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Palavra do dia: 'diablerie'
Bobagens Imperdíveis

Bobagens Imperdíveis Ano 3 Edição 113
memória / escrita / livros

Do fundo do baú


Olá! Como está junho por aí? Tão frio quanto está por aqui? Porque essa temperatura de endurecer manteiga é muito apropriada para tomar vinho todo d-, ops, quero dizer, chegar mais perto, diminuir distâncias, nem que seja num e-mail chegando num sábado preguiçoso.

Dessa vez, queria trazer você ainda mais para perto; por isso resolvi compartilhar algumas antiguidades minhas nesta edição – e não estou falando do meu armário de roupas.

Não sei você, mas acho que abrir o baú das memórias esquecidas é até divertido quando a perspectiva de sair para fazer qualquer coisa na rua carrega a enorme possibilidade de ficar com dedos congelados e com o nariz escorrendo após ter a cara estapeada pelo vento frio.

gif animado do Rei Gelado criando uma bola de neve na mão
um oferecimento: Rei Gelado

Então escolha seu meio de transporte favorito para viajar no tempo e venha comigo escorrer para mais de dez anos atrás!

Meu irmão encontrou alguns materiais meus enterrados no quintal de casa (ou socados no fundo de algum armário, tanto faz), que ele me entregou quando há duas semanas fui visitar a família em minha ida ao glorioso centro-oeste.
 
Era uma pasta preta, cheia de papéis mais velhos do que o pré-histórico vídeo do Tapa na Pantera, que me jogaram de volta ao meu longínquo passado de fanzineira & rpgista.

(caso você não saiba, fanzine – palavra derivada de fan magazines – é um tipo de publicação amadora, feita de forma artesanal por fãs de determinado tema. E era o que eu fazia: revistinhas com desenhos, matérias, montagens e quadrinhos, que eu mesma montava, xerocava e distribuía entre os amigos)

Isso significa que você verá muita coisa tosca adiante? Significa. Mas por que mostrar coisas velhas, sem acabamento, feitas por alguém sem a menor noção do que estava fazendo e que se sentia livre pra fazer e experimentar justamente porque quase ninguém ia ver? Por que se meter a mostrar algo tão sem propósito assim? – me pergunta uma voz imaginária (talvez seja a sua).

Bem, porque eu quero. Porque acho que vai ser divertido. Porque, como eu já disse algumas vezes, nessa vida descabida, em que a própria existência parece ter resolvido acontecer sem antes buscar uma justificativa para isso, é uma bobeira achar que só tem valor coisas que fazem sentido ou que têm alguma utilidade.

E meus fanzines eram a própria definição de inutilidade.

Eu comecei com um fanzine chamado “Head Quarter’s”, um trocadilho horríver com a sigla de HQ (histórias em quadrinhos), mas que eu achava maneiro porque me permitiria desenhar várias mulheres com ARMAS.

Ilustração da capa do fanzine, uma mulher careca apontando um rifle e a capa finalizada ao lado

Prova 1. Acima, a capa da primeira edição e duas coisas que eu gostaria de salientar: 1) MULHER CARECA! Eu já achava mulher careca legal; 2) eu fazia tudo à mão, inclusive a diagramação, o que garantia um certo nível de tosquice essencial para mostrar o quanto a publicação era UNDERGROUND.

Então à esquerda temos o desenho da atiradora (com claros erros de proporção e pinceladas de corretivo para consertar os traços) e um fundo feito de colagem para simular o cenário. À direita, a capa finalizada com uma impressão lamentável e o título do fanzine escrito no computador (pelo menos os textos eu conseguia fazer digitalmente), colado sobre a ilustração com um sofisticadíssimo durex.

Eu podia ter inserido o título no desenho à esquerda? Podia, e provavelmente teria ficado com um aspecto melhor. Foi algo que eu percebi, aprendi e pude melhorar depois? Não, porque nas edições seguintes eu fiz as capas utilizando a mesma técnica bosta. 

