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Prepara a barra de rolagem que hoje tem bobagem pra mais de metro

Sonho, realidade e leitura


<<Primeiro Nome>>,

uma vez me disseram que era um bom hábito, ao acordar, registrar o sonho enquanto ainda fresco na memória. Poucas vezes fiz isso, não o suficiente para cultivar esse hábito. Talvez porque sonolenta demais para manusear uma caneta ou mesmo conseguir acionar o gravador no celular – se mal consigo desligar o despertador, registrar um sonho seria exigir um pouco demais.

Nas vezes que consegui fazer, capturei apenas a sensação geral do sonho, sem os detalhes que já se esvaíram com a consciência, como remelas que tiro da cara quando me entendo desperta. 

Por exemplo, na vez em que sonhei que eu tinha um urso preto e selvagem como animal de estimação. O que eu fazia com o urso ou como eu consegui domesticá-lo, isso sou incapaz de lembrar. Ou ainda a vez que eu sonhei que o Aaron Paul dava em cima de mim e eu dava um fora nele. Um fora. Eu sei, bizarro. Ou quando sonhei que estava na praia (é o meu sonho mais recorrente, aliás), mas acordei e vi que continuava na merda.

Porém dessa vez o sonho foi tão vívido que até agora consigo me lembrar dos detalhes, de modo que lhe escrevo esta carta como forma de registro. Assim, se um dia eu esquecer, posso contar com você como back-up – e contando para você eu talvez me sinta menos louca?

Bem, a primeira parte que me lembro é de estar em um trem – não como os da CPTM, é bom frisar. Mas trens de longas viagens, com poltronas confortáveis e janelas por onde passam cenários como morros, campos e rios. Sei que é a primeira cena do sonho não só por ser a primeira de que me lembro, mas porque ainda estavam aparecendo os créditos na tela, com o nome das pessoas do elenco. Sério. Na hora do sonho, eu não me dei conta disso, mas agora penso que parecia um pouco com a primeira cena de Before Sunrise, sabe? Só que sem Ethan Hawke ou Julie Delpy no vagão comigo, infelizmente.



Eu estava indo para um evento, em outra cidade. Lembro de ter hesitado ao aceitar o convite, porque era um evento de blogueiros e eu havia explicado à organização da forma mais enfática que consegui que eu não debateria ou palestraria sobre feminismo. “Tudo bem”, eles disseram. Mesmo assim o convite estava de pé e aceitei. Eles pagaram a passagem, afinal.

No trem, eu ia lendo um livro da Amanda Palmer (que ela nem lançou ainda no mundo desperto). “Trust, goodwill and compassion are contagious, and hopefully we can build an internet that lot only rewards love and generosity, but lets hate drop to the bottom like the deadweight that it is”, dizia, e putz, era o que eu vivia dizendo e ninguém entendia. Era coisa do meu inconsciente e do que eu lembrava de um trecho que ela realmente divulgou no instagram, por isso ler o livro me parecia tão real. Aliás, por que eu estava lendo isso? Talvez eu estivesse me preparando para falar sobre clique de indignação no evento ou algo do tipo.

Não cheguei a me aprofundar muito nisso, porque logo fui interrompida. Era um pregador evangélico, que pediu a atenção dos passageiros por um momento para falar de Jesus, como o tirou das drogas, etc etc, leria um trecho da Bíblia, talvez até distribuísse panfletos no final. Como os pregadores que sempre aparecem em ônibus ou no metrô. Mas será possível que eles apareciam até em trem de viagem? Aí era demais. Me afundei na poltrona, virei a cara pra minha janela. Mas não adiantava, o cara falava alto:

“…e diz a palavra divina, diz a palavra do senhor que a foice e o martelo são instrumentos do demônio! Todo comunista perecerá diante do senhor! Porque, irmãos, todo movimento social é um ardil do encardido para colocar irmão contra irmão! E aí, ao invés de combater o caramunhão, o pai da mentira, o exu, o parede mijada, vemos o quê? Operário contra patrão, negro contra branco, mulher contra homem! Por isso o comunismo, o feminismo, o homossexualismo e todos os ismos são as armas do capeta, porque plantam a revolta no coração das pessoas!”

Um evangélico reaça. Obrigada, deus.

Eu não estava muito empolgada para saber até onde aquele inflamado discurso iria levar, então resolvi ir ao banheiro. Fiz um xixi básico, mas fiz questão de demorar o máximo possível para que, quando eu voltasse, o maluco já tivesse trocado de vagão.

