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Porque conviver é sempre complicado.

As Regras Não Escritas da Internet

As letras miúdas dos termos de uso que ninguém lê



Há regras que não precisam estar cravadas em pedra sagrada ou escritas num cartaz. Basta uma olhada no comportamento das pessoas ao redor para vê-las sendo postas em prática diariamente, e assim reforçadas e transmitidas ao longo dos anos.
 
Veja a internet, por exemplo. As ações das pessoas neste ambiente são regidas por regras invisíveis, que todo mundo sabe quais são, ainda que não estejam escritas em lugar nenhum – e que seguem, muitas vezes, sem pensar duas vezes a respeito.
 
Alguém que seja novo nestas paragens pode estranhar o modo como as coisas são conduzidas dentro da internet, ou podem cometer algumas gafes até aprender, por imitação, como se comportar. “Quando em Roma, faça como os romanos”. 
 
Mas não é muito difícil aprender que regras são essas. Vamos a algumas delas.
 
Escrever em maiúsculas significa que você está gritando, o que é considerado uma grosseria. 
 
MAS NA FALTA DE ARGUMENTOS MELHORES, VAI NO GRITO MESMO.
 
Postar várias vezes seguidas sobre o mesmo assunto é chamado “flood”, e as pessoas não aceitam isso muito bem.
 
As pessoas não aceitam muitas coisas que as outras fazem na internet, mas é para isso mesmo que servem as indiretas.
 
Indiretas são a melhor forma de atingir o maior número de pessoas com a sua reclamação e, mesmo quando a pessoa desejada é atingida, poder responder: “não, não era de você que eu estava falando!” 
 
Nunca se deve revelar o alvo de uma indireta. 
 
Você tem o direito sagrado de ser devidamente respondido por qualquer pessoa conectada à internet (pelo menos é o que muita gente pensa).
 
Se você quer ser considerado alguém legal e original, deve ter alguma opinião sobre o assunto de que todo mundo está falando, mesmo se for para repetir algo que todo mundo já está dizendo.
 
Hashtags podem ser usadas para facilitar a busca de determinado assunto, ou como um estado de espírito que pode complementar aquele conteúdo #AHashtagÉMinhaEuDouPraQuemQuiser.
 
Qualquer ferramenta na internet pode ser usada de forma diferente para a qual foi originalmente criada.
 
Qualquer coisa que você imaginar tem uma versão pornô na internet (essa, na verdade, é uma regra escrita).
 
Qualquer tema discutido na internet pode ser conduzido para a polarização PT x PSDB e você obrigatoriamente será colocado em um desses lados. Nem sempre a escolha caberá a você.
 
Provavelmente há uma versão pornô da polarização PT x PSDB. Não, não quero ver.
 
Qualquer pergunta que você pense em fazer alguém já fez antes no Yahoo! Respostas.
 
Você pode perguntar coisas para o Google como quem pede informação na rua para um desconhecido.
 
Você pode assediar, ameaçar e atacar pessoas na internet como você nunca faria na rua com um desconhecido. A menos que, bem, você seja psicopata.
 
Na internet não há psicopatas. Apenas trolls. Às vezes não dá pra saber a diferença.
 
No Twitter, seu nome de usuário, sua arroba e sua foto de avatar não precisam corresponder à realidade. Ou fazer qualquer sentido.
 
Escrever sem vírgulas, pontuações, plural ou coesão textual é o dialeto local do Twitter. Todas as pessoas consideradas legais e originais escrevem desse jeito.
 
Todas as pessoas consideradas legais e originais também usam o mesmo vocabulário, composto de memes e expressões que podem soar enigmáticas a quem é de fora, como atribuir “que morte horrível” a contextos onde ninguém morreu.
 
“Miga” é o pronome de tratamento oficial. “Miga” não tem gênero, portanto é usado desta forma para se referir tanto a mulheres quanto a homens.
 
