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Calma que da sua caixa de e-mail não vou sumir (só se você quiser)

Ausência, Louca dos Seriados e toneladas de links


Alor, <<Primeiro Nome>>! Espero que tenha recebido direitinho essa edição em seu e-mail (lógico, se você está lendo isso é porque deu tudo certo!). É que foi a primeira vez que eu não aviso pelo Twitter que enviei Bobagens Imperdíveis, como de costume.
Resolvi dar um tempo desse glorioso site Twitter por um simples motivo: tempo. Estou reorganizando minha vida e meus trabalhos e, sabendo quanto tempo o Twitter me consome, sabia que precisaria tomar uma atitude. Até desinstalei o tweetdeck e o aplicativo do celular, para não cair em tentação.

Minha ~saidinha~ não é definitiva; vou eventualmente passar lá para divulgar algum texto. Com o tempo, provavelmente eu volte a tuitar, mas só quando eu puder fazer isso com moderação. Gosto muito das pessoas com quem converso lá, apesar de surgir eventualmente um maluco ou outro, gosto da rapidez e da dinâmica do Twitter, de como chego nas informações que me interessam muito melhor do que em qualquer outra rede social. Mas não posso deixar que o Twitter fique no caminho do que realmente deve importar pra mim no momento: escrever.

Ron Swanson ♥︎

Tá sendo tipo uma rehab.

Tem horas que me vem um pensamento ou um comentário besta em mente e meu primeiro impulso é transformar em 140 caracteres, então percebo que não posso. Mas guardar meus pensamentos pra mim tem sido um exercício e tanto.

O Twitter também me preenchia quando eu queria procrastinar. Ou mesmo quando eu ia só dar uma ~olhadinha~, o que era pra ser 10 minutos na TL viravam 20, 30 minutos, 1 hora, a tarde inteira. Era justamente isso o que eu queria eliminar. De qualquer forma, estou experimentando outra forma de preencher o tempo que tenho nos intervalos entre uma escrita e outra: desenhar. Mesmo que seja um rabisco tosco no caderninho feito em 5, 10 minutos, já dá uma arejada na cabeça.

Isso significa basicamente que a newsletter se tornou a minha única ~rede social~ ativa no momento. Rede social porque eu estabeleço um contato com você, você às vezes responde e eu respondo de volta. Pode ser que agora eu demore mais, mas vou continuar me esforçando para responder os e-mails que os assinantes me mandam. E não se acanhe se tiver algo pra me falar, seja sobre o que for. Meu e-mail estaria de portas abertas, se e-mails tivessem portas.

Bobagens Imperdíveis também vai acabar sendo uma válvula de escape, afinal, as besteiras que eu falava no Twitter vou poder compartilhar com você por aqui, só que concentrado, igual sabão-em-pó-líquido (sei que não é esse o nome, mas é mais divertido hihihi).

Ah, claro que os blogs (o pessoal e o Escritório Feminista) continuam!

Gosto muito de escrever o Bobagens Imperdíveis e fico muito feliz com o retorno que tenho. Aliás, quem me aguenta toda a semana na caixa de entrada do e-mail merecia um prêmio, de verdade. Ainda vou pensar nisso.

Aproveitando o ensejo, esses dias um cara foi reclamar em aberto no Twitter (em vez de simplesmente me perguntar) que a minha newsletter não tinha opção de cancelar a assinatura. Oxe, se tem! Fica no final de todos os e-mails que eu mando, um link chamado “SAIR DA LISTA”, junto com outras configurações do Mailchimp (como atualizar suas informações pessoais). 

Aliás, cancelar a assinatura de Bobagens Imperdíveis é tão rápido, fácil, jovem e grátis quanto assinar. Você pode cancelar quando quiser e é sem ressentimentos, juro. Aliás, um dos objetivos de criar a newsletter foi justamente para não me preocupar com a quantidade, mas sim com a qualidade do contato com as pessoas que gostam de ler meus textos. 

Quero escrever para as pessoas que querem ler o que escrevo, longe de mim obrigar alguém a qualquer coisa. Credo. Então sinta-se à vontade para cancelar a assinatura quando quiser, e saiba que sua assinatura sempre será bem-vinda se você quiser voltar.

Ah, e se você tiver qualquer problema com sua assinatura, ou não estiver conseguindo cancelar, pode me mandar um e-mail que eu vou tentar te ajudar. 

