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Palavra do dia: “cefeida"

Bobagens Imperdíveis Ano 3 Edição 105


Antes de começar a edição de hoje, um lembrete: a newsletter não é mais semanal, desde a #100. Muita gente tem me procurado para dizer que não está mais recebendo a newsletter, mas foi apenas a periodicidade que mudou. Agora chegarei a você duas vezes por mês. Expliquei aqui. E você sempre pode dar uma olhada no arquivo para ver a última edição enviada. Don’t panic. Combinado? Então vamos nessa.

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“Isso é porque tenho Marte em Gêmeos, aí já viu, né” é o tipo de comentário que escuto com alguma frequência. Geralmente seguido da minha melhor cara de “não faço ideia do que você está falando, mas algo no tom do seu comentário sugere que é o tipo de coisa básica que eu deveria saber, mas como faltei a essa aula, vou apenas balançar a cabeça e concordar”.

Acho espantoso tanta gente saber com tanta certeza onde fica Marte no mapa astral. Eu não sei dizer com a mesma certeza onde fica Marte no céu. Um dia, afastada da cidade, olhei para cima e vi um ponto luminoso destacado na noite estrelada. Seria Marte? Ou Júpiter?

Um ponto longínquo, borrado e indefinido. Talvez seja assim que muita gente enxergue a ciência. Distante como os planetas. Inacessível. Não é para nós. É coisa de cientista, alguns dizem. É de gente de “exatas”, outros afirmam. Não é para todo mundo.

Mas como isso aconteceu? Tivemos contato com ciência na escola. Estamos cercados de coisas criadas pela ciência, ou ainda de um mundo que as ciências – nas mais diversas áreas – nos ajudam a entender.

Mesmo assim, não é um assunto tão comum ou que desperte tanto interesse quanto astrologia, por exemplo. Todo jornal tem uma seção de horóscopo, mas pouco ou nenhum espaço para falar de astronomia. Por quê?

Olhando assim parece até coisa de alienígena, que não faz parte do nosso cotidiano, que não nos pertence. Mesmo tendo sido apresentados à ciência, viramos a cara, como uma velha conhecida que temos vergonha de cumprimentar na rua quando esbarramos com ela anos depois.

Por que é tão fácil acreditar em tudo, mas tão difícil dar crédito ao conhecimento produzido através da ciência? De onde vem essa rejeição? O que explica essa falta de interesse?

O que é aquele ponto brilhando na noite escura?

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Depois da última edição, em que falei sobre fazer as coisas sozinha, resolvi trazer mais mãos para tecer o texto de hoje. Pra você ver que realmente estou me esforçando! Aos poucos vou rompendo minhas dificuldades em trazer mais pessoas para perto; o que nesse caso descobri como uma experiência maravilhosa.

Convidei uma leitora muito querida de Bobagens Imperdíveis, a Ana Carolina, para participar desta edição. Nos e-mails que trocávamos em resposta à newsletter, as estrelas eram um assunto dominante; foi nessas que descobri que Ana é formada em física – e o que me fez pensar, quando tive a ideia para o tema de hoje, que ela seria a pessoa ideal para me ajudar.

Eu queria descobrir não uma fórmula, uma nova constelação ou uma espécie desconhecida; mas saber a relação de uma pessoa com a ciência. Será possível enxergar esse método de produção de conhecimento através das lentes de uma história humana?

Então Ana me contou sua história. Várias delas.

Criança, ela já pensava em fazer biologia (e nisso me identifiquei muito; a pequena Aline pensava em ser bióloga marinha, o que sabemos que não ocorreu. Cresci e o máximo que me aproximei disso foi escrever livro sobre cientistas fazendo pesquisa no fundo do oceano. A gente faz o que pode, né?).

O interesse e a vontade pela biologia veio de seu gosto por bichos, mato, natureza. “Fui escoteira, então sempre estava no meio do mato, apesar de morar em São Paulo. Mas não fazia ideia do que era fazer ciência.” A pequena Ana encontrou no contato com a natureza, que existe para todos e é o recurso mais básico disponível, os primeiros estímulos para se interessar por ciências. Quantas perguntas não pairam entre as árvores, debaixo das correntezas do rio, no modo como vivem os animais?

