Copy
Eu também vou reclamar, já diria Raul

 
Hoje (dia em que escrevo a newsletter, não o dia que você está lendo, mas cê entendeu né) mais uma vez senti um mal estar físico quando entrei no Twitter. A sensação é uma mistura de ansiedade, desgosto, “affe sai” e uma espécie de afliceta – sensação de nervoso e aflição, como bem definiu uma grande pensadora contemporânea conhecida como Jout Jout.
 
E não havia nada de mais rolando por lá, nenhuma grande explosão de chorume, nada de treta, nenhuma manifestação de babaquice ou preconceito na minha timeline, mas apenas e tão somente um dia normal no Twitter.
 
Aconteceu mais ou menos o que acontece quando um dia, inesperadamente, percebo minha mesa bagunçada, suja, o computador coberto com uma camada de poeira mais grossa que uma fatia de queijo. Não foi de repente que isso aconteceu, aquela sujeira foi acumulando por dias, semanas, até não ser mais possível ignorá-la.
 
Acho que rolou o mesmo com o Twitter. Ou com a internet.
 
Meu desapontamento vem se acumulando como poeira e só agora começaram a se manifestar em mim as primeiras reações alérgicas. Veio como uma irritação constante com o que eu via e até como uma desorientação, essa sensação angustiante de não saber o que está acontecendo e o que eu posso ou não falar.
 
Então reparei que já vem de um tempo essa minha CAUTELA com a Internet. Cautela que me leva a me afastar de certos temas, de não escrever certas coisas, de não saber o que eu posso falar que vai ser usado contra mim depois. De me autocensurar mesmo, em nome da minha sanidade mental. Mas não tem adiantado muito, ao que parece.
 
Porque a Internet vem se resumindo cada vez mais a pessoas querendo pegar outras no erro.
 
Vou começar com um exemplo básico, que provavelmente você acompanhou. Recentemente estreou na Netflix um seriado incrível contando a história quase surreal demais pra ser verdade do traficante colombiano Pablo Escobar. Uma série que reúne só coisas boas: Wagner Moura, Padilha, Pedro Pascal ♥︎, Netflix, América Latina, anos 80 e até Rodrigo Amarante na música de abertura.
 
Aí entrei no Twitter e não entendi se para comentar Narcos era obrigatório criticar o sotaque do Wagner Moura. Até então, vendo o seriado na minha casinha, eu estava achando que ele estava arrasando, dando uma pincelada de melancolia em um vilão tão megalomaníaco que nunca está satisfeito com nada, sempre aquele olhar vazio de quem ainda sente falta de algo, mas do quê? Dinheiro? Sangue? O que ele é capaz de fazer pra preencher esse vazio? Mas a leitura dele sobre Pablo Escobar pareceu pouco importar para a Internet, que falava do tal SOTAQUE e o SOTAQUE ficou maior que o Wagner Moura, maior que a série, maior que o mundo, maior que a existência e engoliu a todos nós.
 
Um amigo meu já dizia: você aponta para a lua, mas a pessoa só consegue ver o dedo.
 
Eu não tinha ideia da quantidade de brasileiro que dominava o espanhol. Mas não só que fala e escuta mui bem espanhol, mas que é ESPECIALISTA no idioma. De repente me senti sozinha, eu que vergonhosamente não falo espanhol, diante de uma Internet poliglotíssima, que deve ter assistido ao seriado sem legendas e não conseguiu entender absolutamente nada quando o Wagner Moura abriu a boca.
 
Não é uma questão de ser condescendente e de achar que o cara fala perfeitamente bem só porque é brasileiro, e oh nossa vamos valorizar o produto nacional; a questão é que, bom ou ruim, o sotaque é irrelevante para a história. Não acrescenta nem tira nada. A única coisa que esse sotaque diz é que o ator teve 5 meses para aprender o idioma e ainda assim conseguiu transmitir a verdade do personagem. Ah, e isso também diz que, quando alguém quer achar um defeito, VAI achar um defeito.
 
Mas o que a Internet quer é mostrar que SABE.
 