Eu sou uma pessoa de verdade aqui do outro lado. Não sou uma marca, uma arroba ou um robozinho que escreve. Sou uma pessoa mesmo! Que daqui a pouco vai fazer uma pausa para o café, que tem contas para pagar, que às vezes fica de mau humor e odeia quando os dedos ficam roxos de frio. Então pode falar comigo numa boa.

E sem uma arroba pra carregar nas costas, posso dizer até que sou uma pessoa um cadim mais leve.

 

Os seriados que acompanho


Foi a Tigre que criou um post em seu blog, o Elvis Costello Gritou Meu Nome, contando quais os seriados ela está acompanhando no momento, propondo que outras blogueiras fizessem o mesmo. Ela me indicou e curti a proposta, mas achei mais interessante compartilhar aqui na newsletter. Será que vale? Espero que sim :)

Senta que lá vem a ~listinha~ das séries que acompanho (não estou considerando as que já terminei de ver, tá?):

Mad Men
Está na 7ª e última temporada. Entrou agora na mid-season, e os 7 episódios finais vão ao ar só em 2015.

Eu passei alguns anos resistindo a assistir a esta série, porque veja bem: publicitários na década de 60. A publicidade já é escrota, em Nova York então… Sem falar na sociedade conservadora e machista desta época. Mas como todas boas histórias, Mad Men é sobre pessoas, não sobre publicidade. O protagonista é Don Draper, um gênio da publicidade, redator e diretor de criação, rico e transão. Mas ele não é exatamente quem ele diz ser, e é ao redor dessa farsa que o seriado gira. Só que é uma história tão rica em dramas e personagens que isso acaba indo pra segundo, terceiro plano. Por exemplo, a jornada de Peggy e Joan, duas mulheres tentando ascender em uma carreira & época machistas, é muito interessante.  Mas olha, esse seriado tem tantos personagens ótimos que é difícil eu dizer de quem gosto mais. Só sei que estou ansiosíssima pelo desfecho da história.

Californication
Está na 7ª e última temporada.
Série que comecei a ver só pelos peitos. Tá, também porque o personagem é meique baseado no Bukowski, um dos meus escritores favoritos. “O quê? Como assim você gosta de Californication e Bukowski?” Isso mesmo. Hank é um escritor porralouca que vive em Los Angeles e se mete em altas confusões porque, convenhamos, ele é um crianção. Ele tenta ser um bom pai (tem uma filha adolescente) e dar um jeito em seu relacionamento conturbado com Karen, a mãe de sua filha, mas ele faz MUITA burrada. Acho que gosto tanto dos personagens dessa série porque eles são muito errados, cheios de falhas e problemas – até a Karen, que tecnicamente é a “certinha” e responsável. E eu rio demais, ao mesmo tempo em que fico com raiva ou vergonha das coisas que o Hank faz. Vou sentir muita falta dessa explosão de sentimentos que Californication me causa.


Orange Is The New Black
Vai para a 2ª temporada no Netflix.

Essa série se passa em uma penitenciária feminina nos Estados Unidos e a maravilhosidade e profundidade das personagens é o que cativa. O que mais gosto é que, apesar de ter uma protagonista, uma moça branca e certinha cumprindo pena por participar de um esquema de tráfico, a série mostra com profundidade cada personagem, mostrando seus dramas e relações ali na cadeia e também o passado de cada uma. Pode parecer que algumas personagens não passam de estereótipos, mas isso até revelar que elas são humanas, profundas, com limitações e capacidade como pessoas reais – por exemplo, a Crazy Eyes, a personagem que mais me tocou o coração. Tem drama, tem comédia, tem tretas, tudo que faz você se viciar numa série. E a 2ª temporada volta este mês? É isso, produção?


House of Cards
2ª temporada.

Outra série produzida pela Netflix, com roteiro foda, personagens incríveis e uma história que faz a gente ter vontade de assistir tudo de uma vez, porque é tensão demais! É a história de um congressista americano e sua escalada em busca de mais e mais poder. E ele faz de tudo, tudo MESMO pra conseguir o que quer, desde manipular outras pessoas a aniquilar quem se mete em seu caminho. Destaque também para as mulheres da série: Claire Underwood, a mulher do protagonista é durona e tão perigosa quanto o marido. Ai ai, 3ª temporada só em 2015, segura coração!


Sherlock
3ª temporada.

