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É Carnaval! Quem liga pra newsletter?

Clique de indignação, e-books e novelinha por e-mail


Você é de Carnaval, <<Primeiro Nome>>? Como praticamente toda a população brasileira é, cheguei a pensar se deveria enviar esse e-mail pra você em um dia que quase todo mundo estaria curtindo a folia e não iria nem querer saber de internet. Mas aí resolvi que iria enviar sim; afinal, você pode abrir esse e-mail quando quiser. E, sendo ou não de Carnaval, só posso esperar que você aproveite bem o feriado!

Eu não estou muito no clima do Carnaval não. A gripe chata que peguei e as coisas que estive vendo por aí não ajudam muito meu ânimo.

Esses dias eu estava reparando outra coisa que me irrita no sitey Facebook. Você tenta levar a vida na internet fugindo de discurso gratuito de ódio, mas é só pisar no FB e BAM! é link misógino, racista e homofóbico sendo esfregado na sua cara. E o pior: quem joga esses links na TL são justamente as pessoas ~bem-intecionadas~ que são contra esse discurso, mas não se dão conta de que ao dizer “olhem esse link, que absurdo gente!” estão, na verdade, ajudando a propagar ainda mais uma mensagem que deveria ser esquecida e soterrada sob 20 metros de terra e bosta. Isso sem contar que a maioria desses sites preconceituosos GANHAM DINHEIRO com cada acesso, cada clique que essa indignação ajuda a promover.

Não falo aqui de deixar pra lá, como se machismo, racismo, homofobia & cia fossem simplesmente desaparecer se não falássemos mais disso. A gente sabe que não é assim. Mas será que não é possível criticar um discurso de ódio sem divulgar pra todo mundo o link que está falando merda?

Estou há um tempo tentando não dar clique de indignação para textos mal-intencionados, seguindo a proposta do site Think Olga. Quem escreve pra chocar, ofender e reforçar preconceitos tinha que ver seu blog, site ou coluna definhar sem cliques.

Em vez de dar audiência pra site tosco, prefiro divulgar quem tá fazendo um trabalho bacana. Sei que temos essa tendência de procurar algo para falar mal ao invés de algo que possamos elogiar, mas acho que é um esforço que vale a pena fazer.

Prefiro compartilhar com você, por exemplo, os textos da Camila Pavanelli que são de uma lucidez inspiradora. Ou os do Tarrasque. Ou ainda o texto dessa escritora contando os apertos que passou para escrever o seu primeiro livro. Ou ainda esse texto sobre como o nosso cérebro percebe o tempo (e espero que dessa vez o link funcione, risos). Coisa boa pra compartilhar é o que não falta.

Daí eu fico até desanimada de quebrar tanto a cabeça pra escrever textos que nunca terão a repercussão de Forastieris da vida, que as pessoas compartilham e vão atrás de ler JUSTAMENTE porque querem sentir raiva de um texto ruim. Muito louco isso.
 

Resultado do desafio Flappy Valek


Na newsletter passada, lancei o desafio: quem me mandasse o print com o score mais alto do Flappy Valek ganharia um desenho. Por incrível que pareça, o ganhador não foi por W.O! Mais impressionante ainda foi o score mais alto não ter chegado a dois dígitos! Hahaha!



Parabéns Pedro Canteli, aguarde um desenho no seu e-mail nos próximos dias ;)

 

Muito prazer, eu sou o e-book

Esta semana escrevi um FAQ com o básico sobre os e-books, para quem não entende, nunca experimentou ou faz cara feia para essa nova forma de ler livros.

"Confesso que eu já fui muito complexado quando eu era mais novo, com todo mundo apontando o dedo para mim e dizendo que eu nunca seria tão bom quanto um de papel. Mas minha mãe me dizia que o que importa é o que eu tenho por dentro. E não é que era verdade? Achei um monte de gente que aprendeu a gostar de mim pelo que eu sou."

Leia o texto completo.

Novelinha por e-mail


Newsletter com ficção pode? Pode sim.

A cada edição do Bobagens Imperdíveis vou escrever um pedacinho dessa história, que só os assinantes vão poder acompanhar. Espero que gostem, aceito críticas. :)



Um reencontro. Foi o que pareceu, embora as duas se vissem todas as semanas, durante a hora da visita. Mas era a primeira vez em três anos e sete meses que Nice abraçava Berta do lado de fora.

Nice quase deu mais atenção ao horizonte da rua e à vista dos prédios do que ao abraço da companheira. Era estranho não se lembrar de coisas banais como o funcionamento dos semáforos ou o preço das coisas nas vitrines.