“No ensino fundamental”, ela continua, “tive um ótimo professor de matemática que me incentivou bastante. No ensino médio, tive alguns professores de física que tinham conhecimento em astronomia e acabaram me ajudando a enveredar para esse lado. Ainda no ensino médio fiz alguns estágios relacionados com astronomia.”

Quando começou a faculdade, onde realmente teve um contato mais forte com o método científico e processo de pesquisa, sua ideia inicial era seguir na astronomia.

Não é impressionante a atração que os corpos celestes exercem sobre nós? Sim, também me refiro à força gravitacional, afinal, pisamos sobre um pedaço de rocha que gira no espaço em torno de uma imensa bola de fogo; mas falo principalmente dessa atração que nos fez, desde o início de nossa história, olhar para o alto e desejar entender nossa vizinhança cósmica. No interesse de Ana, um exemplo vivo disso.

Mas, tal qual um pedaço de meteorito sendo desviado de sua rota ao colidir com outro, Ana acabou seguindo um rumo diferente. Na época em que entrou na faculdade, astronomia era uma habilitação dentro de física, que tinha uma série de matérias específicas da área. Ela conta que na semana de recepção aos calouros, acontecia uma tarde de visita a alguns laboratórios do Instituto de Física, onde dava para ter uma ideia do que se fazia por lá. “Acabei fazendo uma iniciação científica, um tipo de estágio de pesquisa, na área de física médica, onde estou até hoje."

"Apesar de ser física, eu estou em uma área de fronteira, bastante interdisciplinar, então acabo me deparando com bastante coisa de outras áreas, digamos assim”. É aí que as ciências biológicas entram na história de novo. De certa forma, o desejo da pequena Ana de fazer biologia acabou se realizando, talvez não do jeito que ela imaginava, no trabalho que ela faz hoje dentro da física.

“Desde que comecei nesse laboratório onde trabalho, desenvolvi alguns projetos, todos relacionados com uma terapia chamada fotobiomodulação. Basicamente, é uma terapia usada por médicos, fisioterapeutas, dentistas, dentre outros profissionais de saúde, para tratar lesões, processos inflamatórios, dores agudas e crônicas. É um tratamento feito normalmente com um laser, que tem baixa potência e que fornece energia para as células. Importante não confundir com lasers cirúrgicos, de alta potência, que fazem cortes e cauterizações, por exemplo.”

“Eu entro com a parte mais física da coisa. O efeito da terapia é comprovado, mas seus mecanismos de ação ainda não são bem conhecidos; então minha pesquisa tenta olhar para esse lado. No mestrado e nos projetos de iniciação científica fiz projetos sobre fotobiomodulação. No doutorado, investigo se a fotobiomodulação tem efeito nas propriedades mecânicas da célula, como sua elasticidade ou estrutura.”

Eu, que nunca tinha ouvido falar em fotobiomodulação, fiquei impressionada. Quantas coisas ainda não foram descobertas? Quantas coisas já foram descobertas e estudadas e sobre as quais ainda nem ouvimos falar?

Perguntei a Ana se ela se considera cientista. A pergunta me soava óbvia, mas eu estava interessada na percepção dela a respeito dessa palavrinha. E não é das perguntas consideradas óbvias de que partem os cientistas para descobrir novos aspectos sobre o mundo? Me sentindo uma Isaac Newtonzona, me permiti fazer a pergunta e me surpreendi.

“Engraçado você perguntar isso”, ela respondeu. “Faz pouco tempo eu estava pensando no assunto: eu me considero cientista, pesquisadora ou o quê? Acabei indo ao dicionário ver se ele podia me ajudar a decidir. Segundo ele, cientista é ‘homem ou mulher da ciência’ e pesquisador é ‘aquele que pesquisa’. Acho que posso me considerar cientista, mas não sei se eu exatamente me considero.”