Bem, só o nome já entrega que esta série britânica é uma adaptação do personagem de Sir Arthur Conan Doyle. Com Benedict Cumberbatch como o detetive esquisitão e Martin Freeman como Watson (sim, respectivamente o dragão Smaug e o Bilbo Bolseiro de “O Hobbit”!), esta série tem um negócio diferente, que é cada temporada ter só 3 ou 4 episódios, mas com duração de mais ou menos 1 hora e meia cada um. Até a produção tem o cuidado de uma produção cinematográfica. É muito foda como eles conseguem fazer a gente entrar na percepção do Sherlock, mostrando as conclusões que ele vai tirando das pistas e detalhes que ele observa.

Wilfred
3ª temporada, a 4ª será a última.
Eu tenho uma certa política para séries de comédia: não pode ter claques de risada. Seinfeld eu assistia antes de estabelecer essa política, e acabei abrindo uma exceção pra How I Met Your Mother (apesar de ter me arrastado pra terminar de assistir essa), mas no geral é isso sim. Wilfred é dessas séries de humor diferentes, que vai mais pro lado do nonsense mesmo (amo). É a história de um cara que depois de fracassar numa tentativa de suicídio começa a ver o cachorro da nova vizinha como um cara vestido de cachorro – e aparentemente só ele enxerga o Wilfred dessa forma. O engraçado (e trágico) é que esse cachorro é mó desgraçado manipulador da paróquia e sempre dá um jeito de atrapalhar a vida do ~amigo~ humano.


Parks and Recreation
6ª temporada, vai acabar na 7ª.

Esta série tem o mesmo molde do “The Office” americano, com o humor do constrangimento e uma linguagem de documentário. Só que em vez de se passar numa firma, Parks se passa num departamento do governo americano de uma cidadezinha em Indiana. Já ri, chorei, me apaixonei e mordi o braço de vergonha com as histórias desses funcionários públicos. Sem falar que a Leslie Knope, a protagonista interpretada pela incrível Amy Poehler, é declaradamente feminista! Mas a série tem TANTOS personagens bons que eu não tenho nem como eleger um favorito. Um dos que mais gosto é o Ron Swanson, um reaça bigodudo, mega capitalista, carnívoro e anti-social. Mas ele é maravilhoso, eu o amo contra todos os meus princípios. <<Primeiro Nome>>, Parks and Rec é bom demais. Sério, eu queria MORAR nesse seriado.

Agents of S.H.I.E.L.D.
1ª temporada.

Essa é uma série da Marvel, com o agente Phil Coulson como um dos protagonistas e trata dos bastidores da agência de espionagem S.H.I.E.L.D., comandada por Nick Fury. Eu assisti 3 episódios e achei ó: uma bosta. Desisti. Só que quem acompanha disse que melhorou e o desfecho de Capitão América 2 me deixou curiosíssima para ver o que será desta série, já que os acontecimentos do filme influenciariam diretamente a continuidade da história do seriado. Então vou retomar e me preparar para as surpresas da 2ª temporada.


30 Rock
Foram 7 temporadas, terminei de assistir a 1ª.

Essa série comecei a assistir quando meu namorado veio para São Paulo antes de mim, pra ver apartamentos antes de nos mudarmos, então eu estava sozinha em Brasília e tínhamos combinado de não ver sem o outro os seriados que acompanhávamos juntos, então comecei um novo. Mas 30 Rock, protagonizado por Tina Fey e Alec Baldwin, é tão bom e engraçado (não tem claque de risada) que assisti a 1ª temporada 2 vezes: uma sozinha e outra com o Marcos. Estou pra começar a 2ª temporada há um tempão, mas como você pode ver, minha agenda pra seriados está um tantinho abarrotada. Estou só esperando o período de entressafras de séries pra colocar em dia o 30 Rock e as desventuras de Liz Lemon.


Game of Thrones
Está na 4ª temporada.

Estou alinhada com o seriado, mas em relação aos livros no qual ele é baseado, ainda falta eu ler o 5º e último lançado, o Dança de Dragões. Game of Thrones é uma série cheia de personagens sujeitos a morrer a qualquer instante, mesmo se for um dos protagonistas. Afinal, é um cenário hostil, com tretas, dragões, selvagens, fanáticos religiosos, abomináveis homens das neves e muita gente inescrupulosa disposta a fazer de tudo para ter mais poder e definir, neste jogo, quem é que vai ficar com o trono. Nessa história nem adianta ter um personagem favorito, conselho de amiga: desapega que dói menos.