Se você segue alguém e essa pessoa te segue também, fica feio dar unfollow depois. Vocês passam a estar atadas uma a outra, feito um casamento.
 
Levar unfollow é considerado ofensa. Em alguns casos, levar block é motivo de orgulho.
 
É perfeitamente aceitável você morrer de raiva de alguém ou não aguentar as besteiras que essa pessoa fala e continuar seguindo por educação.
 
Esta é uma das poucas ocasiões em que as pessoas aplicam a educação em suas convivências internéticas (sim, para passar raiva).
 
A raiva, aliás, é o sentimento default da internet. Se você não está com raiva, tem algo errado com você.
 
Não pode estar triste (porque as pessoas vão ficar com raiva da sua tristeza, “affe, lá vem fulano se fazer de vítima, vou dar unfollow”), mas também não pode estar feliz (porque as pessoas vão ficar com raiva da sua felicidade também). Melhor sentir só raiva mesmo e não destoar da multidão.
 
Como saber se um assunto vai ter sucesso: ele gera raiva em alguém? Se sim, a audiência é garantida, pode confiar. 
 
As pessoas estão na internet para sentir raiva. Se fosse para sentir coisas positivas, elas estariam debaixo de um cobertor quentinho, na praia ou em qualquer lugar sem acesso à internet.
 
Quanto mais raiva, mais sucesso. Quanto mais sucesso alguém consegue, mais recalque e, consequentemente, mais raiva ela gera – num lindo e perfeitamente esférico círculo vicioso.
 
Likes são a moeda corrente. Se não tem likes, não é relevante.
 
Você pode tirar fotos de seres que não têm a capacidade de dar consentimento (bebês e gatos, por exemplo) para conseguir likes para você.
 
Nunca há fotos o bastante na internet. Especialmente do seu rosto a um braço de distância da câmera. Especialmente se isso for gerar raiva em alguém.
 
Não pode comentar sobre qualquer história (filme, livro, seriado, quadrinhos, animação, pinturas rupestres ou o que for) na internet sem dar aviso de “spoiler”. Ainda que a história seja dos tempos bíblicos.
 
É mais ofensivo soltar “spoiler” sem querer do que fazer comentários racistas, machistas ou homofóbicos.
 
É fácil descobrir quem está com a razão na internet: basta olhar para quem está atrás do seu teclado.
 
Qualquer tentativa de listar regras de comportamento é vista como caga-regrismo, e caga-regras não são bem vistos na internet.
 
No entanto, se você não obedecer às regras não escritas da internet, pode acabar deixando alguém com raiva – alimentando o motor que faz essa roda de insanidade rodar mais um dia.
 
Então um dia, se você fizer tudo direitinho, vai olhar para você e perceber que, finalmente, tornou-se uma peça desse intricado mecanismo. E, mesmo que você saia da internet, a internet não sairá de você. 


Ilustração: Sheena Hisiro

Tumultuando o debate

 
 
Um fenômeno que tenho observado ultimamente é a extinção do argumento.
 
Na internet ou fora dela, as pessoas parecem cada vez menos dispostas a argumentar. Tão apegadas às suas certezas, preferem repelir um argumento com palavras de ordem, discursos prontos e agressividade, do que tentar formular um argumento, elaborar um raciocínio próprio.
 
Nem falo sobre o argumento como uma ferramenta para mostrar que a sua opinião é a melhor, que você deve convencer os outros, como se estivéssemos numa eterna disputa de quem é que ganha.
 
Mas sim do argumento como o produto de uma reflexão, do ato contínuo de construirmos nossas ideias e as coisas que defendemos. Podemos elaborar argumentos só para nós; e aí, mais do que o exercício egóico de mostrar que você tem razão, argumentar pode ser o exercício de refinar nossas ideias e amadurecer os motivos pelos quais ainda acreditamos nelas.
 
E é isso o que tenho visto cada vez menos.
 
