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Aquela que não é Testemunha de Jeová mas bate na sua porta todo sábado de manhã

Chega de fazer sentido


Mais um dia de trabalho. Chegar no horário. Coisas sérias. Clicar. Compartilhar. Argumentar. Que roupa usar. O que vão falar. O que estão falando. Participar. Ficar online. Ler. Ler muito. 

Saber dos assuntos. Comentar os assuntos. Brigar pelos assuntos. Cobrar. Ser cobrado. Vão querer minha opinião. As vírgulas tem que estar no lugar certo. 

A exposição que eu tenho que ir. O filme que eu tenho que ver. Atualizar o telefone. Atualizar os aplicativos do telefone. Me atualizar. 

Pagar as contas. Fazer contas. Pensar no futuro. Encher a geladeira. Esvaziar a geladeira. Quanto tem de carboidrato. A inflação. Cortar o sódio. 

Produzir. Mostrar que eu estou produzindo. Produzir mais. Fazer algo que os outros precisem. Fazer algo que os outros queiram. Fazer algo para que entendam. Fazer sentido.

Nossa, não. Chega.

É mais uma semana que fez todo o sentido do mundo e fazer tanto sentido assim às vezes faz mal. 

Querem que a gente use 100, 120, 150% do nosso cérebro. Ligados o tempo inteiro na tomada da lógica, da realidade, quem aguenta? E se a gente quiser usar só 10% do cérebro, e daí? Deixar os outros 99% pra imaginação e nem se preocupar com o fato de que a conta não bate?

Vamos supor que a gente tenha o tempo de um e-mail para fazer isso sem julgamentos, sem preocupações. Claro, você pode fazer pelo tempo que quiser. Mas a gente pode fazer agora: eu descobri como podemos nos desligar da tomada da lógica por alguns instantes. Tem um botão.
Ligar o foda-se
Encoste o dedo na tela, sem medo. Não a setinha do mouse, o dedo mesmo, esse cheio de impressões digitais e que você tem uns dez. Vai fundo. Não importa que sua tela não seja touch. O que conta não é a funcionalidade da tela, é a sua cabeça. É ela que vai fazer o treco funcionar. Mas pra isso você precisa colocar o dedo.

Quando você aperta o botão, algo – no tempo, no espaço? – se contorce, distorce e escorre pelo ralo.

De repente você já não está lendo um e-mail, está na beirada do tempo, um lugar que existe depois que os créditos sobem e já não tem mais nada pra ver. Aqui, um fast forward pode ser em slow motion. Um quarto pode ter o tamanho de um continente. Um lugar além da imaginação?

Você deixou para trás o mundo racional, o previsível, o pragmático. Você não vai precisar das coisas desse mundo sério, coerente, cheio de regras. Aliás: precisar. Por que a gente se prende tanto ao que é útil? Por que não permitir-se o inútil?

Nesse lugar além de todas as regras, a gente pode testar até onde dá pra ir. Até descobrir que os limites, eles são elásticos. E enquanto a gente relaxar e deixar de fazer sentido, mais eles vão se esticar.

Aline, me dá a mão?

Visita ao Templo de Salomão



Difícil de acreditar no tamanho daquele lugar. Fiquei olhando um tempão para o Templo de Salomão quando fui ve-lo pela primeira vez, de perto. Ou o mais perto que me era permitido, atrás de um cordão de isolamento vermelho, preso em barras douradas. Aliás, quanto dourado. Os corrimões da escadaria, umas colunas na frente do templo, que eu nem sabia muito bem para quê serviam, mas lá estavam elas, dourando a vista.

“Sejam bem-vindos ao Templo de Salomão”, uma voz feminina quase robótica dizia ao fundo, repetidamente. A fachada branca, gigantesca, parecia estar dizendo o contrário. Ao se aproximar do portal, um enorme arco todo em vidro, as pessoas se apequenavam, quase sumiam. Formiguinhas, elas pareciam, e eu pensando se não seriam esmagadas.

Reparei que as pessoas que entravam estavam vestidas todas iguais, muito bem arrumadas, conversando muito pouco. Vinham juntas, em grandes grupos. Quem aparecia vestido de qualquer jeito, gesticulando muito e apontando a câmera do celular para a fachada, já dava para saber que fazia parte do grupo de curiosos no qual eu me incluía.