American Horror Story
Vai pra 4ª temporada, assisti a 1ª.

O legal de American Horror Story é que cada temporada conta uma história diferente. A que assisti era a de uma mansão assombrada e, meu deus, eu sou muito cagona pra história de terror. Só a abertura já me dava calafrios. Eu odeio filme de sustinho, então já não estava botando fé de continuar a acompanhar, mas à medida em que os episódios avançavam, foi deixando de ser uma história de sustinho pra ser uma história… sobre pessoas (vivas ou mortas). Foi muito legal ver a história dos fantasmas se desenvolvendo e cada personagem ganhando profundidade, mesmo em meio a coisas bizarras. Parece que a 2ª temporada é sobre um hospício, ainda vou ver.


The Walking Dead
Vai pra 5ª temporada.

Parece uma série sobre zumbis, mas de novo: é sobre pessoas, seus dramas, relacionamentos e as coisas que precisam fazer para sobreviver a situações extremas. É baseado em uma série de quadrinhos que devorei assim que vi a 1ª temporada do seriado – acho que parei na edição 115, por aí. As histórias do seriado e da HQ são praticamente paralelas, não dá nem pra considerar que seja a mesma história. Mas o seriado deu uma decaidinha e eu já estava bem de saco cheio das merdas que inventaram pra história, que só voltou a ficar interessante no final da 4ª temporada. Aliás, já gravamos um podcast falando sobre a série e as principais personagens.


Homeland
Vai pra 4ª temporada.

Em resumo, é a história de uma agente da CIA e sua caça a um terrorista infiltrado entre os americanos (seriado também conhecido por quem assistiu na Globo como ~Segurança Nacional~). É foda? É. Super bem escrito, bem produzido, tramas bem amarradas. É viciante? Ô se é. Mas eu devo assistir Homeland do jeito errado, porque não gosto da Carrie, a protagonista. Como ela pode ser tão inteligente e ao mesmo tempo tão burra? Eu passo 60% do tempo balançando a cabeça e fazendo facepalm pras atitudes dela. Mas é aquela coisa: esses personagens errados me cativam. Eu sinceramente acho que uma quarta temporada é meio desnecessaura. Sério, dava pra terminar ali no final da terceira. Mas vamos ver, né? É o jeito.


Cosmos
1 temporada

É o remake de um programa dos anos 80 apresentado por Carl Sagan (sdds). A nova versão é apresentada por Neil DeGrasse Tyson, que nos leva em sua ~nave da imaginação~ e voz sexy em uma odisseia pelo espaço-tempo, nos apresentando a conhecimentos incríveis e espantosos sobre este nosso cosmos véio sem porteira. Como o programa original teve 13 episódios, acho que o remake vai seguir a mesma linha e acabar no 13º também. Não sei se vai chegar a ter uma segunda temporada, mas ia ser tão bom se continuasse. Tá pouco de ciência, manda mais.

Girls
3ª temporada.

Eu achei que já tinha terminado a lista e lembrei de Girls. Que eu nem gosto, que me irrita e até escrevi um texto sobre. Assisto mais pela força do hábito e porque o Marcos faz questão (tô jogando a culpa nele sim!!). É a história de 4 amigas brancas e classe média em Nova York, sendo que a protagonista, Hannah, é uma aspirante a escritora. Por incrível que pareça, em um seriado protagonizado por QUATRO mulheres, o personagem mais interessante é um homem. Elas são muito chatas. Ou chatas ou babacas. Ou os dois.

***

Entre as séries que já terminei de ver estão: Lost, The Office, How I Met Your Mother, Dexter, Breaking Bad. Algumas dei até graças a deus por terem acabado, porque como dizem por aí, “pularam o tubarão”. 

Além de não ver séries com claques de risadas, estou com uma nova política, que é não começar a acompanhar novos seriados enquanto as que eu acompanho não tiverem fim. Se não, eu vou literalmente viver pra ver série, aí não dá. E como já disse no início da newsletter, preciso de tempo pra escrever!

Será que eu já cruzei o limite considerado aceitável pela OMS em número de séries? Quantos seriados eu teria que assistir para ser considerado “demais”? A partir de que número começa a loucura? Há cura?

(Tem um site que diz quanto tempo da sua vida você gastou apenas assistindo séries. Ele disse que eu passei mais de 40 dias direto nessa loucura. Talvez eu precise de ajuda.)

