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Continue a nadar, continue a nadar

Escute a baleia

 

É na divisa entre uma atmosfera e outra que respiro. Espirro com força e fico algumas horas apenas flutuando, respirando com calma. Aqui há luz e ondas. Como é boa a sensação do calor.
 
Notícias chegam de que anda perigoso subir. Os rumores atravessam a água com velocidade, assim como os arpões. Há várias marcas de suas pontas afiadas em mim.
 
Eles são muitos – e nós, menos numerosas a cada dia. Há pouco tempo, um grupo bem grande foi atacado. As que não conseguiram fugir, estão mortas, as que não estão mortas foram deixadas feridas demais para fugir.
 
Sobrevivi a vários deles, mas não é com glória ou orgulho que conto isso. É com algum cansaço. Eles não param, eles não conhecem limites, eles parecem levar a sério a missão de exterminar cada uma de nós – e para quê? Gostaria de saber o que está por trás de tanta voracidade. Fome? Não podem alegar autodefesa se nunca os atacamos – não nos interessam. Fico pensando o que pode ser: fome ou defesa. Ou haveria outra coisa? Não conheço nenhuma motivação para matar além dessas duas.
 
É estranho o quanto eles estão espalhados pelo oceano, ainda que eu tenha notado o quanto são incapazes de nadar sem a ajuda daqueles enormes corpos de madeira. Não importa o quanto eu nade para longe, lá estará um monte deles tentando me espetar. Às vezes até tenho a impressão de que me perseguem!
 
Mas não deve ser possível, certo?
 
Toda tentativa de se comunicar com eles é falha, e não foi por falta de tentar. Tentamos nós, tentamos as jubartes, as azuis, os narvais, as orcas e até os pequenos golfinhos de vozes estridentes. Tentamos em todas as línguas, em todas as frequências, mas eles são incapazes de entender. São como tubarões, conhecem apenas a linguagem do sangue e da violência. Desconfio que não sejam inteligentes. É, são tubarões de uma espécie mais burra e que não sabe nadar. Tubarões com pernas.
 
É o que tentei dizer às outras antes de perdê-las de vez: eles só entendem a força. Derrubem, resistam, lancem ao mar: é a única maneira de fazê-los parar, até que surjam outros.
 
Achei que subiria para uma pausa digestiva, que seria tranquilo, que eu merecia um pouco de descanso depois de lutar com aquela lula gigante para que entrasse garganta a dentro; mas lá vêm eles de novo. Que preguiça, que cansaço, vou apenas sair daqui.
 
São os mesmos dos dois dias anteriores. Eu já os havia despistado, fugido de seus botes e arpões, mergulhado e derrubado com minha cabeça ou minha cauda tantos quantos fosse possível lançar ao mar. Mas eles ainda me perseguem e nem tubarões são tão teimosos.
 
Eu só quero ficar em paz, quando vão entender? Estou velha demais para esta merda.
 
Uma cabeçada talvez seja suficiente (os grandões, mire nos grandões de madeira, foi o que aprendi). O ferro grampeado em minhas costas não me faz parar. Com toda força, continuo deslizando pela água e sinto que os arrasto – os gritos atrás de mim são a comprovação.
 
A força que me puxava cede e então sei que estão mais preocupados com o gigante de madeira que começa a afundar – sem ele, não conseguem sair dali e os tubarões já sentem o chamado do jantar. 
 
Meu saldo é positivo: algumas cicatrizes a mais, é verdade. Mas também um dia a mais para viver livre.
 
Afundar, também chegou a minha hora. Com o corpo na vertical, abro caminho pela água, em direção às profundezas onde humano não há. Um mundo tão distante para eles, e portanto o meu mundo. Seguro.
 
Mergulho nesse caldo de vida e de sons, onde já consigo ouvir o chamado de outras não muito longe. Há uma bela canção pairando na água e posso ouvi-la melhor a cada dezena de metros que vou vencendo para baixo: uma canção sobre reencontro, sobrevivência, sobre a continuidade de nossa existência como vingança pessoal contra a morte. Uma canção sobre ser o mar.
 
Enquanto a luz do sol vai ficando para trás, diante de mim apenas a escuridão de águas profundas, com o corpo cansado de lutar e o coração tranquilo, embalado por aquela canção, eu me pergunto: será que um dia eles vão escutar?
 

