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Com grandes poderes, vêm grandes responsabilidades.

O futuro dos super-heróis

Só mesmo usando meus poderes de análise e previsão para descobrir



As coisas estão cada vez mais difíceis no País dos Super-Heróis, <<Primeiro Nome>>. Eles continuam em alta, é claro, rendendo fortunas aos seus criadores, pois ainda são ótimos vendedores de camisetas, canecas, gibis e blockbusters. Mas o desafio agora está em outro nível; e não falo de vilões cada vez mais poderosos.
 
Na alvorada das adaptações cinematográficas, havia um universo (ou vários deles) a ser explorado. Heróis que só existiam no papel podiam se expandir livremente para uma nova dimensão, feita de efeitos especiais e astros hollywoodianos. Eles já estavam ficando grandes demais para caber apenas em quadrinhos; precisavam de uma tela maior.
 
Tanto espaço disponível e inexplorado significou ter bastante espaço para errar. Quem lembra das primeiras adaptações da Marvel, sabe quanta cagada já foi feita. Quarteto Fantástico, Elektra, Demolidor. Há quem goste de X-Men, mas eu coloco no mesmo saco, daqueles que não vão para a reciclagem. Os heróis da DC também não escaparam de péssimas adaptações de décadas passadas: Batman, Super-Homem, Lanterna Verde, e, meu deus do céu, o que foi aquele filme da Mulher-Gato? Apaga, apaga.
 
Enfim, muita coisa ruim.
 
Algo aconteceu e PAF as coisas começaram a evoluir. Roteiros bem elaborados, efeitos visuais melhores, histórias e personagens que respeitam mais as origens dos quadrinhos.
 
O erro leva ao aprendizado. Produtores, criadores e executivos da indústria do entretenimento finalmente chegaram a uma fórmula que conseguia equacionar qualidade com um público maior, resultando em (adivinha) lucro, muito lucro.
 
Se há alguns anos era possível simplesmente cagar para os super-heróis, hoje é muito mais difícil ignorar a força deles. Claro, cagar solenemente para esses personagens continua sendo possível, mas duvido que, mesmo você sendo a pessoa mais alheia ou antipática do universo aos super-heróis, não esteja vivendo sua vida numa boa até que BAM esfreguem na sua cara um Demolidor, Super-Homem ou qualquer outra figura de uniforme engraçado que já tenha vivido em um gibi.
 
Aposto que um bando de gente que em décadas passadas considerava heróis  de quadrinhos “coisa de nerd”, hoje esteja eufórica com a estreia de mais uma sequência nos cinemas.
 
Nunca os super-heróis conseguiram uma vitória tão grande – e olha que estamos falando de seres que já derrotaram alienígenas, grandes generais, mutantes e robôs com poderes e inteligência o suficiente para exterminar civilizações inteiras ou destruir mundos.
 
São, afinal, as pessoas que consomem essas histórias a verdadeira fonte de poderes desses super-heróis. Sem elas, eles não têm força o suficiente sequer para existir. E a quantidade de gente engrossando filas de cinema ou usando camisetas com o emblema de seu personagem favorito é um bom indicativo de que a era dos heróis continua em seu auge.
 
Mas chega uma hora que mesmo a fórmula certa satura.
 
Foi o que percebi ao assistir o segundo filme d’Os Vingadores, A Era de Ultron. Imaginei os produtores e executivos pensando: “O que deu certo nos últimos filmes que fizemos? Vamos pegar todas essas coisas, colocar tudo num filme só e multiplicar, tipo, por dez! Vai ser um estouro”.

 
Resumindo: explosões, muitas explosões. Batalhas épicas a cada dez minutos. Todos os super-heróis que já apareceram nos filmes anteriores. Um desfile de atores e atrizes fodas, um atrás do outro. Frases de efeito. Muitas frases de efeito. Piadinhas a cada dez minutos, nos intervalos das batalhas épicas e até durante as batalhas épicas. Heróis em momentos de descontração. Romance, porque afinal é Hollywood e tem que ter romance, ainda que não faça nenhum sentido dentro da história e da trajetória dos personagens envolvidos. Vilões descaralhadamente poderosos. Algum esquema para destruir o mundo.
 
Sabe quando uma pessoa se esforça tanto para ser sua amiga que você pega antipatia dela? Foi assim que me senti. Cada minuto do filme tentando me impressionar e eu quase bocejando de tédio, se não fosse pela minha retina queimada de tantas explosões em 3D na minha cara. O filme acabou e meus olhos estavam lacrimejando – uma dica: não era de emoção.
 