E outro exemplo disso aconteceu esta semana, na semifinal do Masterchef, um reality show de cozinheiros, em que eles precisam provar seus talentos culinários semana após semana para se manterem na disputa e levarem o grande prêmio.
 
Estava eu inocentemente dando uma volta pelo Instagram quando apareceu uma foto do perfil da Jiang, que eu sigo, e fui lá dar coraçãozinho, óbvio. Qual não foi a minha surpresa ao encontrar, nos comentários da foto dela, um monte de gente dizendo quem é que sairia no programa que seria exibido à noite. De tarde, mais “spoilers” no Twitter, falado assim, como se fosse algo que todo mundo soubesse ou quisesse saber, como a cotação do dólar.
 
Receber o spoiler, em si, não foi o pior. O que me deixou com raiva mesmo foram essas pessoas se esforçando para ser desagradáveis, contando quem seria o eliminado da noite mesmo que ninguém tivesse perguntado, porque PRECISAVAM mostrar que sabiam algo que as outras não sabiam. Que pessoas pequenas, meu deus. Não podem ter posse nem de uma quantidade mínima de poder que já vão sair com fogo no rabo pra usar aquilo contra outras pessoas. Não quero nem imaginar se, em vez de uma informação privilegiada sobre reality show, as pessoas tivessem uma arma.
 
“Extra! Extra! Escritora afirma que pessoas que dão spoilers são capazes de matar!” A Internet não me surpreenderia se chegasse a essa conclusão.
 
Há dois anos escrevi esse texto: A Mais Estranha Forma de Prazer. E é impressionante como ele continua tristemente válido. Parece que essas pessoas sentem TESÃO em encontrar o erro do outro, para contar para todo mundo e, com isso, mostrar que sabem mais.
 
"Eles gostam de alardear o erro, de fazer aqela crase usada no lugar errado ficar maior do que o mundo, de apontar para a referência que você esqueceu de colocar, de reclamar do tema de que você não falou. E fazem isso para humilhar, constranger, mostrarem-se superiores, sabidões, paladinos da gramática que são.”
 
Não é uma vibe de se importar com a pessoa, de ir lá e falar “miga, na última newsletter você escreveu ‘atenuar’, mas não seria ‘agravar’?” (histórias reais haha), de querer de fato ajudar, ou então compartilhar um conhecimento com aquela pessoa, o que é super legal. Mas não. O que acontece geralmente é corrigir e apontar pro outro na mais pura vibe de esculachar para poder se mostrar muito mais foda e cultão.

 
No final das contas, é sempre sobre tentar jogar o outro pra baixo para poder se sentir por cima.
 
(por isso começou a me irritar um tanto o “miga seje menas”, que é até engraçadinho, mas passou a ser usado como “argumento”. Não já tá bom de gente “menas” por aí? Migas, vamos ser MAIS, por favor)
 
RuPaul me deu uma lição valiosíssima sobre isso no reality show que ela apresenta, uma competição maravilhosa para eleger a Drag Queen Superstar do ano (se você ainda não assiste, cuidado que vicia). Em cada programa, as drags que tiveram a pior avaliação precisam dublar por suas vidas, em uma última chance de impressionar Ru e continuar no programa.
 
Em uma das primeiras temporadas, em meio à performance de dublagem, uma das drags começou a passar na frente da competidora e tirar seu espaço, para não deixar que ela se apresentasse direito. Em certo ponto, começou a ficar meio violento. Ela estava claramente querendo impedi-la de dublar. Ru ficou tão desconfortável com isso que, antes de anunciar quem seria eliminada, deu uma bronca, dizendo que espera que suas drags brilhem por si próprias em vez de tentar apagar as outras.

 
Chegar a esse ponto de inferiorizar o outro para poder se sentir bem é uma coisa bem triste. E parece que cada nova polêmica que surge na internet é uma nova oportunidade de cada um mostrar o quanto é entendido daquilo e o quanto o outro não é. Como se conhecimento e consciência fossem coisas limitadas, um bastão que só pode ter quem segurou primeiro, um pedaço do palco que só tem espaço pra quem chutar mais forte a cara do outro.
 