“O que vem à minha mente quando ouço ‘cientista’ é aquele pessoal que faz grandes descobertas, pessoas renomadas. Einstein, Newton, Marie Curie, ganhadores de prêmio Nobel. Gente que faz descobertas relevantes, que ficam para a posteridade, o que (ainda) não é meu caso :)”

“Mas certamente considero os professores do meu laboratório cientistas. Apesar de não serem famosos e não terem ganho Nobel, eles fazem ciência e vivem disso. No meu caso, não tenho uma posição fixa e confortável que me incentive a fazer ciência e a viver disso. Sou cientista por enquanto, mas pode ser que ano que vem ou no outro eu tenha que ir trabalhar em um banco para poder pagar as contas. Faz sentido?”

Ô se faz. Fazer arte ou ciência são coisas que se cruzam nesse ponto. Ter que lutar por financiamento, reconhecimento, não saber até quando será possível continuar aquele trabalho. E continuamos, motivados por um impulso teimoso, pela vontade de fazer aquilo até onde der. Uma atração tão forte quanto a que faz a lua se deslocar ao redor do nosso planetinha azul.

Perguntei então o que ela acha que se forma na cabeça das pessoas no geral quando se diz “cientista”.

“Acho que aquele cara meio doido, que não tem vida e vive dentro de um laboratório… ou o vilão da história. A ficção não ajuda muito na visão do cientista. A mídia também não ajuda muito, já que tenho a impressão de que os cientistas são vistos como os detentores da verdade inquestionável que vêm para acabar com os sonhos (ou devaneios) das pessoas (cof homeopatia, cof astrologia cof cof).”



“Outra coisa que acontece é que, como as pessoas têm dificuldade de entender o processo de como se faz ciência, às vezes os jornalistas não conseguem transmitir bem determinados resultados”.

Lembra quando foi confirmada a existência do Bóson de Higgs? Acho que isso é um exemplo do que a Ana está falando. Lembro que na época as manchetes e as matérias tentavam traduzir ou resumir todo um processo extremamente complexo a fim de que as pessoas leigas entendessem.

Era comum encontrar títulos como “cientista descobre pista que pode confirmar existência da ‘partícula de Deus’”. Falar em “partícula de Deus” levou muita gente a um entendimento bastante literal, e é claro que teve quem interpretasse que finalmente a existência de deus pudesse ser comprovada cientificamente (!!!).

Também aconteceu de distorcerem ou interpretarem errado alguma declaração de cientistas, para levar a um entendimento completamente falso sobre determinada pesquisa. Foi o caso de Michio Kaku, renomado físico e um dos desenvolvedores da Teoria das Cordas. Pegaram algo que ele falou, torceram e retorceram, e criaram em cima disso um boato doido de que ele teria encontrado evidências que vivemos num universo criado por Deus.

Esse é o perigo de não falarmos a língua da ciência. Como não nos importamos em aprender o vocabulário básico, ficamos vulneráveis, podemos ser facilmente enganados. É como se um gringo que não entendesse nada de português viesse ao Brasil e, de zoeira, alguém ensinasse a ele que no Brasil “eu te amo” se fala “bunda suja”. Fazemos papel de trouxa.

As pessoas confiam em qualquer um lhes dizendo que tem poderes paranormais e entorta talheres com a mente (como contei na edição #103), mas desconfiam imensamente do método científico. Desconfiam porque têm dificuldade de entender. Mas a Ana explica resumidamente:

“Basicamente, o método científico é o modo como fazemos ciência hoje, em que a teoria está sempre sendo testada com experimentos e sendo alimentada por novos dados vindos desses experimentos. Usamos a estatística para interpretar os resultados e diferenciar o que é devido à aleatoriedade e o que não é. Esses são os dois fatores essenciais para que o método científico seja aplicado adequadamente”.

confiando na ciência

Pensar de forma científica não é só para cientistas. Esse método pode ser uma postura diante da vida. Podemos tomar posse desse método no nosso dia a dia, quando lemos o jornal, ou tentamos experimentar uma nova receita, ou buscamos descobrir a causa de uma insônia, ou fazemos uma autocrítica, ou conversamos uns com os outros.

