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<<Primeiro Nome>>, embarque nas confusões dessa newsletter alucinante!!!

Assunto sério, feminismo cotidiano e self service


Semana passada eu encerrei a newsletter com imagens chocantes e várias pessoas me responderam dizendo que teriam pesadelos e que ficariam com aquilo na cabeça (eu entendo, porque eu mesma fiquei).

Dessa vez, vou fazer diferente: COMEÇAR a newsletter com um assunto chocante que também não sai da minha cabeça e que nunca deveríamos esquecer ou parar de discutir.

Foi notícia essa semana e você certamente deve ter visto sobre o assassinato do dançarino Douglas, um jovem negro, numa comunidade do Rio de Janeiro. Levou um tiro nas costas e sofreu diversas escoriações que dizem ter sido resultado da queda nos fundos de uma creche onde o corpo foi encontrado. Possivelmente o disparo que matou o rapaz veio da arma dos policiais.

Em um protesto de revolta contra a morte de Douglas, um homem negro foi baleado na cabeça. Os policiais dizem não saber de onde partiu o tiro que matou Edilson, que tinha deficiência mental. “Inocentemente ele levantou o braço pra dizer que não estava armado, mas infelizmente ele ganhou um tiro na testa”, é o que conta uma senhora que estava no local. Clica aqui pra ver o depoimento dela.
 
Também nesta semana, policiais chamados para deter um sequestrador em fuga acabam matando, em vez do bandido, o refém… que era um homem negro. O trágico é que a vítima do sequestro, Osvaldo, não foi morto pelo seu sequestrador, mas sim pela polícia que deveria salvá-lo. Foi assassinado não com um tiro, sem querer, mas com CINCO.

Existe uma estranha força que faz os tiros disparados por policiais acertarem sempre o corpo das pessoas negras. Essa força se chama racismo.


Esses assassinatos (que quando promovidas pelo Estado não se chamam assassinato, apenas “morte”, assim, sem autor… lembra quando a Dilma lamentou a “morte” de Cláudia? Baleada e arrastada na rua pela PM?) não são uma coincidência. É um massacre. E os corpos que caem têm cor, embora muita gente tente negar que exista algo como o racismo e acredite que o problema acaba se simplesmente pararmos de falar sobre isso.

Fingir que o problema não existe e que o problema não é nosso é tudo o que o racismo precisa pra continuar exterminando e excluindo pessoas negras... e todo mundo continuar achando isso normal. Porque quando uma mulher negra aparece como a mais bonita do mundo isso causa estranheza e até revolta, já que o esperado é ver pessoas de sua cor estampando notícias sobre assassinatos, e não em capas de revista.

Foda.

Ainda não li a última edição das revistas Trip e TPM, mas as capas não poderiam ser mais verdadeiras: 



 

Feminismo nosso de cada dia



Essa semana teve texto novo no Escritório Feminista, blog meu e da Clara Averbuck para a Carta Capital.

Acredito que não é preciso militar no feminismo ou até mesmo se declarar feminista para colocar em prática ações importantes contra o machismo. Algumas dessas práticas são tão simples que muita gente já deve fazer – e mesmo sendo simples fazem muita diferença.

Dá uma lida, compartilha e se tiver outras ideias de ações simples e cotidianas para combater o machismo, comenta, me manda um e-mail, fale sobre isso nas suas redes sociais! O Escritório Feminista agradece ;)

Aqui o texto. 
 

Self Service


Essa semana não teve texto novo no blog porque não deu mesmo. Ideia até teve, porque li um comentário (sem querer!) que me irritou num tanto que me deu aquela vontade de escrever sobre, mas acabei não conseguindo. O que me levou à conclusão de que gosto mesmo de escrever sobre coisas que me irritam – que não necessariamente vão resultar num texto bravo, porque muitas vezes acabo processando essa irritação com algum bom humor.

Bem, o negócio é que não teve texto novo mas tem vários textos que você ainda pode ler (ou reler). Fiz uma seleção bacana no estilo “vale a pena ver de novo” para você se servir à vontade:


>> A pessoa que não quero ser


"Não ser essa pessoa é o trabalho mais difícil a qual me dedico. É um esforço diário. Então repito para mim mesma, o dia todo “não quero ser essa pessoa, não quero ser essa pessoa”, esperando que, no final das contas, tudo o que me resta ser que não seja essa pessoa me torne uma pessoa um pouco melhor."