O negócio é que na hora de voltar eu não consegui mais encontrar o meu vagão. Eu ia de vagão em vagão e nenhum deles correspondia ao que eu estava. E o pior é que eu tinha deixado o meu livro na poltrona e a mochila no bagageiro de cima. Que merda.

Passei por um vagão que estava todo ocupado por pessoas que vestiam roupas típicas de evangélico em dia de culto. Agora fazia sentido o pregador que invadiu meu vagão. Senti que as mulheres, com aqueles cabelos enormes e sem corte, olhavam com desprezo para mim, com esse meu “cabelo de homem”. Saí rápido dali. Passei pelo vagão restaurante, por um vagão livraria, por um vagão cheio de crianças, por um vagão boate, por um vagão dormitório, por um vagão onde ia a Fátima Bernardes e o Marcos Veras (e fiquei pensando se eles estavam tendo um caso). Mas nenhum deles era o meu vagão.

Como eu podia ter me perdido num trem? Sabe, era uma linha reta. Mas nem em sonho eu podia subestimar a minha capacidade de me perder.

Passei tanto tempo procurando meu vagão que, quando enfim encontrei um comissário de bordo (?), ele informou que já tínhamos chegado e que eu estava atrasada para o desembarque. Não sei como encontrei minha bagagem, mas quando saí do trem eu já estava com ela.

Fui andando da estação até o local do evento – as vantagens de uma cidade pequena, não é mesmo – e descobri que o evento seria justamente no colégio onde estudei desde a 4ª série até me formar no Ensino Médio. E o colégio não tinha mudado nadinha: os mesmos muros quebrados, as mesmas pixações na parede, as mesmas grades pintadas de verde, a mesma estrutura de pavilhões que fazia a escola mais se parecer com uma penitenciária (e meio que era, a começar pelos bandidinhos que se formaram ali).

O pátio estava movimentado, mas em vez de ir para o auditório, eu entrei num dos pavilhões e fui direto para a sala onde eu estudei acho que na sétima ou oitava série. Quem estava lá? Todos os meus colegas de classe do Ensino Médio. Até alguns colegas com quem fiz faculdade. Bem que o cara do trem falou que eu estava atrasada. 

O professor, um farsante que sabia tanto de matemática quanto um ator que interpreta um cientista sabe sobre física quântica, estava passando no quadro algum conteúdo sobre números imaginários, então resolvi escolher logo um lugar para me sentar. Quem mandou eu não aprender sobre números imaginários na escola? (Lembra dessa matéria?)

Para a minha sorte, trazia comigo meu caderno de anotações e uma caneta, que usei para copiar os números do quadro e tentar resolver as equações propostas pelo professor, enquanto pensava no quanto era triste ver que aquele professor de matemática – chamado Ronaldo – continuasse a dar aulas naquela escola mesmo depois de tantos anos. Fim de carreira, pensei. Claro que a esse ponto eu já tinha esquecido completamente que eu estava ali para um evento de blogueiros.

Eu também não estava muito confortável em encontrar as pessoas com quem estudei há tantos anos. Sempre rola um certo constrangimento, um confronto com a realidade e um momento de comparação: o que eu fiz da minha vida? Terei me saído melhor do que aquele menino que tinha uma letra horrível e sempre me pedia cola? Céus, ele já deve até ter filhos.

Então começou a rolar um burburinho nas carteiras logo atrás de mim. Um deles me cutucou e pediu para que eu participasse do que parecia ser o cântico de uma zombeteira música sobre a barriga do professor. “Pelos velhos tempos”, disse o ex-colega que, se me lembro bem, já me deu um empurrão uma vez na saída da aula.

“Cacete, vocês não cresceram? Cala a boca aí e sossega esse cu, que está tendo aula!”, eu irrompi de repente, em seguida me virando para frente ainda não acreditando que eu precisasse ter usado aquele tom com uma pessoa adulta. O silêncio caiu sobre a sala com o peso de um helicóptero e pude ouvir alguns “vishe” ao fundo. Tão típico.

Sem mais interrupções na aula, Ronaldo continuou a explicar uma das equações. O resultado, ele dizia, marcava em que ponto do Universo nosso planeta estava e ainda oferecia uma precisa previsão de quando esse ponto estaria em um local de convergência, ou seja, numa transição entre mundos. Nesse ponto, a matemática não dizia o que acontecia, mas era sabido que seria quando o planeta poderia ser invadido por uma outra civilização.