– Que saudade, cara. Vamos logo pra casa – e entrou no carro de Berta. Nice estava acostumada com a antiga caminhonete. Naquele carro, seria a primeira vez que sentaria na poltrona de passageiro. Quem mais teria sentado naquele lugar desde que Berta o comprou, era o que Nice tentava imaginar, afundando bem a bu nda na poltrona.

Berta não conseguia parar de rir. Era de Nice que se esperava tamanha empolgação, mas ela ainda tentava absorver toda a novidade da situação. Talvez por isso Berta tenha ficado tão radiante: era uma delícia ver a outra achando o máximo estar andando de carro, finalmente.

Conversa vai, conversa vem. Mais ou menos como fizeram todo esse tempo, com Berta contando tudo o que Nice não tinha visto ou vivido. Risadas, música no rádio, muita curiosidade.

– ...acho que você vai levar um susto quando rever a Juma. Eu mesma levei quando ela apareceu com aquele cabelo loiro batendo na cintura!

– Mentira! Aplique, aposto.

– Nem parece a mesma pessoa. Parou de beber, até!

– Sério?


– Juro! No último churrasco do Calixto todo mundo enchendo a cara e ela só no suco. Se fosse em outra época, teria sido a primeira a cair na piscina de roupa e tudo, manguaçada – Berta gargalhou com as imagens dos velhos tempos vindo à sua mente. Mas Nice de repente olhou para a motorista muito séria.

– Espera. Você disse Calixto? Você estava na casa dele?

– É, ele fez um churrasco, nada de mais. Todo o pessoal foi. Ele ficou feliz de saber que você estaria saindo, até pensou em organizar uma festinha.

– Eu não acredito que você não cortou contato com esse cara. Sério, Berta? Sério? E eu fico sabendo disso só agora?

– Calma, Nicinha. Agora é diferente. Eu tô trabalhando pra ele.

– Trabalhando? – Nice soltou uma gargalhada alta, mas que deixava claro que ela achava aquela piada de muito mau gosto – Esse cara é um trambiqueiro!

– Não é nada disso que você está pensando – essa era a pior coisa que alguém pudesse dizer ao ser questionado, mas Berta disse mesmo assim. – Eu não te contei antes porque sabia que você ficaria brava, mas é um esquema certo agora. Não tem com o que se preocupar. E a gente vai conseguir tirar uma boa grana, se--

– A gente? A gente? Você está louca. E a minha condicional? Você não pensou nisso, não é? Você não liga se eu voltar pra merda daquele lugar!

– Nice, deixe eu explicar--


– Eu não quero ouvir uma palavra. Não quero saber o que você armou com o Calixto. Não quero ser cúmplice de nada do que vocês estejam fazendo. Não me meta nas suas tretas.

O resto da viagem foi silenciosa, com uma névoa de tensão que nem o vento que entrava pela janela do carro conseguiu dissipar.

Chegaram em casa, que para Nice estava muito diferente do que ela se lembrava. Mas ela não diria uma palavra, não pareceria impressionada com as mudanças, manteria a sua pose diante de Berta. Também estava cansada; queria muito tomar um banho em um chuveiro que fosse só seu.

Antes que chegasse ao corredor, Berta segurou o seu braço. Com uma voz carinhosa, tentou romper a barreira de Nice. Insistiu que precisavam conversar. Nice disse não. Foi para o quarto guardar sua mochila, deixando uma Berta suando de nervosismo na sala.

Assim que entrou no quarto, levou um susto. A decoração estava diferente sim, mas tinha algo ali fora de lugar. Completamente fora de lugar.

– Ai minha santa. – Nice exclamou, e a criança que estava sentada na cama, resolvendo um jogo de quebra-cabeças, olhou para ela sem muito interesse. – Tem uma criança no quarto! – gritou para Berta, que apareceu na porta preparada para o inevitável.

– É.

Nice olhou para Berta incrédula. De Berta, olhou de volta para a criança. A criança olhou de volta pras duas, esperando alguém dizer "sua mãe não te deu educação? Diga oi!". Adultos sempre faziam isso.

Então se levantou por conta própria e ofereceu a mão aberta para a recém-chegada.

– Bem-vinda de volta, dona Nice!

– Mas o que...? Obrigada. Posso saber o seu nome?

– É <<Primeiro Nome>>
.

– Onde você mora, <<Primeiro Nome>>
?

– Aqui.

Nice olhou para Berta procurando qualquer explicação que não fosse fazê-la surtar. Viu pela expressão da outra que talvez isso não fosse possível.

– É. A gente vai ter que conversar.
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via @SCatsx

Espero que tenha gostado, <<Primeiro Nome>>. Nos encontramos na semana que vem, no mesmo bat-horário, no mesmo bat-canal (sempre quis dizer isso!) 

Beijos,


Aline.
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