 

>> Quando você vai ter filhos?


"Filhos? Eu vim aqui só comprar um bolinho e você vem me falar de filhos? Francamente. Eu jamais esperaria isso de você! Você por acaso está querendo insinuar que eu posso ser “mãe”? Que tipo de pessoa você acha que eu sou? Do tipo que traz mais um ser humano ao mundo pra consumir, poluir e escrever comentários na internet, é isso?"

 

>> Discovery Tímidos


"Agora você está vendo uma pessoa tímida sendo atacada ferozmente por uma situação constragedora. Veja como ela balança nervosamente os pés debaixo da mesa numa tentativa de resistir ao ataque. Em seguida, seu rosto é tomado por uma coloração vermelha e ela se vê prestes a engasgar com suas próprias palavras."

 

>> Meu corpo mutante


"Ter um corpo mutante não significa que as mudanças que ele me oferecer serão necessariamente ruins; significa que não sou de plástico. Sou água. Sou carne. Sou viva. O que é vivo se transforma, muda, se move.”

 

E por falar em feminismo...



No último We Can Cast It!, falamos sobre cultura do estupro. Assunto sério e importantíssimo; e pelo que andei lendo por aí, as pessoas NÃO SABEM a diferença entre estupro e sexo, entre assédio e paquera. Isso é assustador. Preocupante.

Então escute, comente e compartilhe! Esse assunto precisa estar sempre em pauta.

Clica aqui.

Leiturinha risos


Como na edição passada conversamos sobre Game of Thrones, achei bacana compartilhar com você um texto que li essa semana e ri horrores: uma moça que nunca assistiu o seriado resolveu contar sobre o que ela acredita que a história seja apenas baseada nos spoilers e comentários que rolam por aí.

Embrace yourself e leia.
E agora? O que vai acontecer com <<Primeiro Nome>>, uma criança de 10 anos cujos pais desapareceram misteriosamente? Por que aqueles homenzinhos do jaleco branco estão atrás de <<Primeiro Nome>>? Será que corre perigo nas mãos do trambiqueiro Calixto? Nice e Berta, as mulheres que acolheram a criança em casa, encontrarão seus pais ou serão para sempre suas novas mães?

A história continua após a mid-season, com novos episódios cheios de suspense e coisas que não fazem o menor sentido – que nem a autora sabe ainda o que serão!

Se perdeu os episódios anteriores, clica aqui. A novelinha foi publicada a partir da 3ª edição da newsletter.
Se você perdeu alguma edição do Bobagens Imperdíveis, é só clicar aqui! :)

E se curte receber meus e-mails, indique para alguém  - encaminhando esta mensagem ou pedindo para assinar. Vou ficar muito feliz!
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Enquete


<<Primeiro Nome>>, eu tô com uma nova resolução de vida e queria a sua sincera opinião:

Eu odeio esperar pelos outros. Também me esforço ao máximo para ser pontual porque odeio tanto esperar que não quero que outras pessoas esperem por mim. Mas as pessoas cagam pra minha pontualidade. Eu sempre tenho que esperar. Até quando resolvo chegar atrasada pra não esperar pela pessoa… eu tenho que esperar. E, porra, eu tenho mais o que fazer da minha vida do que esperar Sua Majestade.

Então tenho uma nova regra. Se eu combino um horário para me encontrar com uma pessoa, eu vou esperar por, no máximo, vinte minutos do horário marcado. Se a pessoa não chegar dentro desses vinte minutos de tolerância, eu simplesmente vou embora. Sem drama, sem choro, sem ressentimento. Só vou embora.

Claro que a pessoa vai poder chegar no horário que ela quiser, mas se ela vai me encontrar ali, aí já é outra história.

Então a minha pergunta é: você acha que eu estaria sendo babaca?

Ou: você tem alguma outra sugestão pra eu não passar mais raiva com atrasos?

Pela sua resposta eu espero.
Tadicos
 
O desenho acima é do artista Alberto Montt, que tem um instagram que me deprimiria, se na verdade não me inspirasse e me desse ainda mais vontade de desenhar. O cara arrasa.

Tô passando por um período dificílimo, mas nosso encontro todos os finais de semana na sua caixa de e-mail continua de pé, hein! Pode ser no sábado a qualquer momento ou no domingo (quando eu estiver viva).

01 beijo e 01 abraço,


Aline.
 
Copyright © 2014 Aline Valek :: Escritora, Todos os direitos reservados.


 
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