E é escrevendo isso agora para você que estou tendo a chance de elaborar esse meu incômodo, o porquê da Internet estar me cansando tanto, o motivo de eu ficar tão mal quando abro o Twitter, mesmo quando vejo as mesmas carinhas conhecidas de sempre.
 
Nem todas as pessoas são assim, claro, e esse é sempre o apontamento preferido de quem quer achar uma brecha, um deslize, um erro qualquer que invalide todo o argumento. Mas, primeiro, para falar de comportamento necessariamente é preciso pincelar um panorama geral, observar o TODO, o movimento da maré, não as gotinhas d’água que espirram pra fora. Em segundo lugar, esse panorama geral de que falo aqui é uma percepção MINHA, do que eu consigo ver da minha janela, desse recorte de mundo que entendo como a realidade. É o que eu sinto, está longe de ser um veredicto ou um fato.
 
(além do mais, não posso nem dizer que eu estou acima do tipo de comportamento que exemplifiquei aqui, não alcancei a iluminação que me separa dos meros mortais)
 
É bem provável que a errada seja eu por me incomodar com essas bobagens. É só internet. Basta eu ficar off e não vou precisar lidar com isso. Será?
 
A Internet, esse megazord virtual feito de várias pessoas de carne, osso, limitações e contradições, tem o poder de amplificar e levar ao extremo até as questões mais bobas. Tudo que se passa na Internet é experimentado e sentido à sua décima potência. Por isso minha irritação com coisas pequenas, por isso sentir raiva de atitudezinhas, por isso me sentir mal mesmo que não esteja acontecendo nada fora do normal.
 
Como disse o Abacaxi Fabuloso em sua última newsletter: "Se os assuntos importantes duram somente metade de um dia, talvez não seja tão relevante assim ter uma opinião forte sobre as coisas."
 
Se a polêmica do dia passa, se as questões da Internet passam, se os seguidores e likes passam, se tudo passa – e rápido – nesse mundo da Internet, é inútil acumular pilhas e pilhas de decepção que só vão me atrapalhar. E, na real, ninguém liga.
 
“E sendo nuvem passageira
Não me leva nem à beira
Disso tudo
Que eu quero chegar
-E fim de papo!” 
 
•••
 
Estou muito feliz com a recepção do meu novo e-book de contos, o Pequenas Tiranias. Na primeira semana, já entrou no Top 50 da loja Kobo e chegou a ficar em 2º lugar na categoria Contos \o/
 
 
what a lovely day
 
Ajuda a tia aqui a colocar o e-book em destaque na Kobo e na Amazon! Se você não tem e-reader, dá para comprar a versão PDF pelo Pagseguro :D
 
Também já dá pra adicionar Pequenas Tiranias na sua estante do Skoob e do Goodreads.
 
Já tem avaliações lá no Skoob, como essa resenha de Julian:
 
"Aline problematiza o cotidiano, desde quem somos, até quem nos tornamos perante os outros. Ela arranca nossas máscaras e nos mostra um espelho - mais do que criar uma persona para outrem, queremos crer naquela criatura que moldamos para nós a partir das expectativas alheias. O livro é um ponto de confronto e nós somos desafiante e desafiado.
 
Ao contrário de Sartre, que coloca o carrasco no outro em seu Entre Quatro Paredes, Pequenas Tiranias nos devolve a responsabilidade de nossas vidas com toques fantásticos, sutis e - importante acrescentar - menos perturbadores do que o filósofo. Seu vizinho intrometido, sua dor nas costas, aquele filme que não me lembro de ter assistido e até a Amanda Palmer ganharam uma nova perspectiva.”
 
E você, <<Primeiro Nome>>, já revelou os dinossauros do seu quintal?
 
 
•••
 
A infância é aquele momento da nossa vida em que não precisamos usar drogas para experimentar todos os seus efeitos.
 
Temos o riso frouxo e a fome fora de hora da maconha. Temos a sinceridade suicida e a falta de coordenação motora do álcool. A energia louca da cocaína. A alucinação e as viagens do ácido. O pacote completo!
 
Tenho uma historinha. Aconteceu quando eu tinha sei lá quantos anos se costuma ter quando se está no Jardim I. Eu devia ter uns 5, acho. Foi antes de ser alfabetizada, então faz as contas aí.
 