“Perguntas?” Claro que estava todo mundo doido pelo intervalo, mas tive que levantar a mão. “Quando seria isso, professor?”

“Se você fez corretamente o cálculo aí no seu caderno, não se esquecendo de extrair a raiz quadrada de x, você deve ver que vai ser ainda esse mês.”

De repente tudo fez sentido: as pessoas surtando nas ruas não seria só pelo preço da carne. Talvez, se eu tivesse escutado a pregação do evangélico reaça até o final, eu teria entendido isso um pouco mais cedo.

O sinal do intervalo tocou, uma sirene cheia de urgência que fazia os ouvidos zunirem, e todo mundo saiu da sala enquanto o próximo professor não chegava. Aproveitamos esse tempo para conversar e ~colocar o papo em dia~, em outras palavras, saber quem se deu melhor que o outro. 

Comecei a conversar com uma amiga com quem perdi contato assim que terminei o 3º ano, ela me contando, muito bem vestida, que tinha passado em um concurso público e trabalhava no Banco do Brasil. Fazendo o quê, eu nem sei, mas pareceu importante e bem remunerado, apesar de ela ter continuar morando na mesma cidadezinha.

“E você, o que fez todos esses anos?” Expliquei que agora estava morando em São Paulo e era escritora, no que ela fez uma cara de pena, como se com “escritora” eu quisesse dizer que dei errado na vida.

Ela disse que foi bom me ver mas que teria uma reunião de trabalho em meia hora. Correria, semana puxada, aquele papo. E eu só pensando que o planeta ia entrar numa zona de convergência, que possivelmente tudo que conhecíamos como realidade estava prestes a desmoronar, que aquele poderia ser, literalmente, o apocalipse, e as pessoas achando tudo normal e pensando em trabalho.



“It’s the end of the world as we know it and I feel fine”.

Se era o último mês antes do fim da Terra, eu precisava aproveitar. Lembrei que eu tinha um amigo que morava de frente da praia e, por acaso, não ficava muito longe do colégio. Agora, como eu passei anos estudando num lugar e nunca tinha percebido que ficava perto de uma puta praia, isso eu conseguia entender ainda menos do que os números imaginários.

Passar o apocalipse na praia me parecia a escolha óbvia, mesmo que eu estivesse longe de todos os meus parentes e amigos. A única coisa que me preocupava é que eu não tinha um biquíni!

Essa é a parte do sonho com uma trilha sonora bacana e várias cenas minhas numa loja experimentando mais modelos de biquínis e maiôs do que eu seria capaz de usar em uma vida inteira.  Parecia uma cena daquele filme francês com um caso de amor a três, Voir La Mer, só que eu uma versão menos magra e desavergonhada da moça francesa do filme. Eu estava procurando um maiô que me deixasse com o corpo da Beyoncé, mas a loja disse que estava em falta. Acabei levando um biquíni de bolinhas comum.

Roupa de banho comprada, parti para a casa do amigo. Eu não tinha avisado que estava na cidade, mas achava que ele não veria problemas em me hospedar por alguns dias.

Cheguei lá e toquei o interfone até ele derreter e nada do amigo aparecer. Um cara que estava passando pela rua veio até mim dizendo que morava ali do lado e sabia que não tinha ninguém em casa. “Ele já foi embora, hoje de manhã”, o cara avisou, ele mesmo carregando o carro com várias caixas. “A evacuação já começou, não ficou sabendo?”

Claro que não fiquei sabendo, meu 3G não tinha pegado desde que cheguei naquela cidade, como eu poderia saber de qualquer coisa?

“O Desfile vai começar hoje à noite, depois da novela das 18h.” A esse ponto todos já estavam se referindo ao cruzamento intergaláctico como “Desfile”, porque também era sabido que o fenômeno faria as estrelas de outra dimensão cruzarem o céu do nosso planeta como uma escola de samba na passarela. Pelo menos era o que todos esperavam. Então olhei meu caderno com os cálculos todos para conferir e era isso mesmo: seria aquela noite.