Claro que eu já tinha visto igrejas grandes, prédios monumentais – afinal, eu mesma tinha vindo de uma cidade que era toda monumento. Ainda assim, aquilo me impressionou. Eu me senti a Katniss chegando a Capital pela primeira vez. Assustada, até.

O que teria ali dentro? Como seria o interior daquele lugar tão gigantesco? E por que tão grande? Minha curiosidade começou a borbulhar dentro da cabeça. Aquilo estava aguçando minha imaginação. Eu precisava descobrir.

“Como eu faço para entrar?” foi o que perguntei para um homem de terno, segurando uma Bíblia, parado em uma das tendas perto da entrada.

Ele me lançou um olhar que perfurou até meus rins. Congelei, imaginando o que eu teria que fazer para conseguir um passe: deixar meu cabelo crescer? Citar três versículos do Velho Testamento? Ser entrevistada numa sala escura, com uma luz em cima da minha cara? Apresentar antecedentes criminais? O quê, céus, o quê?

“É só agendar sua visita naquela tenda e pegar a pulseirinha” Ah, era só isso? Como não consegui imaginar que era tão simples? Bem, fui lá buscar meu passaporte para o Templo de Salomão.

Voltei no horário e dia agendados, pulseirinha no braço. Eu estava além do limite dos cordões vermelhos! Do lado de fora, tinha cheiro de shopping: muito limpo, muito branco, muito novo. Dava até vergonha macular aquele piso tão brilhante com meus passos.

Então atravessei o portal.

(trilha sonora)

Do lado de dentro, o cheiro era de pedra, de terras antigas, de coisas esquecidas pelo tempo. E onde estavam as pessoas que entravam? Eu não via ninguém, mas podia ouvir passos acima de mim e por todos os lados.

Eu estava numa espécie de antessala, onde a pouca luz que entrava pelo lado de fora e uma tocha solitária ao fundo revelavam enormes pilastras de pedra segurando o teto. Haviam desenhos marcando as pedras, mas estavam tão gastas que mal dava para ver. À minha frente duas entradas. O que havia além delas, não dava para ver. E olha que eu estava de óculos.

“Bem-vinda ao Templo de Salomão, Aline”, era a voz feminina robótica do outro dia, mas agora falava comigo! Não é esquisito quando alguém que você não vê fala com você, Aline? “Deixai toda a esperança, ó vós que entrais. Pois do Templo de Salomão nenhum visitante há de sair.” Ah, você tá brincando?, falei em voz alta para o nada e me senti levemente idiota. 

Então olhei para a pulseira de visitante que me deram e ela não era mais de papel, e sim de metal. Olhei para trás e já não havia o portal por onde entrei. Apenas as duas passagens à minha frente. Chegando mais perto pude ver, abaixo da tocha, inscrições que diziam: “Ao Templo de Salomão os portadores da pulseira são dados como tributos”. Pronto, agora eu estava me sentindo a Katniss em pessoa.

Já desesperada pela roubada em que me meti, gritei, na esperança que a voz me respondesse: “eu não posso sair enquanto estiver com esse treco? E como faz pra tirar?” A locutora de aeroporto respondeu: “Somente o Mestre deste templo é capaz de remover uma Pulseira de Tributo”.

Eu é que não queria ficar presa ali. Eu tinha uma newsletter para enviar no final de semana! Peguei a tocha e escolhi uma entrada. Eu tinha que encontrar o tal Mestre.

Quando você se mete em um lugar que você não conhece e não sabe muito bem o que vai encontrar, é aconselhável levar, pelo menos, espada e escudo, alguns dinheiros, poções de cura e algum macetinho mágico. Eu não tinha nada disso. Fuén.

Tinha sim meu celular, sem sinal, mas pelo menos o Maps estava funcionando. O problema é que eu não conseguia ver todos os aposentos do Templo, só as áreas que eu conseguia acessar. Acho que meu aplicativo não estava atualizado? Por onde eu andava, encontrava muitas portas fechadas, algumas até com grades. O mapa não mostrava o que tinha nesses lugares.

Percebi que aquele Templo era grande daquele jeito porque era um labirinto. Um amontoado de câmaras ligadas entre si, distribuídas em dois ou três níveis. E sabe-se lá onde podia estar o tal Mestre! Mas um problema de cada vez: eu precisava arrumar um jeito de entrar nos lugares que estavam fechados.