Como já disse o físico e astrônomo Carl Sagan: “a ciência é mais do que um corpo de conhecimento, é um modo de pensar.” 

Ana aplica o pensamento científico para todo tipo de coisa e chega a ser algo até automático no seu cotidiano. Por exemplo, em conversas. É uma forma de aplicar o método científico perguntar para a outra pessoa de onde ela tirou aquela informação, mesmo que para coisas bobas, triviais. “Sempre cite suas fontes!” 

É uma postura científica não ter medo de fazer perguntas, por mais (aparentemente) óbvias que sejam. Ou não ter medo de dizer “não sei”. Assim como não se apegar a certezas demais; afinal, o próprio método científico prevê que determinado conhecimento seja sempre revisado, testado e atualizado.

Ana contou outra história sobre como ela encontra o pensamento científico na sua vida, e que talvez a revele como uma pessoa, como ela mesma diz, “exatóide”: 

“Uma vez fui escrever uma receita de um bolo de liquidificador. Primeiro precisava colocar os ingredientes líquidos, bater e ir adicionando os ingredientes em pó com o liquidificador ligado, se não a massa ficava pesada e ele não conseguiria voltar a bater. Quando estava escrevendo essa parte da receita, a primeira coisa que me veio à cabeça pra escrever foi ‘deixar o liquidificador ligado, se não ele perde a inércia’. Quando me dei conta, comecei a rir e depois escrevi com termos menos técnicos, rs!”

A ciência está MUITO na cozinha (tanto é que Ana até já escreveu um blog sobre comida!), mas o que sempre a fascinou e ainda a fascina é o céu. Constelações, estrelas, planetas, como diferenciá-los.

A astronomia, que para ela se tornou um hobby (o que ela achou ótimo no fim das contas, porque assim a rotina do trabalho acaba não desgastando sua paixão pela área), é fonte de muita informação fascinante. Perguntei que tipo de conhecimento a empolga tanto que a faz sair por aí contando para todo mundo e ela respondeu:

“Você sabia que quando olhamos para o céu vemos o passado? E várias épocas diferentes, porque a luz das estrelas que estamos vendo demorou muito tempo para chegar até aqui. Muitas dessas estrelas que vemos nem existem mais, mas sua luz ainda chega. E as estrelas que formam uma constelação não estão necessariamente próximas umas das outras no espaço.” 

A ciência é mais que números, fórmulas, teorias complexas e muita experimentação; é também sobre histórias. Ana lembra de algumas que a emocionam e a inspiram: 

“Sempre há cientistas que admiramos, do tipo ‘quero ser como ele/ela quando crescer’. No meu caso, é a Marie Curie; física, química, primeira mulher a ganhar o prêmio Nobel, primeira pessoa a ganhar DOIS prêmios Nobel. Teve sua vida pessoal mais comentada do que o seu trabalho, mesmo assim não permitiu ser limitada. Descobriu muita coisa, apesar de todas as dificuldades e convenções sociais. Dedicou a vida à ciência e morreu em consequência dela, dos efeitos da radiação que ela estudava e que, na época, não se sabia potencialmente fatais.” 

A radiação também é a área de estudos de outra cientista que a inspira: Emico Okuno, física e professora aposentada do laboratório onde Ana trabalha.

“Emico Okuno vai fazer 80 anos e continua na ativa, tem uma cabeça super boa e também está no time que dedicou a vida à ciência. Lançou vários livros, fez muita pesquisa e é inspiração para todos nós no laboratório. Ela não teve um caminho muito fácil. É de família japonesa, do interior, mas conseguiu vir para São Paulo estudar e fazer faculdade, trabalhou com cientistas brasileiros importantes e ela mesma é um nome de referência quando se fala em radiação.” 

Marie Curie e Emico Okuno

Olhar para as histórias contidas nas ciências é olhar para aqueles pontos distantes no céu e passar a percebê-las não só como definidas, mas com nomes; próximas. Marie, Emico, Ana. Albert, Isaac, Neil. Tantos e tantas. Fazendo ciência aqui, perto de nós, entre nós. 

