.

Aparentemente ele arrumou um novo projeto. Ele senta sobre as patas traseiras em um ponto e fica ali sossegado, às vezes até dorme. Mas o que parece ser apenas um gato sentado, pode surpreender quem olha com atenção por mais tempo. Bem devagar, ele vai girando em torno de si mesmo. Tipo um relógio. Ou um planeta.

Você olha pra ele agora, ele vai estar sentado de frente pra você. Se olhar daqui a uns dez minutos, ele vai estar de costas.

Comecei a observar com atenção e estipular a duração dessa rotação. Essa órbita felina pode até ser usada como medida de tempo. Por exemplo: pedimos uma pizza e ela demorou exatamente 2 voltas de gato para chegar. Um episódio de Game of Thrones, por volta de 2 voltas e meia. Para escrever a newsletter, eu demoro entre 4 e 5 voltas de gato. Um bolo não deve ficar mais do que 1 volta e meia de gato no forno.

Mas também para por aí. Voltas de gato só servem pra medir eventos mais curtos. Não seria útil para medir eventos mais demorados, porque todos esses giros deixam o gato exausto e logo ele vai se deitar. Ou então ele fica faminto e logo vem me EXIGIR que eu coloque comida pra ele. Afinal, como ele bem demonstra pelo movimento de sua órbita, o mundo tem que girar ao seu redor.
 

Espia só esses links


Na edição passada, alguns links foram com defeito e algumas pessoas não conseguiram visualizar. Mas depois que envio a newsletter já era, não tem como consertar mais nada. Fuén. Então quando rolar isso, o que dá pra fazer é você apagar o que estiver aparecendo antes do http:, consertando o link manualmente. Daí funciona. De qualquer forma, aí vão novamente os links que estavam cagados na edição passada:

- Personagens trans na TV ajudam a diminuir o preconceito.

- Entrevista com Lena Headey (Cersei) e Pedro Pascal (Oberyn), uma delícia de assistir.

- Vídeo que explica a técnica Pomodoro.

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Um tributo ao desconforto: neste vídeo, um fotógrafo que vive situações extremas para conseguir as mais belas imagens conta a importância de sair da zona de conforto para alcançar as experiências mais ricas e inesquecíveis que este planeta tem a oferecer. “Não importa que eu não sinta meus dedos ou que o meu rosto congele, o que importa é que outra pessoa possa sentir isso ao olhar para as minhas fotos”. Muito foda, né. E o vídeo está cheio de imagens incríveis, vale o play.
 
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Por falar em órbita felina e belas imagens, este vídeo tem imagens impressionantes do céu girando enquanto nos movemos no espaço. Não tem uma palavra sequer, mas achei comovente.
 
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Bruno Leo, designer & amigo meu atualmente vivendo na Finlândia, está com um projeto muito bacana: ele coloca um álbum para tocar e tem a exata duração deste álbum para refazer a sua capa – com nenhum compromisso de fazer igual à capa original ou de superá-la, mas apenas de criar algo diferente. Ele já fez isso com capas do Sepultura, Alice in Chains, Metallica, Black Sabath, Coldplay e até Madonna. O resultado você pode ver no tumblr dele. Ah, também adoro quando ele posta vídeos do processo (acelerado, claro), mostrando como fez o design de alguma capa. Uma das que mais gostei é essa capa do Faith No More, ficou bem louco.


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Ainda não vi Malévola, acredita? Mas já mergulhei em vários textos sobre o filme e não podia deixar de indicar esse aqui, porreta, escrito pela Sybylla do Momentum Saga, que aponta o machismo na reação dos que rejeitaram o filme exclusivamente por ser um filme protagonizado por mulheres. E a gente sabe que só isso já basta para uma obra ser desprezada e diminuída. Aproveita e lê esse texto publicado no Lugar de Mulher, uma resposta a outra crítica idiota feita ao filme estrelado por Angelina Jolie. O texto recria filmes que de alguma forma diminuem a imagem da mulher, mostrando como é normal vermos histórias nessa pegada, enquanto muita gente reclama e começa a babar de ódio se aparece 01 (um) filme que mostra uma imagem de mulher diferente dos estereótipos já tão propagados. Também tem o texto da Gizelli, em que ela mostra por que Malévola é um filme que os meninos também devem assistir.
 
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Tem também esse textinho sobre ficar uma semana sem óculos e eu me identifiquei tanto que vou ter que indicar. Me identifiquei especialmente com a parte que fala que ele fica meio surdo quando está sem óculos, e meu deus, como isso é verdade.

 
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Dica da semana
Opa, acabou!

Minha semana foi tão movimentada que hoje escrevi a newsletter no mesmo dia de enviá-la, com internet caindo toda hora, aquela emoção. Gosto de viver a vida perigosamente.

Espero voltar com mais novidades, curiosidades e bobiças na próxima edição. Se durante a semana vir alguma coisa interessante e quiser mostrar, fique à vontade para me mandar por e-mail. E até a próxima ;)

Beijos juninos, 

Aline.
Copyright © 2014 Aline Valek :: Escritora, Todos os direitos reservados.


 
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