Em uma das salas, encontrei uma abertura na parede. Aquela poderia ser a saída, mas eu não conseguia alcançar. Tive que arrastar um dos itens da sala para me servir de escada, um bezerro de ouro que, ainda bem, era só uma estátua pintada de dourado ou eu não conseguiria move-la. 

Bem, aí que consegui subir. O problema é que não era saída, mas apenas uma abertura contendo um baú pequeno, de madeira. Dentro do baú, adivinha? Uma chave.

A partir de então entendi como poderia entrar nos locais fechados. O problema foi para achar as próximas chaves. Em algumas salas, eu tinha que resolver verdadeiros enigmas para abrir alguma passagem ou revelar um novo baú. Convenhamos que eu não sou nenhuma gênia, então chegava a ficar horas tentando sair de cada área.

Um dos obstáculos que tive que resolver foi colocar estátuas dos patriarcas do Antigo Testamento em ordem cronológica para ativar o mecanismo que abria uma passagem. E eu sei lá? Abraão, Isaac, Jacó e outros carinhas lá, não fazia ideia de quem vinha primeiro. Recorri à lógica matemática e fui experimentando combinações diferentes até funcionar.

E as coisas foram ficando perigosas. Pêndulos gigantes, espinhos, fossos sem fundo. Mas gente, como eles conseguiram alvará de funcionamento pra esse lugar cheio de armadilhas? Duvido que passe numa inspeção dos Bombeiros. Acabei colecionando alguns arranhões, ferimentos e dores nas pernas, mas tudo bem, dava pra aguentar, eu ainda tinha alguns coraçõezinhos de life.

Se ainda faltava alguma coisa para eu me sentir mais Katniss, eu tinha encontrado: um pequeno arco e algumas flechas, em um pedestal numa sala do segundo nível. “Arco de Eliseu”, a plaquinha dizia, mas não dizia que não podia pegar. Então peguei.

O que me foi muito útil para acionar botões fora do meu alcance e até flechar umas aranhas horrorosas que caíam do teto. Eu recolhia de volta as flechas, porque vai que eu precisasse delas adiante?

Precisei de todas elas para conseguir derrubar um gafanhoto do tamanho de um cavalo que apareceu em uma sala do nível superior. Claro, minha primeira opção era sair correndo, não sou doida de enfrentar um bicho desses. Mas acha que deu? Depois que entrei, a entrada se fechou.

Por incrível que pareça, só consegui sair viva justamente porque era um bicho enorme; tão grande que era lento e burro. Quando lancei a flecha que fez ele desabar, a entrada se abriu novamente. Olhei de volta para o centro da sala e o gafanhoto tinha evaporado; em seu lugar, apenas as minhas flechas e uma chave grande, dourada, com o desenho de um monstro chifrudo.



Consultei o Maps. Restava uma sala para eu entrar e só podia ser a que aquela chave abria. Corri pra lá; ficava no primeiro nível. Era a sala do chefão do Templo de Salomão? O que eu encontraria ao entrar? Um dragão? Cavaleiros do Apocalipse? Leviatã?

Meti a chave na fechadura.

O que eu encontrei atrás da porta era mais terrível do que eu podia imaginar.

Em um salão bem amplo, piso de mármore e a luz entrando colorida através de vitrais que iam do teto ao chão, uma figura estava parada ao centro, como que me esperando. Por mil nemêsis! Era o Silas Malafaia.

“Então é você o Mestre? Vim para remover minha Pulseira de Tributo”, eu estava morrendo de medo, mas usei um tom de exigência para impor algum respeito. Não funcionou, porque ele soltou uma gargalhada alta em resposta, debochando da minha cara.

“Mas só por cima do meu cadáver!” Se era isso que ele queria, pensei, então toma. Tasquei uma flecha na direção dele, e como minha pontaria não era lá das melhores, acertei a coxa esquerda do pastor. 

Malafaia não esboçou nenhuma reação de dor; fixou seus olhos em mim, encheu a boca e então usou seu temido poder. Gritou: “deveriam descer o porrete nesses homossexuais!!” Voei para o outro lado da sala, bati na parede, fiquei até tonta. Ele deu alguns passos em minha direção e a presença dele se aproximando me acometeu de um terrível mal estar, como se minha alma estivesse sendo arrancada, chupada de canudinho. Aquele cara era um dementador!