Não por serem iluminados ou especiais. Mas porque perceberam que a ciência estava ao alcance desses nossos braços (e cérebros) hominídeos. E não está ao seu, ao meu alcance também?

Temos o privilégio de viver no auge da era da informação. Vamos continuar olhando para o dedo quando nos apontarem para o céu… ou finalmente vamos conseguir enxergar a lua?

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Indicações do coração

A lista de indicações de hoje foi elaborada com a ajuda da Ana. Trouxemos várias dicas, especialmente de canais do Youtube, com conteúdo científico acessível para aprendermos um pouquinho mais todos os dias :)

O Mundo Assombrado Pelos Demônios, de Carl Sagan. Falo tanto de Carl Sagan que não é segredo nenhum que sou fã. Neste livro, meu cientista favorito vem mandar a real sobre as pseudociências e esoterismos que muita gente leva a sério, ao mesmo tempo que, de forma leve e bastante próxima, como numa conversa, nos explica muito sobre o fazer ciência. É um daqueles livros que considero essenciais, e se você não leu, considere com carinho a ideia de inclui-lo em algum momento em sua lista de leitura. Um trechinho: “Se ansiamos por acreditar que as estrelas se levantam e se põem para nós, que somos a razão da existência do Universo, a ciência nos presta um desserviço esvaziando nossa presunção?” 


Uma senhora toma chá, de David Salsburg. Ana: “É sobre o primeiro estudo que desencadeou o desenvolvimento da estatística, e envolve uma senhora que disse saber quando colocavam o chá no leite ou o leite no chá, e sobre como um grupo de cientistas podia averiguar isso de forma confiável”. Estatística também envolve histórias e é isso que esse livro traz: partindo de histórias como essa do chá, o autor mostra como a estatística transformou os métodos de pesquisa e ajudou a aumentar a credibilidade da investigação em áreas como medicina, política e publicidade. Você pode ler o início do livro aqui


Cosmos, a spacetime odyssey. Seriado de dez episódios apresentado pelo maravilhoso Neil deGrasse Tyson, está disponível na Netflix e é uma das coisas mais emocionantes e fascinantes que já assisti. Fala sobre a vida, o Universo e tudo o mais, com uma linguagem envolvente e efeitos especiais incríveis. Além disso, traz trechos em animação contando a história de vários cientistas e suas descobertas. Essa série é um remake do Cosmos dos anos 80, apresentado pelo Carl Sagan. Minha indicação é que você assista às DUAS. Apesar de ser um remake, os episódios são completamente diferentes. A série antiga pode não ter efeitos especiais tão impressionantes (pra nós, mas imagina na época), mas é linda e cheia de coisas para aprender. Aqui, um trecho de Carl Sagan falando sobre os problemas da astrologia.

Neil deGrasse Tyson

Nerdologia. Canal no Youtube apresentado por Átila, biólogo, que traz diversos temas e é sempre uma aula. Ana: “fala de diversos tópicos com uma visão científica, é muito bom. Ele lança um vídeo por semana, e sempre que fala de assuntos que não conhece conta com a ajuda de pessoas da área.” 

Canal do Slow. Apresentado por Estevão Slow, esse canal tem sido o que mais gosto de acompanhar ultimamente, especialmente por trazer os assuntos com uma linguagem de conversa, bem de bróder mesmo. Ele é da área das ciências biológicas, mas também traz diversos vídeos sobre história e cultura.

Minute Physics e Minute Earth. São dois canais em inglês indicados pela Ana; o primeiro traz vídeos curtos sobre física e explicações sobre fenômenos, em geral de maneira acessível (tudo explicado com desenhinhos). O segundo segue essa linha, mas voltado para assuntos relacionados à biologia.

Vsauce. Outro canal que amo ♥︎ Michael costura vários temas nos seus vídeos, nem sempre sobre ciências, mas sempre com curiosidades e temas interessantes. Ah, é em inglês.