Posso estar sendo bastante injusta, até porque gostei de várias coisas em A Era de Ultron, mas achei que esse filme parecia mais a adaptação de uma fanfic interpretada por cosplayers famosos que custou duzentos milhões de dólares para ser feita.
 
Chegamos naquele momento em que o modelo “filme de super-heróis” já está consolidado e bem aceito pelo mercado. A partir daí, é pegar cada justiceiro fantasiado existente e explorar a história dele até o último centavo.
 
Algo que confirma isso é o calendário de lançamento dos próximos filmes de super-heróis – sim, tem até um calendário com os próximos filmes previstos até dois mil e fucking vinte. Pra esse ano ainda temos Homem-Formiga e O Quarteto Fantástico, e em seguida vem Batman vs. Superman, Esquadrão Suicida, Deadpool, mais um do Capitão América, mais um do X-Men (socorro), e por aí vai. 
 
Olhando para esse calendário, consegui pensar em duas coisas: 1) os filmes de super-heróis quase conseguem sozinhos sustentar a indústria do cinema com seus faturamentos, e já é possível dizer que é um investimento bem seguro para quem injeta dinheiro nessas produções; 2) nos próximos anos ou veremos uma nova fase brilhante para os super-heróis cinematográficos ou começaremos a ver o declínio deste gênero.
 
Com essa enxurrada de novas produções em um espaço cada vez mais curto, o desafio de criar histórias que continuem prendendo a atenção do público aumenta na mesma proporção.
 
Dar cara, voz e figurino para um herói dos quadrinhos já não é mais novidade faz tempo (e por isso a DC está bem atrasada). Já não basta só transpor um personagem do papel para as telas. É preciso dar a ele profundidade, uma história interessante, um motivo para existir naquele novo formato – um motivo que vá além da ganância de seus produtores ou de “olha, vai ter muito mais explosões e batalhas épicas nesse filme do que no anterior!!”
 
É como quando consumimos cada vez mais açúcar ou sal; acabamos ficando insensíveis a alimentos menos doces e menos salgados. Achamos sem graça.
 
E os filmes de super-heróis estão alcançando níveis cada vez mais apelões, de forma que é difícil imaginar onde isso vai parar nos próximos anos. Daqui a pouco um vilão que queira destruir o Universo já não será mais o suficiente nessa escalada de poder que estamos observando há algum tempo.
 
Mas há um ponto de virada aí. Os seriados. Demolidor, da Marvel com a Netflix, demonstrou que às vezes um filme não é o suficiente para contar de forma apropriada a construção de um herói. A qualidade cinematográfica estava lá, mas sem a pressa ou a necessidade de uma jornada épica que um filme exige para se contar uma história. 
 
Tem super-herói, mas tem vários outros personagens com suas próprias tramas e dilemas – e até o vilão ganha espaço para ser humanizado e construído, com suas fraquezas e motivações malignas. Como alguém disse no Twitter, pra quem gosta de super-herói tem o Demolidor, mas pra quem não gosta tem o Demolidor apanhando sem parar. 

 
Funcionou tão bem que novos heróis estão na fila para virar seriado. A tendência que observo é que será esse formato que dará um novo fôlego aos super-heróis das telas – e, de uma forma geral e ampla, as telas que mais importam ultimamente são justamente aquelas que ficam dentro de casa.
 
Acredito que nos surpreenderemos com os heróis, mas que essas surpresas raramente virão dos cinemas. Ali talvez tenhamos atingido o ponto alto da curva, já nos preparando para uma descida. Mas talvez porque o cinema já não seja capaz de sustentar sozinho todas as coisas que cabem no futuro dos super-heróis.
 
O futuro dos super-heróis, ao meu ver, reserva cada vez mais personagens (poderosos ou não) integrando esse universo – e os personagens comuns terão um papel cada vez mais importante nas histórias.
 
É um futuro de muitas explosões, batalhas épicas, e com mais equipes do que indivíduos solitários, mas também é um futuro de derrotas, porque ganhar sempre deixa a coisa muito previsível.
 
É um futuro onde eles, depois de terem enfrentado muitas ameaças, começam a morrer ou a serem substituídos. Um futuro onde não adiantou, no final das contas, tantos heróis surgindo em cada esquina, porque mostrará um mundo em ruínas, decadente, apesar de tudo feito para salvá-lo.
 
Um futuro onde heróis não são mais coisas tão extraordinárias, mas apenas pessoas não muito diferentes de nós, com seus próprios problemas, conflitos e fraquezas.
 