Não perdi tempo e fui para a praia. A areia estava quentinha, o mar estava perfeito, lindo, águas cristalinas. Não estava muito ensolarado, mas eu já estava satisfeita. Passei num barzinho a beira-mar para comprar uma água de coco antes que eles fechassem e estava passando na TV o anúncio sobre o Desfile, sobre as evacuações acontecendo pelo país e sobre o toque de recolher. Quem iria narrar a entrada da Terra na zona de convergência seria o Galvão Bueno, uma prova de que o evento era mesmo importante.

Sentei na areia e fiquei olhando para o céu, esperando a merda toda acontecer. Pouco mais de uma hora depois do pôr-do-sol, um clarão começou a surgir no mesmo ponto a oeste onde o sol se deitou sobre o mar. Foi quando eu percebi que havia algo errado.

Era um estrondo de arrepiar a espinha, e a ele se seguiu a monstruosa visão de um cortejo de carruagens tão grandes que fizeram a Terra estremecer só de passar pela sua órbita. Ao meu redor, alguns grãos de areia levitavam. As luzes de todas as cores, inclusive as nunca antes vistas pelo olho humano, cruzavam o céu violentamente. Era possível ver também animais voando e seguindo as carruagens. Tinham pescoços compridos, moviam-se como dragões chineses e tinham um corpo grotesco como os dos extintos dinossauros aquáticos. Nem para o filme d’Os Vingadores imaginariam tantos efeitos especiais em uma invasão alienígena.

Seja quem ou o quê estivesse pilotando aquelas gigantescas carruagens, nada poderíamos fazer contra eles. Estava acabado mesmo.

Quando baixei os olhos do céu, eu já era outra pessoa. Eu era Don Draper, um publicitário nova-iorquino de carreira brilhante que resolveu jogar tudo para o alto e ir para a praia repensar sua condição existencial. 



Lógico que eu não esperava que o Desfile fosse ser um evento apocalíptico e agora eu estava diante de um acontecimento que simplesmente destruía tudo que até então todos acreditavam, algo que picotava em mil pedacinhos nosso próprio senso de realidade. O que aconteceria agora? Do que adiantava todas as mulheres que comi e todas as que ainda eram loucas para transar comigo se eu nada podia fazer contra aquela estrondosa e perturbadora verdade?

Peguei o meu carro e fui para casa. Talvez não tivesse sido uma boa ideia ignorar o toque de recolher. Mas me sentia como se nem no mais seguro dos bunkers eu fosse estar a salvo; sentia que havia olhos sobre mim, e eles saberiam onde estou não importava para onde eu fosse.

Chegando em casa, liguei a TV, que mostrava com detalhes o que estava pairando sobre o céu do nosso planeta. Fiquei me perguntando onde eles posicionaram as câmeras para conseguir imagens tão boas.

Especialistas diziam que os alienígenas ainda demorariam para atravessar nossa atmosfera e de fato invadir a Terra. Eles já tinham comunicado às autoridades que iniciaram o período de observações, vigiando a atividade terráquea. O expediente no dia seguinte, portanto, deveria voltar ao normal.

Inclusive para mim, pelo jeito. Meu telefone tocou, era da agência. O diretor de criação queria que eu pensasse numa campanha para convencer os alienígenas a não escravizar ou desintegrar a raça humana, o que achei no máximo um inconveniente, e não um grande absurdo – sem sequer considerar que, se eu era Don Draper, eu é que deveria ser o diretor de criação. Nessas horas a gente não consegue raciocinar muito bem, né?

Comecei a lamentar que a Terra não tivesse sido destruída antes de eu receber mais um job. A última coisa que eu queria pensar era num roteiro de filme de 30 segundos e só de pensar nisso meu estômago ardia. Esse negócio de publicidade não era pra mim, quando iam entender isso?

Olhei para a garrafa de uísque na mesinha do canto da sala e vi nela um conforto silencioso, quase um discurso motivador que depois me ajudaria a encarar papel, caneta e algumas horas de brainstorming.

Quando dei por mim novamente, eu era Aline, deitada na minha cama em São Paulo. Acordei desorientada, mas impulsionada a registrar tudo isso o mais rápido possível – embora eu não tenha certeza se saí mesmo do sonho.

Vai que.

A realidade não tem graça


Eu não sou mutante. Eu não faço parte de nenhuma liga de super-heróis. Também não saio por aí combatendo o crime sozinha. Eu não ganhei na loteria. Eu não troco correspondências com nenhum habitante do planeta Kepler 22-B. Para falar a verdade, eu nunca conheci nenhum alienígena.

