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Fevereiro, esse mês tão curto com tanta coisa pra contar!

Inteligência artificial, dicas de leitura e música grudenta da Disney


Parece que faz um tempão que mandei a 1ª edição do Bobagens Imperdíveis, né? Sei lá, <<Primeiro Nome>>, meio que perdi a noção do tempo. Não bastasse o fim do horário de verão, ainda mudaram a Sessão da Tarde de horário e fiquei com a impressão de que o dia ficou mais longo, embora anoitecesse mais cedo. O que acontece é que deixo a TV ligada enquanto trabalho para preencher a casa de barulho e também para ter ideia de passagem do tempo; mas aí acaba Curtindo a Vida Adoidado e eu cheia de coisa para fazer achando que já são quase seis horas quando ainda são quatro e pouco. Fiquei perdidinha.

Por algum motivo, eu simplesmente perdi as referências de passagem de tempo que eu tinha antes. Acho que a internet fez isso comigo. Por exemplo, quando vejo pessoas retuitando algo que escrevi no Twitter há 3 dias eu penso: “não pode ser que eu tenha dito isso só há 3 dias! Parece que foi no mês passado!” O tempo passa muito mais rápido na internet. Talvez porque quanto mais familiar o mundo se torna, mais o cérebro tem contato com informações que ele já processou antes e mais rápido o tempo parece passar (é o que diz nesse artigo sobre  “Como nosso cérebro percebe o tempo”)

Eu ainda não sei se isso é bom ou ruim, mas acho interessante essa capacidade elástica do tempo. Afinal, as horas também são uma medida virtual – o fato de existir o horário de verão é uma prova disso. E, pensando bem, as horas não medem o tempo. Elas servem para sincronizar eventos. Para dizer a hora de sintonizar a TV na Sessão da Tarde. Para dizer a hora de almoçar (independente da sua fome). Para dizer a hora de acordar para ir para o trabalho. Para dizer a hora de sair do trabalho, etc etc. Interessante notar como isso serve bem ao nosso modelo de sociedade capitalista, né?

Mas enfim.

Já que o assunto é virtualidade, queria falar sobre um filme que vi no último final de semana: Her (ou “Ela”). Se você ainda não viu, recomendo muito. É uma ficção científica incrível e muito sensível sobre relacionamentos virtuais – no caso, o protagonista se relaciona com uma inteligência artificial, um programa de computador (que no caso é a Scarlet Johansson, então acho perfeitamente plausível se apaixonar).










E eu achando que no futuro o bigode seria definitivamente extinto

Eu me identifiquei NUM TANTO com o protagonista, o Theodore. Primeiro, porque ele é redator de cartas – ele é contratado por pessoas para escrever cartas assinadas por elas – e é mais ou menos o meu trabalho: assumir a voz de outra pessoa (uma empresa) e escrever por ela, com a diferença que não vai ser só uma pessoa que vai ler, mas sim um público inteiro. De qualquer forma, a ideia de um futuro onde eu pudesse ser contratada por pessoas para escrever cartas mais pessoais me pareceu muito atraente.

Depois porque ele (e as outras pessoas desse futuro imaginado por Spike Jonze) tem muito mais desenvoltura em seus relacionamentos virtuais do que nos presenciais. E isso me deixou intrigadíssima. E se as pessoas com as quais converso no Twitter são apenas uma inteligência artificial criada para se relacionar comigo? E se elas são tão convincentes como pessoas que poderão questionar se não sou EU a inteligência artificial criada para interagir com elas e para mandar e-mails toda semana? Nunca saberemos.

Enquanto você pensa sobre isso, recomendo este documentário incrível sobre relacionamentos nos tempos modernos (e com algumas cenas de Her como aperitivo). Vale muito a pena. 

 

Lendo textos da internet fora da internet


Juro pra você que não é propaganda, mas eu amo o Kobo. Ele é um dispositivo de leitura para ler e-books e uma de suas grandes vantagens é a tela que imita papel. Como ela não emite luz, é super confortável de ler, ainda mais porque fico o dia inteiro na frente de telas luminosas (computador, celular, TV) e isso cansa muito as vistas. Já escrevi sobre a minha experiência com ele neste texto aqui.

E aí eu descubro como amar mais o Kobo. A Olívia (que também tem uma newsletter sensacional) deu a dica de ler artigos na internet no Kobo. Como eu estava há um tempo sem atualizar o software do Kobo, eu não sabia que dava pra fazer isso – e quando atualizei foi como descobrir um mundo novo!