Um futuro onde a história dos heróis converge com a nossa própria história e nos vejamos cada vez mais refletidos ali. E aí, quem sabe, vejamos que não somos invencíveis, que não somos tão importantes, que não é o mundo que precisamos salvar, mas a nós mesmos.
 
Um futuro onde os heróis acompanhem a nossa maturidade. Histórias mais maduras, porque não são só de explosões, batalhas épicas e piadinhas que são feitas histórias de super-heróis. Sem algo mais concreto as sustentando por trás, elas desabam. Esfarelam. Perdem o sentido.

 
Ou talvez o futuro dos super-heróis não seja nada disso do que estou pensando. Talvez perdure muito tempo nessa mesma fórmula; talvez a era dos heróis acabe e seque bem antes disso.
 
A única certeza, sabemos, é que vão aproveitar enquanto ela dure para vender tantos bonecos quanto for possível.

O que está acontecendo com os super-heróis?



Ter crescido nos anos 80 e 90 significa ter visto um monte de coisas ridículas – e ter, de fato, gostado delas.
 
Quando isso vai para o campo dos quadrinhos e super-heróis, a coisa fica ainda mais evidente. E nem precisamos nos apegar a essas décadas; dá para contabilizar momentos vergonhosos dos heróis desde suas origens.
 
Outro dia, o Bruno Taurinho me lembrou de um herói (?) criado na Era de Prata dos quadrinhos, o Bouncing Boy: um cara que tinha o poder de inflar e quicar. Como uma bola. Naquela época sim, a zueira não tinha limites.
 
Já tivemos um Hulk que aparecia na televisão como um cara pintado de verde; heróis que usavam cueca por cima da calça sem nenhum constrangimento; outros que usavam um gato gigante como montaria; uma justiceira mascarada que andava em um carro voador; e todas essas maluquices que só os anos 80 podem fazer por você.

 
Esse tipo de coisa pode até parecer ridícula para os padrões de hoje, mas a gente achava isso o MÁXIMO. Talvez porque éramos ingênuos demais; talvez porque não fôssemos tão exigentes quanto hoje. Mas as histórias eram mais simples e os criadores não tinham medo – nem vergonha na cara – de inventar personagens e universos sem se preocupar com coerência ou com vestir seus heróis com um figurino que inspirasse mais respeito do que um collant apertadinho.
 
Nos últimos anos, temos sido apresentados a heróis repaginados, que estão rendendo filmes fantásticos com roteiros mega elaborados. Os produtores estão constantemente redefinindo o que é um filme de super-herói para nos surpreender sempre. Filmes de super-heróis deixaram de ser apenas filmes de super-heróis. E nós, o público, só temos ganhado com isso.
 
Por outro lado, (e desde a série Marvel Ultimate eu sinto isso), recontar a história desses heróis parece uma tentativa de passar uma borracha nesses detalhes toscos que fizeram parte deles por gerações. É como a gente, escondendo as fotos de quando a gente usava aquele corte de cabelo super constrangedor. E quando isso começou a ganhar forma no cinema, especialmente quando Nolan começou a recriar o Batman, parecia que um filme ser “dark” virou uma espécie de selo de qualidade.
 
Mas por que achar hoje que super-herói bom é super-herói “dark”, se por um longo tempo eles foram uma grande farofada e a gente não achava ruim?
 
Longe de mim dizer que “não fazem mais heróis como antigamente”. Acho uma bobagem pegar coisas de duas épocas diferentes e comparar em termos de “melhor” ou “pior”. O interessante é justamente pegar coisas de duas épocas diferentes, ver o quanto mudaram com o tempo e tentar entender o que mudou em nós.

 
Será que os heróis estão ficando mais maduros porque essa geração e esse momento que todos nós vivemos exigem coisas mais sofisticadas? Será que é porque, simplesmente, super-herói farofada saiu de moda junto com ombreiras, pochetes e fitas VHS? Será que a nossa sociedade conseguiu ficar tão complexa que precisamos literalmente reinventar os super-heróis de outras épocas para fazerem sentido agora?
 
Aliás, está aí uma boa questão. Porque esses heróis todos estão ganhando reboot (nos quadrinhos ou nos cinemas) não só para ganharem uniformes menos bregas, mas também para ficarem mais atuais, para fazerem sentido para esta época.
 
Porque os super-heróis não são só o Peter Parker, o Tony Stark, o Super-Homem, personagens fechados e parados no tempo, monólitos. Os super-heróis são a gente. Eles são a folha em branco onde escrevemos as nossas histórias e registramos todos os dilemas de uma época.
 