Bem, agora eu teria que indicar alguém pra dar continuidade ao meme, mas queria deixar em aberto o convite para as/os assinantes que têm blog e gostariam de escrever sobre as séries que estão acompanhando. Se alguém publicar, pode responder a este e-mail com o link, que indico o post na próxima edição ;)
 

Por falar em indicar...


Vamos às indicações da semana e não são poucas não!

Vi algumas coisas interessantes esta semana e queria começar com o blog da Gizelli Sousa, que tá de cara nova e tudo! Além disso, ela fez 2 posts muito bacanas, com algo que acredito muito: parar de repassar coisas ruins de gente que não deveria ter tanta visibilidade e passar a valorizar o trabalho de gente firmeza. No post #ValorizeAsMinas, ela dá 5 sugestões práticas para valorizar o trabalho das mulheres fantásticas que estão aí escrevendo e produzindo na internet. No segundo post, ela faz várias indicações de links com bom conteúdo sobre diversos temas, de literatura ao caso do atirador misógino de Santa Bárbara.

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A legislação brasileira prevê que a vítima de estupro tem direito a abortar. Nesse caso, o aborto está dentro da lei e o SUS deveria oferecer o procedimento seguro para essas mulheres, certo? Não é bem assim. Uma manobra da bancada evangélica derrubou a portaria que garantia repasse de verba do governo para hospitais públicos realizarem o procedimento. É basicamente o Estado lavando as mãos e dizendo que não vai se responsabilizar por uma responsabilidade que é dele, prevista em lei. Sobre isso, dois textos que explicam bem o tema e o tamanho do problema. Um publicado no site Lugar de Mulher e o outro na Agência Pública, numa reportagem completíssima, que, aliás, dá um panorama geral sobre como o acesso a este direito é negado às mulheres, seja por informações erradas ou insuficientes, seja por falta de estrutura ou pela recusa de alguns profissionais da saúde a atender essas mulheres em situação tão vulnerável.

 
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Entrou no ar o site Donas da Casa, um projeto incrível de um grupo com várias pessoas talentosas para dar visibilidade à vida, ao pensamento e às ideias de mulheres das mais diversas áreas. A primeira entrevista foi com a Patrícia Cardoso, professora de costura. Até fiquei com vontade de aprender a costurar; se eu soubesse, eu nunca mais comprava roupa na vida (odeio!). O legal é que tem várias fotos lindas mostrando a casa dela! Spoiler: também me entrevistaram e o resultado deve sair em breve.
 
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Maya Angelou, escritora, poeta e feminista americana, faleceu esta semana. Sua existência significou força e inspiração para o empoderamento de mulheres. Deixou lições poderosas, como “faça o que você ama tão bem de forma que as pessoas não consigam tirar os olhos de você” ou “se você recebe, dê. Se você aprende, ensine”, ou ainda “lamentações não apenas nos enfeiam como alertam os brutos de que há uma vítima por perto”, frase que ela escreveu quando trabalhava em uma empresa de cartões. O site Think Olga publicou a tradução de uma entrevista com essa mulher fantástica, que tanto deixou de si nesse mundo. Aliás, tem um trecho muito interessante que ela fala como lida com o ~bloqueio criativo~: “Não chamo isso de bloqueio. Tenho cuidado com as palavras que falo, pois sei que meu cérebro vai lembrá-las e jogá-las na minha cara depois. Deixo um baralho no hotel para, às vezes, jogar paciência. É um exercício para a minha ‘mente pequena’. Peguei essa frase da minha avó, que dizia: ‘nossa, isso não estava nem em minha mente pequena’. Realmente acredito que há uma mente pequena e uma mente grande. Se der algo para logo ocupar a pequena, posso começar a usar a grande o quanto antes”.

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João Luis escreve um dos meus blogs favoritos, que cheguei a indicar no Horóscopo de Textos da edição 12. Ele é muito fã de futebol, mas em seu último texto se colocou no lugar de quem não curte e fez um texto maravilhoso, lúcido e muito delícia sobre as irracionalidades da cultura futebolística que, se for pensar bem, não fazem sentido. "Falo do fato de que numa quarta-feira é considerado socialmente aceitável que seu vizinho abra a janela 23:00 pra gritar ‘chupa' durante uma partida, coisa que você seria profundamente criticado se fizesse na segunda durante um episódio especificamente emocionante de 'The Good Wife’.” Hahaha, meu deus. Tem que ler tudo.