A escola resolveu levar a turma para assistir uma peça infantil, uma adaptação de “A Dama e o Vagabundo”, que pra mim era “Cachorros Comendo Macarrão”.
 
Eu estava toda felizinha, especialmente porque eu não fazia ideia do que era “teatro”. Seria a minha primeira vez. Fomos organizados numa filinha para entrar, e nisso as coleguinhas mais experientes que já tinham ido ao teatro ou já tinham visto o filme tentavam adiantar o que viria a seguir, porque dar spoilers é uma coisa que a gente aprende cedo.
 
Eu não queria dar pinta de ingênua, então fiquei caladinha (que foi praticamente o meu modus operandi durante toda a vida, inclusive até hoje). Depois fiquei calada porque estava impressionada com o que vi quando entrei no teatro: parecia uma caverna, mas cheia de sofás.
 
As poltronas eram bem altas e praticamente fui engolida: fiquei com a bunda afundada e as pernas penduradas, balançando, muito longe de conseguir tocar o chão (não é impressionante como as coisas vão encolhendo ao decorrer dos anos?). Já calculava o tamanho do salto que teria que dar se quisesse sair dali, e o pior é que eu tinha sentado ao lado da menina mais chata da sala. Onde está a Tia? Tia!, chamei. Mas ela não estava ali. Será que ela deixaria eu trocar de lugar?
 
Não lembro quando a viagem começou. Não foi como num carro, que demora a pegar velocidade e a entrar na via expressa; tampouco como num avião, que ainda corre um bocado antes de voar. Foi mais como uma abdução alienígena. Repentino. Inexplicável. Vieram as luzes, muitas luzes, e as coisas começaram a ficar estranhas.
 
De repente, só havia luzes, de todas as cores. Então comecei a ESCUTAR as cores. Elas se moviam pelo ar como se fossem físicas, como se tivessem tamanho, peso, volume. Talvez tivessem mesmo. Uma rajada vermelha passou sobre a minha cabeça e eu me inclinei pra trás e senti a poltrona me abraçar, dizendo “você não pode sair ainda”.
 
Lá na frente estavam pessoas vestidas de cachorros, com maquiagens assustadoras. Eu não entendia o que elas estavam falando, não tinha ideia do que estava acontecendo, mas todas pareciam tão felizes. Ouvi risadas vindas de todos os lados. Talvez eu devesse rir também?
 
Então tudo começou a girar, como se aquilo não fosse um teatro, mas um acelerador de partículas. As poltronas giravam para um lado e o palco girava para o outro. Eu me agarrei nos braços da poltrona com todas as forças e fiquei toda dura, apenas torcendo para que o mundo voltasse para o eixo em algum momento. Se eu ria, era de nervoso puro.
 
Olhei para a coleguinha do lado e ela estava roxa com bolinhas amarelas e eu olhei pra minha mão e vi pintinhas se mexendo. Eu não conseguia olhar direito para o palco porque era uma confusão danada – e disseram que era uma peça sobre cachorros! Quando os cachorros de verdade vão aparecer?, eu pensava – então comecei a olhar para o lado das poltronas, onde todos os meus colegas repentinamente ficaram coloridos. Tia, cadê você, Tia?
 
Tão repentinamente quanto começou, terminou. Do nada, tudo parou de girar e as luzes voltaram ao normal. Meus colegas batiam palmas, mas minhas mãos estavam duras de tanta força que eu fiz para me segurar e não sair voando pela sala.
 
A peça deve ter durado uns 30 ou 40 minutos, mas na minha cabeça tudo se passou em 15 segundos. E eu achando que agora que a peça ia começar, que iam trazer os cachorros, mas não! A Tia já puxava a gente para sairmos em filinha.
 
Lembro que saí da sala de teatro completamente tonta, com a sensação de ter entrado numa dimensão paralela, e o pior: eu nem poderia comentar com as coleguinhas sobre as partes que eu gostei… porque eu não tinha visto nada! Não estava nem no mesmo planeta que elas.
 
Depois dessa experiência, acho que nem preciso experimentar alucinógenos. A infância já me deu o bastante disso.
 