Talvez porque as pessoas tenham medo de refletir sobre uma questão e aí mudar de ideia (e temos um pavor imenso de mudar de ideia, né?), ou talvez porque elas saibam que se forem aprofundar aquela ideia que defendem, não conseguirão sustentá-la por muito mais tempo.
 
Muito melhor e mais fácil se apegar a uma certeza e defendê-la até o fim, nem que seja necessário usar de várias falácias para desviarmos do cerne de um argumento que por algum motivo nos confrontou.
 
Elaboração é perda de tempo; vamos apenas atordoar o oponente.
 
Escrevi algumas dessas táticas em “Tumultuando o Debate”, como a tática do Levar Tudo Ao Extremo: 
 
"Essa técnica consiste em pinçar um trecho do texto em debate e fazê-lo parecer ridículo. Funciona assim: alguém diz que casamento entre pessoas do mesmo sexo deve ser permitido. Você pode responder que, se isso acontecer, as portas estarão abertas para legalizar relações incestuosas, pedófilas, e até casamento com animais. O horror, o horror! Lembre-se: quanto mais exagerado, melhor.”
 
O engraçado é que hoje eu olho para esse texto e vejo como as pessoas estão profissionais nessas técnicas – e até desenvolvendo outras que eu sequer imaginava. Tudo porque ganhar do outro, afinal, é o que importa.
 
Ilustração: Krissy McLean

Por que sou feminista e comunista



Vez ou outra recebo umas coisas, digamos, interessantes pelo formulário de contato do meu blog. Dia desses, um rapaz me mandou uma mensagem perguntando: “por que você é feminista e comunista?” 
 
Feminista e comunista.
 
COMUNISTA.
 
<<Primeiro Nome>>, me ajuda, que ano é hoje?
 
Estava lendo um texto do Sakamoto em que ele se diverte com as “acusações” de ser comunista e viajar para Nova York (“onde já se viu tamanha contradição?”), e ele escreve:
 
"A batalha de ideias na internet é uma coisa muito doida. Poucos estão interessados em discutir o que o outro pensa, seja de direita ou de esquerda. O objetivo é imputar a ele uma série de chavões simplistas, transformando-o em uma caricatura – que é diferente da vida real, mas que serve a um discurso. Se você declara ser progressista ou de esquerda (seja lá que raios significar ser de esquerda hoje em dia) automaticamente tem que declarar voto de pobreza, votar no PT, querer o comunismo, ter uma sunga igual à do ditador da Coreia do Norte."
 
Então eu não conseguiria responder a essa pergunta sem antes me perguntar o que faz esse moço pensar que eu sou comunista.
 
Nunca me declarei comunista, se não me falha a memória. Logo, é algo tão estranho de se perguntar quanto “por que você é palmeirense?”, sendo que nunca disse torcer pra time nenhum, embora até goste da cor verde.
 
Já disse diversas vezes e nunca escondi que me alinho ideologicamente à esquerda. Aliás, expliquei isso neste texto, onde também exponho resumidamente minhas razões para ser feminista.
 
O que realmente é interessante não é a resposta que eu tenho para dar, mas o que está por trás de uma pergunta dessas. Uma dúvida que, mesmo sincera e honesta, parece motivada por uma profunda incompreensão do que levaria alguém a ser justamente feminista e comunista.
 
O comunista aí dá uma pista: o absurdamento que motivou alguém a fazer tal pergunta parte de uma caricatura. Como alguém pode defender o que aprendi a ver como algo ridículo, irracional?
 
Eu sinceramente não sei o que alguém espera que eu responda diante dessa pergunta. Sei lá, “sou feminista e comunista porque gosto de comer criancinhas”? Na dúvida, perguntei a ele de onde tirou que sou comunista, rs.
 
De qualquer forma, é uma pergunta bastante válida: “por que você defende as coisas que defende?” Uma pergunta que vale fazer na frente do espelho, todos os dias – até para descobrir se a resposta continua a fazer sentido.
 