Assim, quando olhamos para eles e como eles evoluíram no tempo, podemos ver o quanto nós mudamos. Mais ou menos o que acontece quando olhamos para as nossas fotos antigas e achamos cafonas nossos penteados e roupas da época: no futuro, talvez, também iremos olhar para os heróis de hoje e achá-los um tanto bobinhos.
 
(texto originalmente escrito em 2013)

Deuses modernos



Muita gente deve ter ficado bem zangada com o artista italiano Igor Scalisi Palminteri. É que o cara teve a ideia de pegar estátuas de santos, algumas adquiridas em mercados de Palermo, outras herdadas de família, e misturar os ícones religiosos com o imaginário dos quadrinhos. De uma forma irônica, mas com extrema devoção, Igor vestiu os santos de super-heróis em uma série de esculturas que chamou de Hagiografias.

 
Hagiografia é o termo usado para designar as crônicas e narrativas que descrevem a vida dos santos e celebram seus incríveis milagres. Hagiografias eram usadas para vangloriar o poder dos santos, atrair fieis e elevar o santo como um modelo a se imitar. E não é que é bem parecido com o que acontece com os quadrinhos de super-heróis?
 
Não é de hoje que fazem essa relação entre super-heróis e religiões. Em seu livro “Nossos deuses são super-heróis”, Cristopher Knowles mostra como os super-heróis desempenham hoje o papel antes ocupado por deuses e semideuses, além de apresentar influências mitológicas na construção de personagens que podem ser considerados os deuses modernos da cultura pop.
 
Até Grant Morrison, em sua biografia com o sugestivo nome “Supergods”, fala, entre outras coisas, sobre os conceitos que formam a base de suas criações e conduz uma narrativa que une religião, mitologia, heróis, mídias e mercado.
 
Os super-heróis dos quadrinhos são uma nova roupagem (em collant, claro) das figuras que desde o início da humanidade povoam o nosso imaginário em histórias heróicas e fantásticas que buscam estabelecer uma ligação com o divino.

 
De Buda a Hércules, passando por Jesus até chegar ao Batman: há muito em comum entre esses personagens porque o mito possui uma estrutura narrativa criada para contar nossas experiências de vida, conter explicações do mundo e nossas expectativas em relação à justiça.
 
Em O Poder do Mito, Joseph Campbell explica:
 
"Mitos nos dão um vocabulário, não em forma de palavras, mas em forma de atos e aventuras que conotam algo transcendente de ação imediata."
 
E é nas aventuras dos super-heróis que continuamos transcendendo à nossa realidade, assim como acontece com as religiões. Porque em ambas buscamos experiências que enriquecem a nossa relação com a vida real.
 
Além da devoção (quanta gente não tem em casa um altarzinho com action figures de heróis da Marvel ou da DC, né?), religião e super-heróis têm muito mais em comum: por exemplo, a mitologia dos quadrinhos já está tão consolidada que chega a ser absurdo dizer que o Homem-Aranha veio de Krypton, assim como é absurdo dizer que Jesus foi tentado no deserto por Hades. São histórias que atravessam gerações, são contadas mil vezes, por pessoas diferentes, mas conseguem manter uma estrutura coerente.
 
Outros mitos virão depois de nós, e é provável que nossos tataranetos vejam Os Vingadores mais ou menos como vemos hoje os Deuses do Olimpo: personagens poderosos e fantásticos de histórias antigas. Mas, enquanto isso não acontece, continuo acendendo uma vela para a santa Viúva Negra.
 
(texto originalmente escrito em 2012)

Por que gosto tanto da Viúva Negra



Lá no blog, em A Espiã Que Sabia Que Era Demais, escrevi um pouco da origem, da história e das características que fazem da Natasha Romanoff, a.k.a. Viúva Negra, uma das minhas heroínas favoritas.
 
(além de dar algumas dicas de leitura)
 
Chego a compará-la com o Batman para exemplificar por que ela é foda, mas hoje vejo que isso não é necessário. Até porque sempre muito chato precisar comparar uma mulher a um homem para mostrar que ela é boa, né.
 
(Embora às vezes os próprios roteiristas façam isso:)

"Apenas pense em mim como mais um dos caras maus. Porque, basicamente, é o que eu sou."
 
Mas Viúva Negra não precisa ser comparada para que se demonstre porque ela é uma personagem tão rica e interessante. Então acho adequado fazer aqui alguns complementos àquele texto.
 
Uma coisa que gosto bastante é ela ter surgido como um vilã e ter carregado consigo esse ar de anti-heroína, mesmo quando do lado “do bem”. Há sempre um certo ar de mistério que ronda suas motivações, nunca é tão simples quanto “vou me engajar nessa missão porque é o certo a se fazer”. Por que ela escolhe fazer as coisas que ela faz? Isso sempre me intriga.
 