Página interna do zine com as perguntas do quiz "Mangá Games"

Prova 2. Pelo menos no conteúdo eu tentava caprichar: até bolei um quiz interativo para testar os conhecimentos do leitor acerca de animes e mangás (porque né, vai que um dia cai no ENEM).

Deu um considerável trabalho bolar a engenharia deste teste; dependendo da resposta, o leitor traçava um caminho diferente pelas páginas. Mas o objetivo não era muito diferente dos testes da Capricho: coletar pontos para conferir no final em qual rótulo o leitor se encaixava. E rótulos ainda fazem muito sucesso; vide testes do Buzzfeed.

Duas páginas com uma cena de ação de uma mulher lutando contra um cara encapuzado e com asas

Prova 3. Duas páginas de uma história em quadrinhos que publiquei no tal zine. Era uma história sem diálogo mesmo, em que pude trabalhar a narrativa usando apenas imagens e toda minha habilidade para desenhar corpos com erros de proporção e uma quase inexistente noção de iluminação. Mas ei, pelo menos eu já trazia mulher como protagonista em uma história de fantasia e ação.

Página interna do zine com um texto com dicas de RPG e o título "Rolando Dados"

Prova 4. Ah, as dicas de RPG. Inspirada pela revista Dragão Brasil – que era minha principal referência não só para construir personagens e aventuras para os jogos, mas principalmente para escrever conteúdo –, criei uma seção no meu zine para tratar deste universo que envolve dados com formatos esquisitos e adolescentes interpretando vampiros para desespero dos pais cristãos.

Quem olha assim até pensa que “uuuh, que rpgista experiente ela é”, mas a verdade é que, apesar de ter mestrado algumas campanhas, eu era péssima mestre. E péssima jogadora também. Interpretação e improviso não eram meu forte.

A minha parte preferida do RPG era a possibilidade de criar histórias; esta matéria, por exemplo, apesar de se apresentar como dicas para mestres criarem aventuras, bem pode ser lida como um passo-a-passo de como criar uma narrativa de ficção. O que faz sentido: jogar RPG não é sobre ganhar ou perder, mas sobre contar histórias.

À esquerda, uma ficha de personagem do jogo "Trevas", à direita folhas escritas a lápis com a história da personagem

Prova 5. Aproveitando que entramos no assunto RPG, a pasta de antiguidades também continha várias fichas de personagens, textos de referência para as campanhas que eu mestrava, e textos de três, quatro páginas contando o background de alguns dos meus personagens. Prolixidade sempre foi minha praia.

Por exemplo, a personagem da ficha acima, de uma campanha de Trevas que provavelmente nem rolou. Desenvolvi toda a história dela (era uma professora de sociologia com poderes angelicais), mas nem cheguei a utilizar a personagem em jogo.

Eu me divertia mesmo era escrevendo os personagens. Ao contrário de outros jogadores que “compravam” o defeito AMNÉSIA só para não ter que pensar na história passada do personagem (e ainda ganhar um pontinho extra que COM CERTEZA gastaria em ambidestria), eu gostava mais de escrever longos backgrounds do que de fato jogar. Escrevendo, eu me garantia; jogando eu sabia que seria um desastre.

Ilustração a lápis de duas vampiras ciganas, uma com pistolas presas nas coxas, outra segurando uma carta de baralho

Prova 6. Fazia parte desse desenvolvimento de personagem criar um desenho para imaginar o visual dele. No caso, delas. Os desenhos acima são de duas personagens que criei para Vampiro A Máscara, ambas do clã Ravnos (eu nem lembrava que eu tinha jogado tanto com esse clã).

Mas não se engane: eu era tão lamentável com este clã quanto com qualquer outro.

Será que eu gostava dos Ravnos pelo poder do Quimerismo de criar ilusões para enganar os trouxas? Por que eram de um clã independente e eu não era muito simpática à Camarilla? Por que meus códigos morais podiam ser mais flexíveis? Por causa do visual cigano? Por que eu podia fazer um sotaque hispânico fajuto na hora de interpretar?