Moby Dick e a crueldade

 

Não caí de amores por Moby Dick. Não terminei a leitura apaixonada, achando tudo genial e excelente, se tão mais preocupada em subir à superfície e pegar um longo fôlego. Uma baleia dentro do meu Kobo, foi o que senti, se tão pesada e lenta foi a leitura. Mas enfim: ar.
 
Exausta e cheia de dúvidas, foi como terminei a leitura dos cento e trinta e seis capítulos, bem diferente da certeza de tantas pessoas leitoras de que estavam diante de um livro extraordinário, que exaltavam a jornada de Pequod, o navio baleeiro. Engraçado isso de ter certezas tão rápido; porque eu não tenho certeza nem de que não gostei.
 
Os marujos que esperam algum veredicto da minha análise a seguir, podem desembarcar agora. Não vou aqui dizer que o livro é ruim. Tampouco preciso dizer que o livro é mara para admitir que é boa literatura. Tão apressadas somos em dividir as coisas que lemos entre bom e ruim ou gostei e não gostei, que podemos estar deixando passar coisas importantes.
 
É apenas com o objetivo de organizar meus pensamentos e sentimentos sobre Moby Dick que escrevo sobre as coisas que mais me incomodaram e inquietaram durante a leitura.

 
A primeira delas foi a incapacidade de embarcar no Pequod e ser cúmplice da matança de baleias; fui incapaz de vê-los como heróis, ainda que não fosse objetivo do autor nos fazer torcer por eles, especialmente pelo desajustado capitão Ahab. A história contada do ponto de vista dos baleeiros me causou certa repulsa.
 
Moby Dick foi lançado em 1851. O livro pode ser considerado um registro histórico da atividade baleeira na época, pois Herman Melville, o autor, realmente trabalhou como marinheiro em navios de caça à baleia. Ele descreve as atividades com minúcia, o papel de cada homem naquele trabalho, os detalhes, tudo com um notável conhecimento de causa.
 
A época a qual pertence a história não pode ser perdida de vista. Naquele tempo, a atividade baleeira tinha grande importância na economia: o óleo da baleia era comercializado e usado como combustível para iluminação de casas e ruas, se ainda não havia eletricidade. O espermacete extraído das cachalotes era usado na indústria cosmética e as barbatanas “fornecem às senhoras seus espartilhos e outras invenções elegantes da moda”.
 
Um mercado bastante lucrativo movido por uma exploração cruel e desenfreada – é possível até traçar um paralelo com a atual exploração de petróleo. Se hoje nos parece absurda a ideia de caçar baleias até quase extingui-las do planeta, será que no futuro veremos como foi equivocada a ideia de basear nossa sociedade na extração de um combustível fóssil que, além de finito, é extremamente poluente?
 
Claro que a lucratividade desse mercado, que fazia homens passarem tão longos períodos no mar, também os fazia ficar insensíveis em relação à crueldade com aqueles animais. Algo muito sutil na narrativa de Melville expõe essa condição e ajudou a provocar ainda mais minha raiva em relação à matança das cachalotes: 
 
“Agora que os botes a circundavam mais de perto, ela mostrava a parte superior do corpo, em geral mantida submersa. Como as estranhas excrescências que surgem dos nós dos mais nobres carvalhos, quando derrubados, das órbitas que seus olhos haviam ocupado agora surgiam bulbos cegos cuja vista produzia terrível compaixão. Mas ali a piedade não existia. Apesar de sua idade avançada e de seus olhos cegos, a baleia devia morrer, ser assassinada para iluminar os alegres casamentos e outras ocasiões festivas dos homens, e também iluminar as solenes igrejas que pregam a bondade incondicional para com todos os seres.” (capítulo 81)
 
Era com muita dificuldade que eu atravessava as cenas mostrando baleias sendo arpoadas, às vezes “cachalotes jovens, cheias de nobres aspirações, prematuramente aniquiladas no período mais florido de suas vidas”, ou sendo esquartejadas, tendo suas cabeças separadas do corpo, ou arrastadas ao lado do barco enquanto eram devoradas por tubarões. Tanto sangue e gordura e sofrimento.
 