Outra coisa que gosto nela é o tema das histórias ser o universo da espionagem. Isso me atrai muito mais do que o clima de batalhas épicas dos outros super-heróis, porque sou bem mais propensa a acreditar em grandes ameaças que não sejam vilões super poderosos, mas esquemas de poder comandados por pessoas que mandam outras para fazer o trabalho sujo.
 
Natasha atua nos bastidores desses esquemas, e acho incrível o fato de uma personagem não precisar estar no centro das atenções para influenciar tanto no rumo das coisas.
 
E talvez eu goste tanto dela por me identificar com sua atuação geralmente solitária. Ela se garante sozinha e eu gostaria muito de ser assim.
 
Mas justamente por ser tão independente é que ela transita em praticamente todo o universo Marvel, fazendo dupla com outros heróis e integrando equipes. O que é ótimo; mais chances de vê-la em mais histórias, porque mais Viúva Negra nunca é demais.
 
 
Pra terminar, mais uma especulação
 
Aproveitando que nesta edição me meti a prever coisas, tenho uma especulação sobre o futuro da Viúva Negra no universo cinemático da Marvel.
 
Eu já falei algumas vezes o quanto estou chateada por nunca terem feito um filme solo da Viúva Negra. Pois bem.
 
Mas conversando com o Marcos, percebemos algo que (espero) se confirme mais tarde: talvez não haja nenhuma previsão de filme solo da Viúva Negra no calendário de lançamentos da Marvel porque ela não vai ganhar um filme solo; mas sim um seriado.
 
Nessa hora BUM minha cabeça explodiu. Porque faz todo o sentido.
 
E algumas cenas em A Era de Ultron me fazem pensar que este seriado seria uma prequel, ou seja, a história que conta a origem da Viúva Negra.
 
Levar a Viúva Negra para a TV também faria sentido para integrá-la à história de outros personagens que vão se desenvolver na telinha, como o Demolidor. E acho meio inevitável que a história dos dois se cruzem em algum momento; ainda que ela não ganhe um seriado, acho bem possível ela fazer alguma participação nas próximas temporadas da série do homem sem medo.
 
Investigando sobre o assunto, vi esta entrevista do Kevin Feige falando que tem planos maiores para a personagem:
 
“Os planos que nós temos para ela ao longo da saga dos Vingadores são grandiosos. A Viúva é um dos pilares [da franquia]. Então, ao invés de tirá-la da franquia ou fazer um filme sobre suas origens, nós daremos continuidade a sua jornada dentro do nosso universo cinemático, no qual Viúva é uma peça chave.”
 
Isso dá a entender que o papel da Viúva Negra será ligar todas essas histórias fazendo participação em tantos filmes quanto forem possíveis; mas a Marvel poderia começar a cuidar desses grandes planos para a Viúva Negra dando tratamento igual para a personagem no merchandising do filme e não deixando que os próprios atores do filme chamem a personagem de vadia. Não é possível que nem as nossas personagens favoritas mereçam respeito.
 
Então quem sabe aí eu possa alimentar minhas esperanças de que a personagem seja aprofundada, ganhe uma extensão que permita a integração com outros personagens – que viria na forma de um seriado. Será?
 
Enfim. Sonhar não custa.

Nas edições passadas

 



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Como foi a sua semana? Por aqui, continuo na minha jornada de produção, tentando escrever mais e preparar novidades que em breve vou te contar por aqui.
 
Por esse motivo, tenho tentado me alienar mais das redes sociais e tendo que declinar alguns convites, porque não estou dando conta. Pode ser que outras pessoas consigam, mas não consigo me ocupar de tantas coisas ao mesmo tempo.
 
Isso talvez me prejudique, porque como autora independente, preciso eu mesma cuidar da divulgação do meu trabalho. Só que manter essa presença online para divulgar meus textos tem me desgastado muito.
 
É um trabalho muito cansativo e que não pode simplesmente deixar de ser feito. Mas preciso dar prioridade a outras coisas e, bem, promover o meu trabalho vai ter que ficar em segundo plano por um tempo.
 
Então mais do que nunca vou agradecer a sua compreensão por esse meu afastamento das redes sociais, e a sua ajuda para divulgar os meus textos (tem um montão lá no blog!) e esta newsletter (na qual continuarei firme e forte), encaminhando e indicando para seus amigos ou compartilhando nas suas redes sociais.
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Por me dar uma força com os seus super-poderes, eu agradeço :)
 
Super beijos,
 
Aline.
 
 
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