Só sei que, pelas pernas gigantescas e cinturas que tornavam inviável a existência de qualquer órgão interno (o que talvez se justifique pelo fato de serem vampiras), mostra que meu problema com proporção e anatomia claramente vem de usar quadrinhos americanos como referência para meus desenhos.

Ilustração a lápis de uma espiã segurando uma pistola

Prova 7. Desenho de outra personagem, mas dessa vez não era de RPG. Essa era a protagonista de uma história em quadrinhos que eu comecei a criar quando eu tinha uns 15 anos. Pela descrição que escrevi na época, ela era “uma espiã sem passado que busca justiça ao trabalhar para destruir a ditadura, mas descobre algo que mudará sua vida: uma cópia sua”. Qualquer semelhança com a Viúva Negra não será mera coincidência.

Ilustração a lápis da espiã sentada na janela de uma igreja com um vitral cheio de detalhes ao fundo

Prova 8. Estudo de uma capa para a HQ protagonizada por essa misteriosa espiã. O desenho do vitral de igreja ali no fundo eu provavelmente peguei emprestado de alguma revista do Demolidor.

Diversas folhas escritas com a história e o projeto da HQ

Prova 9. Esse meu projeto de HQ que eu chamava de “Insurreição” nunca foi muito além disso: desenhos soltos de personagem e um monte de papéis com a história deles, ideias desconexas de plot e o pano de fundo político-social que criou o mundo distópico onde a narrativa era ambientada.

Dentre todas as evidências reunidas nesta newsletter, essa é a que melhor explica a famosa pergunta: “por que você não faz mais quadrinhos?”. Não cheguei a desenhar um quadro sequer desta HQ, mas escrevi páginas e páginas da história. Fazer quadrinhos era só um pretexto para contar uma história, coisa que sempre fiz melhor escrevendo do que desenhando (mas eu ainda demoraria um pouco para sacar isso).

Detalhe que escrevi até um documento com os OBJETIVOS do projeto. Um dos itens era: “introduzir personagens que fujam de estereótipos”. Confesso que fiquei surpresa por relembrar que, lá pelos idos de 2003, bem antes de eu saber o que era feminismo, eu já estivesse tão preocupada com diversidade (mesmo só sabendo desenhar mulheres peitudas).

Duas ilustrações da Morte, uma a lápis, outra com metade finalizada a caneta e várias manchas de tinta

Prova 10. Por falar em peitos, esses esboços mostram uma época em que eu comecei a estudar um pouco de anatomia para tentar fazer corpos mais proporcionais – ou menos absurdos.

Essa foi uma tentativa de desenhar a Morte, dos Perpétuos. Às vezes eu fazia o desenho várias vezes para melhorar a pose, ou mudar detalhes da roupa ou ainda experimentar estilos e formas de finalização. 

Essa mãozinha estendida não sei o que significa. Pode ser a Morte chamando, ou pedindo uma esmola, ou ameaçando virar a mão na cara de alguém. Arte é múltipla interpretação, não é mesmo?

Página interna do zine com trecho da história em quadrinhos

Prova 11. Cheguei a zoar minha própria incapacidade de desenhar com proporções corretas em outro fanzine que tive nessa época. Chamava-se “Meu Estranho Mundo” e era uma história em quadrinhos misturando os acontecimentos da minha vida com maluquices inventadas, no melhor estilo “O Fantástico Mundo de Bob”.

Foi um fanzine que fez muito sucesso entre meus amigos (meu único público), mas só porque eles apareciam como personagens – e porque gostavam de se ver numa versão mais cabeçuda.

Neste exemplar, uma das amigas é encontrada amordaçada no deserto portando um símbolo que faz as personagens se lembrarem do professor de desenho que elas chamavam de “Saruman”.

Na lembrança, o professor passava por trás delas com um olhar julgador, enquanto elas desenhavam tensas. Quando ele via os desenhos, começava a esculhambar as garotas, dizendo coisas como “Esses desenhos estão um lixo! Sem proporção nenhuma, parecendo mais um ET do cabeção!” (esculhambação que de fato aconteceu, e até com toda razão).