Há um capítulo que trata da “baleia como quitute” e do consumo de sua carne, mais apreciado pelos marinheiros do que pelos que vivem em terra firme e “parecem considerá-lo um alimento repulsivo”. Nele, o narrador faz a comparação com a carne de boi em um trecho particularmente provocativo:
 
“Sem dúvida, o primeiro homem que matou um boi foi considerado um assassino. Talvez tenha até sido enforcado. E se tivesse sido julgado por um tribunal de bois, certamente seria condenado e receberia a pena reservada a qualquer assassino. Mas ide ao mercado de carne em um sábado à noite e vede a multidão de bípedes vivos contemplando as longas filas de quadrúpedes mortos. Essa visão não vos lembra os canibais? Canibais? E quem não é canibal? Assevero-vos que o julgamento final será mais leve para um fijiano que salgou um missionário em seu porão para não morrer de fome que para vós, gastrônomos civilizados e iluminados que prendeis gansos ao solo e depois vos banqueteais com seus fígados inchados transformados em patê de foie gras.” (capítulo 65)
 
Que o consumo de foie gras também advém de uma prática cruel, disso não há dúvidas. Mas como ser uma pessoa que ainda come carne e não ficar incomodada com esse trecho? É incômodo lembrar que os processos industriais de onde vem a carne bovina, hoje em dia, não são mais amigáveis. Há aí uma crítica, uma provocação, que conseguiu atravessar os séculos sem perder sequer uma gota de sentido.
 
A crueldade contra as baleias prossegue ao decorrer do livro também em forma de ódio, representado especialmente pela figura do capitão Ahab. O homem teve sua perna arrancada em um confronto com a “temível” baleia branca conhecida globalmente por inúmeros barcos pesqueiros como Moby Dick. Desde então, ele se empenha numa louca e furiosa caçada a esta baleia que odeia tão profundamente. Vingança contra uma baleia. Veja se não soa absurdo.
 
Não são poucas as menções a Moby Dick ou às baleias no geral como monstros, leviatãs e outros nomes pouco simpáticos. Chegou a me irritar. Demonizar esse animal funcionou muito bem para mantê-la como alvo; todas as lendas que a pintavam como animal terrível e perigoso acabavam por justificar sua caçada.
 
Tememos aquilo que não conhecemos. Acaba sendo mais fácil odiar algo (ou alguém) do qual somos ignorantes. É claro que os baleeiros conheciam muito bem a baleia, por fora e por dentro, já que a rasgavam e fazia parte de seu trabalho separar as partes valiosas. Há extensos capítulos que funcionam como artigos para falar da cauda da baleia, da sua cabeça, do esqueleto e até do jorro: “conheço uma pessoa que entrou em contato com o jorro (não sei se por motivos científicos) e teve arrancada a pele do rosto e braço. Os baleeiros consideram venenoso o jorro da baleia e tentam evitá-lo a todo custo.” (capítulo 85) Imagine, uma baleia peçonhenta!
 
Claro que muitos desses “conhecimentos” eram equivocados e rodeados de mistiscismo e medo, bem pouco científicos. Isso fica claro no interessante capítulo “Cetologia”, onde o narrador faz uma tentativa de classificar as baleias e chega a apresentar a tese de Lineu de que baleias seriam mamíferos; mas logo em seguida ele se recusa a seguir essa classificação: “Saibam que desprezo esse argumento e adoto a antiga tese de que a baleia é um peixe, contando com o apoio do sagrado Jonas para isso.” (capítulo 32)
 
Mas o que importavam esses detalhes científicos se para os baleeiros o animal não passava de um objeto, algo que seria de posse daquele que pegasse primeiro? Há até um trecho pavoroso em que a questão da posse da baleia é exemplificada através de uma mulher: “Erskine prossegui dizendo que apesar de o cavalheiro ter originalmente arpoado e prendido a dama, ele a abandonara pelo grande problema de vê-la cair na depravação, de modo que ela se tornara um peixe livre. Portanto, quando outro cavalheiro a arpoara, a dama se tornara propriedade desse outro cavalheiro, juntamente com qualquer arpão que nela se encontrasse fixado.” (capítulo 89) Nojo define.
 
Só há alguma centelha de consciência quando Starbuck, o primeiro imediato do navio, às vezes surge para dizer “basta, pra quê isso, pô?” quando um dos arpoadores resolve cutucar uma baleia já ferida só pra ver de qual é; ou quando tenta colocar algum juízo na cabeça de Ahab ao dizer que ele está pirado e tem que parar de perseguir uma baleia como se fosse um bandido. É só uma baleia, acorda! Não acho que essa voz tenha surgido no romance por acaso.