Eu não tenho uma cauda. Eu não sou Jesus Cristo reencarnado. Ou Buda. Ou Saramago. Não tenho nenhum amigo que tenha nascido há mais de cinco mil anos. Também não conheço ninguém que tenha conseguido a imortalidade e depois enlouquecido por não conseguir morrer. Eu não sou uma espécie pré-histórica recentemente descoberta nos esgotos de uma grande cidade. Também não conheço ninguém que tenha feito uma descoberta do tipo.

Eu não acordei transformada em uma barata. Eu nunca viajei no tempo. Nem para a época em que essa terra era dos índios e dos espíritos da floresta, nem para daqui a seiscentos mil anos, quando provavelmente haverá algo que valha a pena ser visto.

Eu não moro em uma casa assombrada por demônios vingativos que derrubam panelas e vestem as minhas roupas para aparecer de madrugada nos corredores. Eu não vejo dinossauros pela minha janela enquanto trabalho. O governo não está trabalhando em uma vacina para conter a epidemia que faz as pessoas perderem os sentidos gradualmente, começando com o olfato e indo até a visão.

Por isso, eu fico esperando encontrar alguém que me conte coisas assim. Mas eu leio os blogs e ninguém fala sobre pessoas que não existem. Todos parecem interessados demais na realidade, em diálogos que aconteceram, em pessoas que conheceram, em notícias que os jornais deram.

Um cara muito famoso uma vez disse que a ficção existe para que a realidade não nos destrua. Algo mais ou menos assim. Não que a realidade não nos sirva; ela apenas não tem graça. Quer dizer, até tem. Porque podemos viver em um mundo que não tem lobisomens ou super-heróis, mas o sentido de viver nesse mundo é justamente poder inventar tudo isso.

Daqui.
 

Indicação de leitura


Poucas leituras me satisfazem tanto quanto aquelas que me incomodam.

Pude perceber isso com mais clareza em uma de minhas últimas leituras, o romance policial & aventureiro “A Última Expedição”, de Olivia Maia.

Como a própria Olivia resumiu: “Um médico gringo que desapareceu em algum país vizinho, enquanto pesquisava alguma planta estranha. Um grupo de degenerados brasileiros contratados para encontrar o pesquisador e um empresário cheio de segundas intenções”.

Esse livro foi uma leitura que me deixou desconfortável. 

No texto da semana no meu blog eu explico por quê, mas aqui adianto: o livro não me deu nenhuma resposta fácil. Eu tive que suar para buscá-las. É como se a autora tivesse colocado o jogo no hard – e me colocado não como espectadora da aventura, mas dentro dela.

Vai lá ler – o post e o livro ;)

Resultado do sorteio


Na edição 20 lancei o sorteio de um modesto regalo para os assinantes da newsletter. E de lá para cá foram 313 inscritos no sorteio. Uôu. A todos que participaram da brincadeira, recebam meu beijo polvilhado de amor e gratidão, vocês são firmeza!

Mas é hora de conhecer quem ganhou o tal Caderno do Desapego, contendo:

- 64 páginas
- 01 capa rabiscada
- sandices
- bobagens
- rabiscos e textos sem o menor compromisso de fazer sentido
- 01 marcador de páginas surpresa

 
Metodologia do sorteio:

 

Brincadeira, usei o site Sorteador :)

E o prêmio vai para:


Parabéns, Linda Viana! Responda a este e-mail me passando o seu endereço para eu fazer o envio do presente! (se eu não receber resposta faço um novo sorteio)

Amei esse negócio de mandar presentes, acho que vou fazer mais vezes :B

Pague a autora


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É claro que se você não puder, não vou ficar chateada.

Esse texto é apenas para que você saiba que, se você quiser fazer, você pode :)

Obrigada!

♥︎

 
♥︎
♥︎
it's over

É, acabou.

Espero que tenha gostado e não se esqueça: semana que vem tem mais! Se eu não ficar presa em nenhum sonho maluco sobre apocalipse, claro.

O gif acima é de um artista F O D A, o Alex Grigg, que faz várias ilustras e animações incríveis e publica algumas no tumblr dele,
Joy Box. Sério, dá para passar horas navegando no site dele se maravilhando com o traço dele, tão leve, tão espontâneo.

Divirta-se ;)

Beijos sonolentos (mas sem remelas),

Aline
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Copyright © 2014 Aline Valek :: Escritora, Todos os direitos reservados.


 
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