Tive que reagir rápido. Rolei para trás e meti uma flecha nas costas dele. A barra de life dele desceu um pouquinho e eu entendi o que tinha que fazer. 

Sim, os ataques de Malafaia eram previsíveis, sempre os mesmos. Ele gritava coisas como “amo os homossexuais como eu amo os bandidos!!” a fim de me derrubar, então eu só precisava me desviar do chorume, esperar ele se aproximar para sugar meu ânimo, rolar para trás, meter uma flecha nas costas dele – mas não podia errar!

A cada turno, ele ficava mais rápido. E ele tinha afinal me acertado várias vezes, de forma que eu quase já não tinha forças, nem vidas extras para me socorrer. Eu já podia ver a tela do Game Over se aproximando de mim de forma ameaçadora.
Você deve lembrar que eu sempre fui péssima para enfrentar chefões, precisava chamar meu irmão e até minha mãe para me ajudar. Mas ali eu estava sozinha! Céus, eu estava perdida.

Eu estava sozinha, foi o que percebi. E por estar por minha conta, eu tinha que me virar. Empenhei minhas últimas forças e me concentrei na esquiva. Consegui. Rolei. Posicionei a pontaria, ele de costas. Minha última flecha. Lancei.

Pendurada nas costas dele, a flecha balançava enquanto ele se contorcia. Ele se virou, quase caindo, olhando pra mim. Não resisti e gritei: “Abra sua mente, gay também é gente!!” Ele não aguentou. Gritou de ódio e explodiu em um milhão de moedinhas, que choveram no piso de mármore.

A sala começou a ser invadida por uma luz que dissolveu a Pulseira do Tributo no meu braço. Eu estava livre! 

Comecei a recolher o máximo de moedas que eu pudesse. Pra pagar o táxi na volta, pô. Mas antes que eu pudesse encher os bolsos, a luz dominou por completo o ambiente e tudo ficou branco. 

Quando minha visão voltou ao normal, eu estava do lado de fora, perto de uma fonte de água cristalina bastante opulenta, cercada de árvores num jardim. Ali era bem bonito. Atrás das grades, dava para ver os prédios, carros e ônibus passando pelas ruas ao redor do Templo. E nada se comparava à beleza de saber que eu estava de volta a São Paulo.

Se eu soubesse de antemão o que encontraria ao atravessar aquele portal, talvez eu não tivesse aceitado a pulseirinha de visitante. Mas se me arrependo? Pensando bem, não. Serviu para que eu contasse a você minha aventura; então ainda bem que eu entrei e fui descobrir o que tinha lá dentro. Melhor do que se eu tivesse inventado uma história qualquer, né?

A nova moda das selfies



Que selfies estão por toda a parte, isso você já sabia. Em velório, em campanha publicitária, em museu. Com celebridade, com bandido rendido, sem maquiagem. Até macaco tira selfie. Se antes todas as coisas possíveis tinham sua versão em pornô, agora tudo que existe tem sua versão em selfie. Inclusive selfie pornô.

Você também já deve ter observado a nova moda dos selfies: o selfie com vara. É quase uma modalidade olímpica, mas consiste em colocar a câmera na ponta de uma vareta para conseguir um clique de uma distância maior. Que engenhosa tecnologia para conseguir… tirar fotos de si mesmo!

Selfie com vara: já tirou a sua?

Essa não é a única modalidade a cair no gosto da galera. As fabricantes de celular já começam a comercializar celulares à prova d’água, para que nossas timelines do Instagram sejam inundadas com maravilhosas selfies subaquáticas.

De olho nas tendências, um amigo sugeriu que a próxima onda fosse a do selfie com drone. Imagina, colocar uma câmera num drone, que belas imagens áreas e panorâmicas de nós mesmos a gente teria!

As possibilidades são infinitas.

A ideia do selfie é justamente extrapolar limites, desafiar-se. Levar o ser humano a lugares onde ele nunca pensaria em ir se não fosse para registrar uma imagem de si mesmo. Países exóticos, exposições badaladas, cenários incomuns, vulcões, desertos, o alto-mar, a Terra Média, até o espaço! 

Tantos lugares que a humanidade ainda precisa visitar, conhecer – e tirar uma foto de si mesma para provar que esteve lá!