 
De fato, há uma vingança que se concretiza no livro. Não a do capitão Ahab, mas a minha. Depois de tantas narrativas extenuantes de baleias sendo feridas e mortas – e há cenas em que eles arpoam baleias que não vão conseguir subir ao navio, apenas para deixá-las incapacitadas à própria sorte, para morrer em outro navio ou na boca de tubarões – foi com certo prazer que vi surgir Moby Dick para acabar com o Pequod.
 
Muito se fala do capitão que tem uma obsessão e fracassa em sua busca. Mas o desfecho não pertence a ele, e sim à baleia. Fica claro que a baleia não é o monstro violento que pintaram; ela não busca a luta, não quer matar ou destruir. Nos três dias de caçada, é possível ver apenas uma baleia que está numa boa e, mesmo quando atacada, quer apenas seguir o seu caminho – no que acaba arrastando os barcos e matando vários marinheiros.
 
Ela investe contra o navio, quebra o casco, destroça um pequeno barco entre seus dentes – mas podem julgá-la um monstro por isso? Os verdadeiros monstros estiveram o tempo todo dentro do navio.
 
E de novo surgiu o incômodo: da mesma forma que Ahab passou a odiar a baleia, eu tinha atravessado o mesmo sentimento em relação àqueles homens, a ponto de ter vibrado internamente quando o navio foi estraçalhado matando toda a tripulação (apenas um marinheiro sobrevive para contar a história). Eu me vi satisfeita com o desfecho de uma história ainda que baseada em um naufrágio que realmente aconteceu. E agora, quem Melville havia transformado em monstro?
 
Há uma outra questão que muito incomodou e tem a ver com racismo. Mas, para a newsletter não ficar maior que uma cachalote, continue a ler lá no blog.


solta meu braçooooo

Cetáceos: como não amar?

 
 

Aline, acabei tendo que pesquisar bastante sobre as baleias em função do romance que estou escrevendo sobre o oceano (aquele, das 50 mil palavras em um mês, lembra?). Aliás, no meu livro, as baleias (em especial a cachalote) têm um papel bastante importante.
 
Quanto mais eu as conhecia, mais apaixonada eu ficava por elas e seu universo – por isso fiquei tão horrorizada com a crueldade e a matança contida em Moby Dick. Quando você sabe que cetáceos são uma das criaturas mais inteligentes do planeta, é difícil não enxergar essa caça como assassinato.
 
No romance de Melville, as baleias só entram na história quando aparecem na superfície – e dão o azar de encontrar um navio baleeiro. Mas para entendê-las de fato seria preciso ir um pouco mais fundo.
 
 
Cachalotes vão aonde os mamíferos não costumam dar rolês: a 2000 metros de profundidade.

 
Lá embaixo a pressão é um forninho difícil de segurar: imagine que a cada 10 metros que se desce no oceano, acrescenta-se o peso de uma atmosfera. A 2000 metros, isso significa uma pressão de 200 quilos por centímetro quadrado. Somos tão café com leite que o máximo que o corpo humano aguenta é descer até 300 e poucos metros (o recorde de profundidade de um mergulho com scuba) – e só com a ajuda de misturas gasosas adequadas.
 
Há um único mamífero que vai mais fundo que a cachalote: a baleia-bicuda-de-Cuvier, que chega a 3000 metros de profundidade.

vai uma carona?
 
As cachalotes descem tão fundo por causa de comida, claro: lulas gigantes são a sua principal dieta.
 
 
Andar 2 km para comer num bom restaurante, quem nunca? Mas as cachalotes ainda têm um desafio extra: travar batalhas épicas contra as lulas gigantes antes do jantar. Ou você acha que seria fácil mandar pra dentro um bicho de 13 metros de comprimento?
 
O espermacete, um tipo de cera branca que preenche sua cabeça, é o que ajuda a cachalote a mergulhar e a subir mais facilmente.

 
Funciona assim: quando a cera esfria e endurece, ajuda a cachalote a afundar verticalmente e alcançar grandes profundidades; na hora de voltar, seu corpo aquece e derrete a cera, o que torna a subida mais fácil. O espermacete, aliás, era uma das substâncias mais valiosas extraídas das cachalotes caçadas.
 