Porque, quem sabe um dia, a resposta não seja mais a mesma. 

Senta que lá vem história (de leitor)



Também recebi por e-mail a visita do leitor Jorge Gabriel, que me deixou encantada com sua história sobre vir para o Brasil e até me mostrou alguns contos que escreveu.
 
Jorge Gabriel é colombiano; nasceu, cresceu e viveu em Bogotá por 26 anos. Ele conta que sempre sentiu uma atração pelo Brasil que nunca fez sentido e até estudou português por um ano e meio na Colômbia, antes de vir morar em São Paulo, há quase dois anos.
 
“Mas por que Brasil?”, eu perguntei espantada, a mesma pergunta que ele deve ter ouvido outras milhares de vezes, porque brasileiro nunca entende o que alguém de fora vem fazer logo aqui, né?
 
Ele: "Em principio respondia com os fatos concretos vim fazer um intercâmbio e um voluntariado. Brasil porque é o maior país de América do Sul, é potência econômica da região, oportunidade de trabalho, emprego, etc. Mas, lá no fundo sabia/sei que só isso não era/é suficiente para deixar atrás meu país. Daí sempre que alguém me pergunta porque Brasil? Tento criar uma resposta diferente... É a música que me trouxe... Foi o calçadão de Copacabana... Os segredos de um vizinho muito próximo, mas que pelo idioma, nós deixa longe quase ignorantes um do outro."
 
Em um dos contos, “Portas”, ele escreve a história de como aprendeu português, embora ele tenha me dito que acha que nunca vai terminar de aprender o idioma.
 
“Teu idioma nativo é como teu sangue, a forma de teu iris, esta impregnado em teu ADN; hoje digo que idioma estrangeiro não se termina de aprender porque idioma nativo é inerente ao ser. Gosto desse desafio, tentar pensar, viver, sonhar, me expressar em outra língua. Acho o som do português brasileiro muito rico. Cheio de sotaques, instrumentos, pequenos barulhos, gírias, sentimentos, música, vogais, É como ver água fluindo.”
 
Pedi a autorização dele para compartilhar um trechinho deste conto com você. Jorge Gabriel ainda não tem um blog onde publique seus escritos, mas me disse que se você quiser continuar lendo o que ele escreve ou quiser trocar ideias, pode entrar em contato no e-mail dele: 13gabriel.jorge@gmail.com. Aposto que ele vai amar receber a sua resposta.
 
Espero que gostem de conhecê-lo :) 

***
 

Portas


“When one door is closed
Don't you know many more is open” 
Bob Marley 


Ideias soltas são os limões que chovem nesta calçada virgem. Vou escrevê-las em ordem cronobrasilógica... 

Plantado fui. Atado com cordas e correntes, dignamente aceitas, eu me vim.
Dia oito de julho de dois mil e treze peguei um avião para São Paulo.
Joguei-me nesta cápsula gigante sem fim. 

Ela me recebeu indiferente; “mais um gringo a chegar” disse. 

A minha mãe, quando veio me visitar um ano depois, falou para meu pai e para mim, na frente do Franz Café do aeroporto de Guarulhos, que aquelas pequenas cidades que se vêem antes do pouso, foram, depois de um esquisito cochilo, estrelas no espaço anunciando sua chegada na cidade da garoa. 

Nesta cápsula imensa sem fronteiras, na metrópole infinita de rios pretos e brancos barcos começou-se a luta para achar a dança esquecida em mim. 



"Cantar a beleza de ser um eterno aprendiz”
Gonzaguinha 


No IBRACO (Instituto de Cultura Brasil Colômbia) em Bogotá, estudei português antes de vir. Aprendi vocabulário e gramática. Cantei em aula e em casa. 