“Mais uma edição finalmente finalizada. Não poderia deixar de agradecer a todos os meus fãs, que fizeram da 1ª edição um sucesso absoluto! Gostaria de publicar todas as milhares de cartas emocionadas, mas o espaço é pouco para tanto carinho. Jamais imaginei que uma história tão simples pudesse arrebatar tantos admiradores logo no primeiro número e esgotar os exemplares na primeira semana de venda! Isso prova definitivamente que não sou a única tosca no mundo!"

Prova 12. Acima a última página de uma das edições dessa coisa tonta que eu chamava de fanzine. Uma boa amostra de como eu me zoava por fazer uma HQ que quase ninguém ia ler – além de praticar a autozoeira o tempo inteiro durante a história. Mas até que é admirável não se levar tão a sério, né?

FB com capa do Homem-Aranha, e imagem da primeira página com minha apresentação

Prova 13. Eu não podia deixar de apresentar a você uma incrível tecnologia da época: o FB. Não esse FB que você está pensando; estou falando do Friend Book, uma espécie de “classificados” de amizade feita para passar de carta em carta. Pois é; nessa época eu me correspondia com meus amigos por CARTA, essa coisa de papel que você tem que enviar pelos CORREIOS e esperar DIAS pra chegar. 

O FB funcionava assim: a pessoa criava um pequeno bloquinho com o tema e visual de sua preferência; escrevia uma breve descrição de seus gostos acompanhado de seu endereço com CEP e mandava para alguma amiga correspondente. Essa amiga também escreveria seu endereço e suas preferências e encaminhava o FB para outra pessoa. E assim sucessivamente até acabar o espaço no bloquinho, quando a última pessoa a assinar o devolveria para a dona do FB.

No caminho percorrido, as pessoas salvavam o endereço daquelas que a interessavam para se corresponder com elas depois. Assinei muitos FB’s e fiz outros tantos. Mas esse com o tema do Homem-Aranha foi o único que voltou pra mim, acho. É, acontecia de gostarem de um FB e nunca mais devolverem (eu, inclusive).

O interessante é que eu usava FB como meio de divulgação dos meus fanzines. Na falta de Twitter, né.

Página impressa com o conto "Encontro com a Morte" e várias anotações a caneta

Prova 14. Pra finalizar, encontrei algumas cartas de amigos dessa época. Dentro de um dos envelopes, estava um dos primeiros contos que escrevi e que havia enviado a um amigo correspondente para saber o que ele achou. Leitor-beta antes de eu saber o que era leitor-beta.

Ele não só me deu a opinião, como teve o trabalho de revisar o conto e apontar melhorias que podiam ser feitas no texto. Eu não esperava por isso e nem tinha ideia de vários erros que havia cometido; mas ter um texto meu cutucado e revisado pela primeira vez me ajudou a aprender bastante (inclusive a receber críticas).

Porque, afinal, tudo isso que mostrei foi aprendizado. Não há aprendizado e evolução sem deixar um rastro de coisas toscas ou erradas pelo caminho. Não dá para esperar começar a fazer algo e já sair bom, perfeito, incorrigível. O processo é feio e isso faz parte.

Só espero que daqui a dez anos eu possa olhar dessa mesma forma para o meu processo de hoje; além de ser bom não se levar tão a sério, será um bom sinal de que consegui avançar mais alguns passos.

•••

Neste outro texto, uma continuação dessa conversa, onde conto mais sobre como fazer fanzines naquela época me ajudou a ser uma autora independente hoje.

 

Minha central de
newsletters


Hoje a indicação de links está concentrada no meu último post do Medium, em que fiz uma lista para reunir todas as newsletters que acompanho, acompanhei, ou que já me indicaram.

Visite a minha central de newsletters e sirva-se!

gif de uma cartinha sorridente saindo do envelope

A lista será sempre atualizada, então quando bater aquela vontade de assinar mais newsletters, volte lá para conferir o que há de novo.