Physics Girl. Indicação bacana da Ana, para valorizarmos conteúdo científico produzido por mulheres. Nesse canal (em inglês), Dianna Cowern mostra a física por meio de experimentos, questões do dia a dia e assuntos espaciais.

Drauzio Varella. Com bastante clareza, o doutor Drauzio explica em vídeos rápidos algumas questões de saúde, tira dúvidas (o vídeo de melhores momentos do hangout sobre o Zika vírus é um bom exemplo) e também traz conteúdos diversos, como entrevistas e mini-documentários.

Healthcare Triage. Outra indicação na área da saúde, esse canal (em inglês) tem um conteúdo acessível e super bem produzido (adoro quando usam recursos de animação para explicar as coisas) e com questões polêmicas, como esse vídeo que questiona: a maconha é prejudicial à saúde? Ana: “Ele fala sobre temas possivelmente polêmicos de saúde e o que as pesquisas científicas apontam. Algumas coisas são bem específicas dos EUA, mas ainda assim são muito interessantes.” 

Sci Show. Em inglês, o canal é apresentado por Michael Aranda e Hank Green (irmão do autor de “A culpa é das estrelas”) e explora o inesperado, o curioso e o instigante com uma abordagem científica bem acessível em vídeos curtos.

Veritassium. “Às vezes as perguntas mais simples têm as mais impressionantes respostas”, diz o apresentador do canal (em inglês). Em um dos vídeos, ele vai a alguns dos lugares mais radioativos do mundo – inclusive numa mina onde o urânio foi descoberto e onde Marie Curie obteve a matéria para seus estudos. Ele também vai no laboratório onde ela trabalhou e fez suas descobertas ♥︎

Milagres ocultos do mundo natural, por Louie Schwartzberg. Para finalizar a lista, uma palestra do TED (com legendas em português) que traz imagens impressionantes que não somos capazes de captar com nossos olhos, mas que a tecnologia nos ajuda a desvendar. Seres microscópicos; coisas que se movem muito devagar, como plantas crescendo ou a Terra se movendo como um organismo vivo; ou ainda coisas que se movem muito rápido, como o bater de asas das libélulas. O mundo ao nosso redor já é maravilhoso e fascinante por natureza; e a ciência, essa linda, nos ajuda a enxergá-lo e entendê-lo melhor.



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Colaborou com esta edição Ana Carolina de Magalhães. Formada em física, tem mestrado e doutorado na área de física médica. Pesquisadora e cientista, cética e desconfiada. Leitora de ficção científica, também divide seu tempo livre com o artesanato e as plantas.

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Março foi um mês puxadíssimo por aqui. Também por isso esta edição está chegando bem na fronteirinha do mês, me dando aquela gloriosa sensação de desespero por achar que não ia conseguir e então conseguir por um triz.

Apesar da correria, foi um mês que me deixou muitíssimo satisfeita. Estive trabalhando nos ajustes finais do meu livro e olha, a Fantástica Rocco está cuidando com todo o carinho dessa história que em breve, MUITO em breve, você vai conhecer.

Se você acompanha a newsletter há mais tempo, já sabe do que estou falando. Desde final de 2014, enquanto ainda escrevia o que se tornaria meu primeiro romance de ficção científica, ficava falando de livro do oceano pra cá, aquele livro do oceano pra lá.

Pois é. Não tem mais essa de livro do oceano sem nome definido. Depois de muito deliberar, de muito buscar alguma resposta ouvindo o mar em conchas de praia, cheguei a um nome definitivo!

O livro se chamará As águas-vivas não sabem de si e você está sabendo disso em primeira mão aqui pela newsletter :)

Tô aqui me segurando de ansiedade para poder finalmente te apresentar ao livro, mas fique por aí que volto a qualquer momento para te trazer mais novidades oceânicas. Enquanto isso fique com esta hipnotizante água-viva e nos vemos de novo em abril:



Beijos científicos,

Aline.


Para ver o arquivo com as edições passadas, clique aqui.

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