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Entre as newsletters de escritores brasileiros que assino, da Olívia Maia, do Alessandro Martins e da Alliah, tem as do Alex Castro, que compartilha textos que me pegam pelo ombro e me sacodem. Nas últimas que li, vieram textos sobre a prisão do dinheiro e do trabalho que olha, recomendo pra todo mundo. Esses textos são resultado de um trabalho de anos e das palestras que ele dá sobre essas prisões (que na verdade não são bem palestras, mas uma troca de ideias e uma conversa onde ele conta várias histórias pessoais e ideias). Fui num dos primeiros encontros que ele fez em São Paulo e foi uma experiência muito enriquecedora, além de ter sido uma oportunidade onde conheci pessoas maravilhosas. Não tenho medo de recomendar as coisas que ele escreve porque sempre me causam um desconforto, um inquietamento – e acho que isso é a melhor coisa que um texto pode causar. 

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Carol Rossetti é uma ilustradora que tem página no Facebook e um tumblr onde compartilha os seus desenhos. Além do traço, das cores e da composição incríveis de suas ilustras, seus desenhos trazem mensagens que são como um abraço. Dá uma olhada:



E seus textos?


Essa semana não teve texto novo no meu blog porque estive trabalhando em outras coisas. Bem, mas você sempre pode aproveitar para ler outras coisas que escrevi. Já leu meu pocket e-book Hipersonia Crônica? Você ainda pode ler meu conto pra coletânea Universo Desconstruído, que aliás tem tudo a ver com os retrocessos constantes que temos visto em relação aos direitos reprodutivos e sexuais das mulheres. Foi baseado no Estatuto do Nascituro e chama-se “Eu, Incubadora”. Você pode baixar a coletânea de graça e ainda conhecer outras histórias fantásticas de outras autoras e autores.

Selfen do universo


Enquanto no Instagram e no Facebook somos bombardeados com imagens do cotidiano de outras pessoas, às vezes com uma timeline inteira só de bebês dos seus amigos e parentes, há um lugar onde você pode ver fotos de recém-nascidos que não usam fralda. 

Essa imagem aí em cima, por exemplo, é uma foto tirada pela NASA de uma espécie de “maternidade de estrelas”. O Cone Nebula é uma formação de nuvem, gás e poeira onde novas estrelas nascem. Esse “véu” vermelho que vemos na imagem é produzido pelo brilho do gás hidrogênio.


Aliás, esse site é maravilhoso. Todo dia (todo dia mesmo!) uma nova foto do universo, acompanhada de uma breve explicação escrita por um astrônomo.

Eu, é claro, tô sempre ligadinha. Faz um tempo que uso imagens do universo de papel de parede e onde mais eu posso (na header do Twitter, por exemplo), só pra não esquecer da verdadeira dimensão das coisas. Como diz Elsa em Let It Go: “It’s funny how some distance makes everything seems small”.
Se você perdeu alguma edição do Bobagens Imperdíveis, é só clicar aqui! :)

E se curte receber meus e-mails, indique para alguém  - encaminhando esta mensagem ou pedindo para assinar. Vou ficar muito feliz!
♥︎
♥︎


Ergam seus copos por quem vai partir;
longo será o caminho a seguir.
Nada será como costuma ser,
nada vai ser fácil pra você.
(…)
Fora o inverno e o tempo ruim,
eu não sei o que espera por mim.
Mas pouco importa o que venha ser,
se eu tiver um dia a quem dizer:
“Quero que a estrada venha sempre até você
e que o vento esteja sempre a seu favor.
Quero que haja sempre uma cerveja em sua mão
e que esteja ao seu lado o seu grande amor”.


Esses belos versos acima com os quais me despeço nesta edição são de uma música do Matanza. Banda que eu curtia muito quando eu era mais xóvem e que eu redescobri esses dias, mas não consigo mais parar de ouvir, socorro. 

As letras são MUITO boas e convenhamos que tem que respeitar um cara que coloca palavras como “proeminente” num rock brutamontes desses, né.

Boa semana pra você, meta muitos pés na porta e socos na cara, só não venha roubar meu caminhão.

Beijos,

Aline.
 
Copyright © 2014 Aline Valek :: Escritora, Todos os direitos reservados.


 
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