Se você tem um Kobo, tudo o que você precisa fazer é se cadastrar no Pocket, uma ferramenta para você centralizar os links bacanas que você vê na internet. Um favoritador, sabe? Como eu uso o Chrome, coloquei o botãozinho do Pocket na barra do navegador; então, se vejo um texto interessante que vou querer ler com calma, só aperto esse botãozinho e ele salva o link pra mim.

Mas alguns textos merecem mais atenção e concentração. Outros textos são mais longos e ler na tela do computador é bem cansativo. É aí onde entra o Kobo: posso sincronizar o Kobo com a minha conta no Pocket e ver todos aqueles links que salvei para ler depois – com a vantagem de ler em uma tela que imita papel, sem as distrações da internet.



O Kobo mudou minha experiência não só com os livros, mas com a própria internet. Valeu, Olívia :)

 

Let it Go!


Frozen é um filme maravilhoso e tal, mas fazia tempo que a Disney não fazia uma música tão foda quanto Let It Go. Ela tem um significado poderoso, ela dialoga com a realidade das pessoas que são rejeitadas por serem “diferentes”, ela é uma música empoderadora. Aliás, conversamos sobre várias coisas legais do filme Frozen no último We Can Cast It!, você já ouviu?

Eu não consigo parar de ouvir Let It Go, mesmo quando a música não está tocando. Eu sonhei com essa música. Eu cantarolo mesmo sem saber a letra inteira. Socorro!

Além disso, a cada hora aparece uma nova versão da música e eu simplesmente TENHO QUE clicar pra ouvir. Tem a versão africanizada do Alex Boye, LINDA LINDA LINDA (aliás, ouçam também a versão dele para Royals); tem a versão música clássica; tem a versão sincera (Fuck It All); a versão de acordo com o Google Translate; tem até a versão do Mr. Freeze, inimigo do Batman!

Céus, será que isso já foi longe demais? Um dia iremos deixar de cantar Let It Go acreditando que somos a rainha Elsa criando castelos no gelo? Nah. Tá pouco de Let It Go, me deixa cantar mais!



 

Desafio Flappy Bird


Outra coisa que passou dos limites é aquele joguinho impossível, o Flappy Bird. Eu sinceramente não entendi como as pessoas possam ter se viciado em um jogo baseado na lógica estúpida de você morrer SEMPRE para aparecer mais propaganda na tela de game over e enriquecer o criador do jogo.

Mas isso não vem ao caso. O negócio é que começaram a surgir várias versões do joguinho na internet, inclusive alguns personalizáveis. Daí o Marcos criou uma versão em que ele colocou a MINHA cabeça no lugar daquele passarinho tonto que morre violentamente e sucessivas vezes dando de cara com um cano. Pois é. Isso porque ele me ama.

Você pode jogar aqui (e criar o seu também). 

Daí resolvi fazer uma brincadeirinha. Quem jogar esse “Flappy Valek” pode me mandar, por e-mail, o print com a pontuação que conseguiu. Vou fazer um desenho especial para quem me mandar o print com a pontuação mais alta. Prêmio bobo, mas é o que eu consigo oferecer, hahaha!

Na próxima edição eu revelo quem ganhou (na verdade, já vou ficar bastante surpresa se 01 pessoa me mandar algum print).

~bicho~

Meninas, vocês não têm que agradar ninguém!


Recentemente li dois livros protagonizados por garotas adolescentes: "O Histórico Infame de Frankie Landau-Banks", de Emily Lockhart, e "Eu Quero Ser Eu", novo livro da Clara Averbuck. Faço uma comparação entre Frankie e Ira e uma análise da mensagem que essas histórias passam para as jovens.

Leia o texto completo.

Se você perdeu a primeira edição do Bobagens Imperdíveis, é só clicar aqui! :)

E se curte receber meus e-mails, indique para alguém  - encaminhando esta mensagem ou pedindo para assinar. Vou ficar muito feliz!
Bem, <<Primeiro Nome>>, por hoje é só! Na verdade, eu tinha mais para escrever, mas vi que já tinha colocado tanta coisa nesta edição que resolvi reservar uma parte para a próxima – inclusive uma surpresinha que espero que funcione. Estou gostando demais de poder falar com você por e-mail. A gente se encontra de novo na semana que vem, combinado?

Beijos,


Aline.
Copyright © 2014 Aline Valek :: Escritora, Todos os direitos reservados.


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