Desenrolei a língua com Vinicius e Tom Jobim. Vi como o tempo podia ser fatiado e tingido de psicodelia pelo cavalheiro e cabelereiro do silêncio João Gilberto. Descobri visões de paqueras futuras com Caetano. Tentei achar, na tinta teórica do dicionário Michaelis, o significado do gingado que escutava lá pelas fibras ignotas do meu ventre quando Martino da Vila, Zeca Pagodinho e a madrinha Beth Carvalho cantavam. Nas horas cinzas da madrugada, quando o voo da lua começava a terminar, Gilberto Gil invadiu meu coração com a paz; nos curtos momentos de néon das 22h 23h dos sábados, quando o voo da luxúria atingia a máxima altitude, as doidas vazaram com Seu Jorge. Durante a semana, nadando entre ondas de cartolina com as regras do português escritas nelas, fiz lição de casa com Cássia Eller, Paulinho da Viola, Jorge Aragão e Forroçacana. 

Ouvindo ao Brasil em casa dos meus pais, completei seis cursos de ensino no Instituto. A arremetida do encanto ilógico com essa terra foi tomando forma com a lindíssima e doce professora de Brasília: Catarina. Logo de entrada tomou uma forma sinuosa com furinho no queixo. Duas azeitonas pretas de cristal que riam à medida que minha atenção era chicoteada pelas ondas dos seus cabelos pretos. Entre conjugações de verbos regulares e nomes de cacarecos, nunca se ouviu uma turma tão empolgada berrando a Garota de Ipanema na tranquila harmonia das horas da manhã da escola da Calle 70 con carrera 9. 

Uma mineira gravida de pele branca, abriu para nós o imenso mundo do pretérito, mundo que, ao igual que em espanhol, continua a viver no rebelde presente do nosso pensamento. Depois teve um professor que treinou bastante a nossa audição; o único que ele fazia em aula era falar, contar histórias e bater papo com a gente, falava bastante e devagar. Em seguida dançamos forró e tomamos café da manhã com a divertida senhora de São Paulo. Era descendente de italianos, seu sobrenome era Benedetti; a pintura que minha lembrança faz dela desenha-a sempre de camisa cor-de-rosa. Riba, um alegre professor de Recife, deslizou agilmente os tempos do subjuntivo em nossas inacessíveis cabeças. Tranquei o curso no sexto nível; uma moça nascida no interior de São Paulo, loira, magra e de aparelho na boca foi minha última professora de português na Colômbia. 

As duas imagens acima são esculturas de papel da artista colombiana Diana Beltram Herrera. Veja mais aqui.

Nas edições passadas

 



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Já falei que eu tenho uma puta sorte por atrair pessoas tão interessantes e ter o privilégio de trocar e-mails com vocês semanalmente, né?
 
Acho tão maravilhoso poder conhecer vocês e suas histórias, que resolvi estender esse privilégio entre todo mundo que lê a newsletter. Quero que vocês se conheçam, troquem ideias, enfim, se amem.
 
Quero dar mais espaço para meus leitores na newsletter, como fiz nesta edição com o Jorge Gabriel. Mas também quero que a gente possa conversar em grupo e compartilhar maravilhosidades, todo mundo junto.
 
Daí que a Ananda me deu a ideia de criar um grupo no FB para essa troca acontecer e acho que super pode funcionar. Vamos ver, né?
 
Claro que a newsletter continua! O grupo será mais uma extensão de Bobagens Imperdíveis, para a gente conversar sobre os temas da semana, trocarmos links e referências bacanas, falarmos de nossos projetos, enfim, um espaço que será DOS LEITORES.
 
Vem participar do grupo neste link. <<Primeiro Nome>>!
 
Deixei um post de boas vindas por lá e outro post para você se apresentar, uma coisa bem “primeiro dia de aula” mesmo. Mas vamos combinar um negócio? Que você vai ficar à vontade para puxar assunto e criar também um post, sobre o que quiser, quando quiser? Então tá bão.
 
Vamos ver como vai ser essa experiência. :) 

Beijos internéticos,

Aline.
 
 
Copyright © 2015 Aline Valek :: Escritora, todos os direitos reservados.

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