•••




 
Ilustrações de Paulina Ganucheau.
 
•••
 
Fui convidada pelo maravilhoso sitey Ovelha para falar de newsletters, por que esse meio me conquistou, por que as newsletters vêm se mostrado um novo caminho para quem procura bom conteúdo ou quer compartilhar o que está escrevendo, e ainda uma listinha mágica de indicações das newsletters lindas e interessantes que acompanho!
 

 
•••
 
Anna Muylaert é cineasta e diretora do filme “Que Horas Ela Volta?”, que já ganhou uma pá de prêmio e foi o filme escolhido para representar o Brasil no Oscar de 2016.
 
A última vez que indicaram um filme brasileiro dirigido por uma mulher (Suzana Amaral, com A Hora da Estrela) foi no ano em que nasci, ou seja, há muito MUITO tempo.
 
Nessa entrevista, Anna conta mais sobre seu trabalho e sobre o filme estrelado por Regina Casé, que ainda não vi, mas estou ansiosíssima pra ver.
 
Pincei uns trechos da entrevista que acho que merecem atenção:
 
"Se um canal a cabo vai fazer uma nova série, dificilmente vai escolher uma mulher para fazer direção geral. Quanto maior for o orçamento, mais difícil será escolherem uma mulher."
 
“Estou no mercado há muito tempo, já provei minha competência e seriedade em diversos trabalhos tanto no cinema, quanto na televisão. Este ano ganhei prêmios importantes fora do país, no entanto nenhuma televisão me fez alguma oferta de trabalho."
 
"Acho que ainda temos um excesso de humildade e até de timidez, enquanto os homens têm um excesso de vaidade e gostam de fazer auto-propaganda. Ou seja, eles se sentem bem como protagonistas e nós estamos engatinhando para aprender a deixar de ser apenas coadjuvantes."
 
“Tanto nós mulheres temos que aprender a ocupar o espaço do sucesso quanto os homens têm que aprender a sair do centro do palco e deixar uma mulher brilhar, sem se sentir ameaçado ou inferiorizado." 

•••


“Uma palavra depois de uma palavra depois de uma palavra é poder” – Margaret Atwood.

Nas edições passadas

 

Clique aqui para ver todas as edições.

Se curte receber meus e-mails, não se esqueça de indicar prazamiga, mandando este link. Obrigada!

Recadinhos finais, tipo fim de missa:

– Meu cansaço de internet e o tanto de trabalho que estou tendo por aqui (terminar meu próximo livro, por exemplo) vão acabar influenciando em mais algumas mudancinhas na newsletter. Vou estudar com calma as possibilidades, sempre com a ideia de melhorar e manter o conteúdo interessante. Já vou avisando aqui para você não se assustar depois, mas espero que goste das novidades. ;)

– Oitenta e três edições e se você não se sente confortável com meus posicionamentos, não curte o fato de eu ser feminista, esquerdista, gatista ou qualquer outra coisa que eu defenda (como já deixei público e bem claro aqui), o botão de "cancelar assinatura" está sempre ali à disposição, porque ninguém é obrigada.

– Seja qual for o motivo pelo qual você não aguenta mais receber a minha newsletter, por falta de tempo, de interesse ou de vontade, pode clicar no "cancelar assinatura" sem medo de ser feliz! Saiba que você pode voltar quando quiser e muito obrigada por me acompanhar até aqui :)

(só eu mesmo pra incentivar as pessoas a se descadastrem da newsletter, hahaha! Mas sempre quero ter certeza de que estou falando para quem quer me ouvir, se não, o que adianta, não é?)

– Também estou mais lenta do que o costume para responder os e-mails dos leitores, mas leio sempre que possível e vou respondendo aos pouquinhos, tá? ♡ 

– Gostou da edição de hoje? Curta, compartilhe, indique. Tem algum comentário? Alguma história doida da infância ou alucinação para contar? Você sempre pode responder a este e-mail e escrever o que quiser, quando quiser :D

Cuide-se e até a próxima!
 
Beijos lisérgicos,
 
Aline. 
 
Tweet
Share
Forward
 



Email Marketing Powered by Mailchimp