De todos os animais vivos ou já extintos, a cachalote possui o maior e mais pesado cérebro.
 

Sete fucking quilos!
 
Mas grandeza é com as baleias mesmo: a baleia-azul é simplesmente o maior animal que já existiu no nosso planeta.

 
Apesar das dimensões gigantescas, 36 metros de comprimento e umas 180 toneladas, ela se alimenta somente de pequenos peixes, crustáceos e krill, muito krill. Não sei você, mas me sinto honrada de saber que existo ao mesmo tempo que o maior animal que já surgiu nos 4,5 bilhões de anos da Terra.
 
Os cetáceos evoluíram de um mamífero terrestre que existiu 48 milhões de anos atrás: o pequeno Pakicetus, muito parecido com um cachorro.

 
Dá pra acreditar? Foi rápida a evolução que transformou esse quadrúpede terrestre em uma criatura marinha (tão rápida que dá pra ver num vídeo de 4 minutos).
 
 
As baleias são os únicos animais além dos humanos a usar uma linguagem com estrutura hierárquica – em que frases vão se encaixando em períodos maiores.

 
Pesquisadores estudaram as canções de baleias-jubarte usando um algoritmo matemático que detectou padrões complexos, o que demonstra que elas possuem uma sintaxe hierárquica e sofisticada. Também descobriram que as canções mais curtas parecem ser mais complexas que as longas. Mas ainda estão longe de descobrir o significado do que elas cantam; continuam indecifráveis, tipo as músicas do Djavan. Ouça aqui o canto delas.
 
 
A cachalote é um dos animais mais escandalosos do reino animal: seus estalos chegam a 230 decibéis.

 
Pra você ter uma ideia, isso é um pouco mais alto do que um tiro disparado bem na sua frente. Esse som é usado pela cachalote na sua ecolocalização nas profundezas, onde é escuro demais para ver qualquer coisa. Com esse ruído, ela consegue encontrar lulas gigantes que estejam até 500 metros de distância. 
 
Cachalotes se comunicam através de cliques e possuem sotaques e dialetos regionais, uai.

 
Pesquisadores descobriram que apesar do padrão de cinco cliques que usam para se comunicar ser meio que universal, as cachalotes também se apresentam umas às outras com padrões diferentes de cliques, que indicariam suas “famílias” e os lugares de onde vêm. Além disso, os cliques das cachalotes têm muitas semelhanças rítmicas com a percussão africana – um percussionista senegalês, Arona N’Daye Rose, colabora com as pesquisas e é o único capaz de distinguir as baleias por suas “assinaturas” sonoras.
 
Ameaçamos as baleias não só com o lixo que jogamos no oceano, mas também com a poluição sonora.

 
O barulho dos navios, explosões subaquáticas na exploração de petróleo e sinais de radar atrapalham a comunicação e até a navegação das baleias. São animais muito sensíveis a ruídos.
 
E, por fim: cachalotes vivem em sociedades matriarcais!

 
Os grupos de cachalotes são compostos de fêmeas, que costumam cuidar dos filhotes umas das outras: “elas são nômades, então a coisa mais importante em suas vidas são as outras de seu grupo”. Manjam de sororidade. A complexidade de suas interações sociais são intrigantes para os cientistas – e certamente ainda temos muito a aprender com elas.
 

jubarte mandou beijos

Amor para quem me manda amor

 


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E, desde já, muito obrigada por todo amor enviado ♡
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Estava aqui pensando sobre por que é tão gostoso escrever sobre baleias: é fácil ver a maravilhosidade de uma criatura que eu tenho certeza que não vai me deixar arrependida de defendê-la.

É bastante improvável que amanhã apareça uma declaração de uma baleia falando merda, ou que alguma vá atacar alguém gratuitamente, ou ainda bem impossível de surgir alguma treta fomentada por uma baleia.

É por isso que tô com elas e não abro.

Ah, e não deixe de conferir os posts da semana no Todo Mundo Come: escrevi sobre as minhas especialidades na cozinha (dá até para aprender a famosa
Farofa da Aline™) e também sobre por que gostam tanto de pimenta na Índia.

Fico por aqui desejando uma semana deliciosa para você.

 
Beijos cachalóticos,
 
Aline.

 

Copyright © 2015 Aline Valek :: Escritora, Todos os direitos reservados.


 
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