E porque acho que está pouco de selfens, sugiro algumas possibilidades. Tente se puder:

100 metros selfie: um selfie em movimento, fundo borrado, um clima de ação e superação. Corra, selfer, corra!

Inselfption: um selfie em camadas. Um registro de si mesmo, ao mesmo tempo em que mostra, ao fundo, outra pessoa tirando uma selfie. Intrigante.

Montanha-russelfie: um registro de toda a sua emoção numa montanha-russa, com espontaneidade, originalidade e uma boa iluminação, claro! Só cuidado para não deixar o celular cair.

Selfie com bumerangue: para conseguir uma distância ainda maior para clicar a si próprio, prenda a câmera num bumerangue e arremesse.

Selfie 360: uma selfie que dê para ver todo o ambiente ao seu redor no momento em que você clicou.

Selfie abdução: não perca tempo se um alienígena abduzir você e tire uma selfie para levar de lembrança dessa fantástica experiência.

Selfie do Gigante: aposto que com uma câmera presa no seu sapato você vai conseguir tirar selfies em um impressionante ângulo contra-plongée para as pessoas te verem de baixo para cima. Vão se sentir liliputianos.

Eu, eu mesmo e meu selfie: foto com celebridade já está manjado. Qualquer um consegue. Tirar uma foto consigo mesmo, esse é o verdadeiro desafio. Você pode recorrer para jogo de espelhos, montagens, abraçar uma versão sua em papelão, clonagem e volta no tempo. Conseguir tirar uma foto com você de cinco anos atrás, garanto que vai te render muitos likes.

 

Coisas



Uma música para ouvir bem alto e ser possuída por espíritos: essa.

Um conto de Cortázar para descobrir que é o autor que eu não podia ter demorado a conhecer:  Carta a uma senhorita em Paris, do livro Bestiário.

Uma forma de preparar arroz surpreendentemente boa: colocar leite de coco quando ele estiver cozido e deixar secar um pouquinho.

Uma história em quadrinhos para ler online:
Princess Princess.

Uma vídeo-poema sobre pornografia: esse.

Um texto que me diverti muito escrevendo: Descobri que meu gato é deus.

Uma frase para definir a semana: Com a legalização da maconha, isso será normal.

Uma cor de cabelo: vermelho comunista.

Um instrumento: ocarina.

Um nome legal para personagem: Brígida.

Um perfil para seguir no Instagram:
troqman

Uma ilustração maneira: esse gato, daqui.

 

Oi, já leu meu e-book?



É baratinho e curtinho. Feito para ler rápido. Antes de pegar no sono.

Chama Hipersonia Crônica. Tem a ver com esse negócio de fazer mal ficar tanto tempo ligado na tomada da realidade.




Lê e me diz o que acha?
 
♥︎
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Várias pessoas vêm me perguntar se estou deixando de postar no meu blog. Escrevo na newsletter toda a semana, mas passo tempos sem postar nada no blog. Estou abandonando o blog?

Não estou abandonando o blog. Mas a tendência é eu escrever cada vez menos por lá porque estou construindo a minha casa na árvore. Você já construiu uma casa na árvore? Dá um trabalhão.

Até tive que tirar umas tábuas do blog pra usar na casa da árvore. O teto já está quase todo pronto. Claro, ainda falta muito pra terminar. Por enquanto é só uma estrutura de madeira abraçada pelos galhos e o vento às vezes leva para dentro algumas folhas, periquitos e besouros. A previsão é que eu termine o teto antes das chuvas começarem, vamos torcer.

É um lugar pequeno, mas vai ter espaço para o básico: dormir, comer, cagar, transar e escrever. Um lugar para escrever, principalmente, que é o que eu mais quero. Vai ter uma parte aberta onde quero colocar duas cadeiras bem confortáveis, para eu poder pensar e escrever olhando pra mata.

Tem um córrego por perto, e dá pra ouvir de lá. Os vizinhos são barulhentos. Aurélio e Eugênio não estão gostando muito da ideia, mas eles que se virem e aprendam a viver como jaguatiricas.

A casa da árvore, espero, um dia fica pronta. Quem estiver disposto a pegar uma trilha e atravessar o mato, vai poder me visitar. Se for pra me levar pamonha, melhor ainda.

Beijos na sua imaginação,

Aline.

Copyright © 2014 Aline Valek :: Escritora, Todos os direitos reservados.


 
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