E se tiver indicações de newsletters bacanas, gringas ou nacionais, só me falar por aqui ou deixar um comentário lá. Bora fortalecer o bonde das newsletters <3
 


E aí, como foi
o lançamento do livro?


MARAVILHOUSOR. Tanto em Brasília quanto em São Paulo, fiquei felizona com a presença de tantas pessoas queridas. A turminha de Bobagens não me decepcionou e marcou presença. Em São Paulo, até rolou um bate-papo que permitiu reunir vários leitores no que podemos considerar o I Encontro Bobagens Imperdíveis SP ♥︎

Você pode ver algumas fotos aqui e aqui.
 
gif da autora no lançamento com casal de leitores; a mão dele segurando o livro se move de forma bizarra
foto super espontânea e natural do evento em SP

Em julho será a vez do Rio. A você que cobrou, a você que pediu, a você que esperou: estarei no Rio de Janeiro em algum momento de julho que eu ainda não sei qual, rs. Mas assim que eu tiver a data confirmada, venho correndo contar pra você, combinado?



Leitora
sobre Águas-Vivas


A Júlia leu o livro e me mandou um email com um feedback tão intenso sobre por que a história a tocou tanto, que até fiquei balançada. Um trechinho:

"Me encontro num momento de repensar minha vida dos pés a cabeça, onde cada detalhe parece não me pertencer de fato. Não consigo deixar de associar a leitura do Águas-Vivas como parte primordial deste momento onde a existência me impulsiona para algo que eu ainda não conheço. Eu com certeza iria mais fundo se ouvisse o oceano me chamando para isto.

Existem diversas coisas que eu gostaria de dizer para você ou para qualquer outra pessoa sobre este livro e tudo que ele significou para mim. Fui tentar descrever a experiência da leitura dos últimos capítulos para uma pessoa querida e eu não conseguia dizer nada em meio ao pranto. Acredito que não consigo encontrar as palavras corretas, pois nas páginas deste livro pude encontrar o que nunca consegui expressar, essa relação louca e arrebatadora que tenho com o mar e tudo que ele representa para mim."

Júlia Saraiva
 


Águas-Vivas no
#LeiaMulheres!


O clube de leitura #LeiaMulheres do Rio de Janeiro escolheu As águas-vivas não sabem de si como o livro do mês de julho e eu rodopiei de emoção!

O encontro do clube será na Blooks Livraria de Botafogo, dia 20 de julho, às 19h30. Confirme presença lá no evento :)
 


Compre Águas-Vivas
rabiscadas


Se você ainda não comprou o livro, se você é um dos leitores que está esperando para comprar com dedicatória, é com felicidade que anuncio que SUA HORA CHEGOU! (ok, isso soou meio fúnebre, mas você entendeu).

Estou com alguns exemplares à espera de receber rabiscos para eu mandar com todo carinho para você, no conforto da sua casa. É uma ótima pedida para você que não conseguiu ir nos lançamentos ou que mora em cidades onde ainda não teve autógrafos, mas não vê a hora de pôr as mãos nessas águas-vivas.

Mas ó: os exemplares são limitados. Melhor garantir logo o seu! Não é papo de anunciante de varejo. É sério, tenho poucos, rs.

Comprando comigo você leva As águas-vivas não sabem de si com uma dedicatória oceânica exclusiva por R$ 38 + frete (valor válido para todo o Brasil). Quer receber o livro assinado pela autora sem sair de casa? Só clicar no botão abaixo.

Vários livros com águas-vivas dispostos em fileira
 
COMPRAR

•••

Senti que a carta de hoje foi extremamente boba. Eu me senti boba escrevendo. Que bom; não é por acaso que essa newsletter se chama Bobagens, né?

Sejamos mais bobos então, &lt;&lt;Primeiro Nome>>. Espero encontrar você na próxima edição e lembre-se que pode sempre espalhar esta edição pela internet feito espirro num dia frio, através deste link.

Beijos toscos,
 
Aline Valek

Nas edições passadas


Para ver o arquivo com as edições passadas, clique aqui.

Se curte receber meus e-mails, indique prazamiga, mandando este link. Obrigada!



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