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Sua leiturinha de todo sábado.


Imagine que a internet é uma aula de Educação Física dos seus tempos de colégio. Eu sei, a comparação é meio absurda, mas viaja comigo na ficção. Estamos naquele momento de escolher os times da queimada (no meu caso era queimada, mas substitua pelo esporte de sua preferência ou lembrança).
 
Todo mundo ali vai entrar no jogo, ninguém será excluído. Mas alguns coleguinhas serão prioridade, porque arremessam melhor a bola ou porque são artilheiros ou porque têm mais fôlego. No início, você até se anima, mas só até os líderes dos times começarem a chamar os nomes.
 
Você começa a ter uma sensação estranha, um desânimo, uma angústia. Os olhos de quem escolhe os jogadores deslizam sobre você, mas é como se não te vissem, ou não te achassem interessante o suficiente para te escolher agora. Vão te deixando pra depois, pra depois, pra depois.
 
Até que você é a última pessoa a ser escolhida. Você, nesse exercício de imaginação que proponho aqui, é o texto.
 
A internet atualmente não tem sido um ambiente muito propício para o texto. O texto é a garota franzina e inteligente que sempre fica por último na escolha do time de queimada. Ela está lá, participa do jogo, às vezes acerta várias boladas, mas ela nunca será a prioridade.
 
Eu até gostaria de usar o famigerado discurso/reclamação de “ain, as pessoas não leem!”, mas primeiro: eu não acho que isso seja verdade. Quando eu ouço alguém dizer isso, eu completo mentalmente com “as pessoas não leem ~o que eu acho que elas deveriam ler!~”, o que sempre parte de uma (falsa) posição de superioridade.
 
As pessoas leem tanto, na internet ou fora dela, que leem até mesmo textos que as fazem passar raiva! Se isso não é MUITA vontade de ler, eu não sei o que é.
 
Mas sério: atribuir a culpa da dificuldade de produzir e promover textos na internet às “pessoas que não leem” encerra o assunto fácil demais. E acho que a questão é um pouco mais complicada do que isso.
 
O blogueiro iraniano Hossein Derakhshan passou seis anos na cadeia, acusado de insultar figuras religiosas e de fazer propaganda política contra a República Islâmica. Sim: foi preso pelas coisas que escreveu em seu blog. Felizmente, ele foi libertado da prisão antes de cumprir a pena de quase 20 anos a qual ele foi condenado, e pôde retornar à sua vida e à internet.
 
Mas a gente bem sabe que, na internet, o tempo passa de uma forma diferente. Se em uma semana offline a gente perde o andar da carruagem, imagine em SEIS ANOS. O que Hossein encontrou foi uma internet drasticamente diferente, como entrar numa cápsula do tempo e sair em um futuro muito distante.
 
O Youpix traduziu para o português o texto no qual ele conta as decepções e as dificuldades de escrever na internet com esse novo cenário.
 
"Há seis anos, o hyperlink era a minha moeda. Decorrente da ideia do hypertexto, o hyperlink oferecia uma diversidade e uma descentralização que o mundo real não tinha. Era uma maneira de abandonar a centralização — todos os links, linhas e hierarquias — e substituí-la por algo mais distribuído, um sistema de nós e redes. Desde que saí da prisão, porém, eu percebi o quanto o hyperlink se desvalorizou, tornando-se quase obsoleto."
 
A lógica das redes sociais que habitamos hoje em dia isolaram e tiraram o poder dos links para concentrar o poder no conteúdo que circula DENTRO dessas mesmas redes. E as pessoas até leem (bastante), mas, na maioria das vezes, só leem o que as redes sociais mostram pra elas. 
 
Isso soa familiar? Porque é a mesmíssima lógica da TV. Um “stream” rodando 24h por dia e tudo o que você precisa fazer é sintonizar ali e ver o que está passando, em meio a um monte de propagandas. Isso vale tanto para a Globo quanto para o Facebook; tanto para a MTV quanto para o Twitter.
 
Ah, a ilusão do poder que um controle remoto nos dá.
 
Quando li o texto do blogueiro iraniano, o que me saltou aos olhos não foi essa centralização e o monopólio de conteúdo nas mãos das grandes redes sociais (afinal, eu VI isso acontecer), mas a impressão de que, não importa quais sejam as mudanças de cenário que aconteçam ou venham a acontecer, o texto sempre vai se lascar primeiro.
 
Nesse outro texto, que já é pessimista logo no título (“o fim do sonho da internet”), a autora prevê: “daqui a 20 anos, a internet vai se tornar mais parecida com a TV e muito menos com a conversa global que visualizamos 20 anos atrás”.
 

Ilustração: Tim McDonagh
 
Para quem produz conteúdo visual, esse é o melhor momento. Não é por acaso que celebridades brotam do Youtube mais rápido do que você consegue clicar em “pular anúncio”. Não é como se fosse o apocalipse; muita gente está colhendo os frutos antes da próxima mudança de estação e todos estamos tentando sobreviver da melhor forma possível, nem que seja catando os restos do chão no fim da feira.
 
Já o texto, coitado, em um mundo parecido com a TV, parece ter pouco espaço. Ele não vai morrer. Ele não vai ser substituído. Mas vai estar láááá no final da fila, depois de camadas e camadas de entretenimento em formatos mais atraentes e mais rápidos de consumir, debaixo de quilos de propaganda e atrás de toda essa lógica autoreferente e passiva criada pelas redes sociais.
 
Essa dificuldade já transformou o cenário dos blogs, por exemplo. Tenho reparado que os blogs individuais têm perdido a força e que cada vez mais coletivos vêm surgido. Por que ter todo o esforço de escrever e divulgar sozinho se é possível se juntar com uma galera que também escreve e unir forças? Sobrevivência.
 
Alguns dos melhores sites que acompanho atualmente são fundados na ideia de várias vozes e mãos construindo o conteúdo. Lugar de Mulher, Capitolina, Ovelha Mag, Confeitaria. Até o Medium é uma plataforma que concentra diversos autores, escrevendo seus textos num lugar só. Um sinal dos novos tempos para quem escreve, será?
 
Já passamos da fase do “informação é poder"; agora, informação CONCENTRADA é poder.
 
Talvez daqui a alguns anos a gente fale “nossa, lembra da época em que as pessoas faziam blogs sozinhas?? Elas tinham que montar o próprio blog na mão, escrever todos os textos, procurar as imagens, fazer todo o layout e ainda divulgar os posts! Que doideira”. 
 
Esse pode ser um futuro em que o texto não seja mais o que fica por último na fila da internet. Mas, até lá, o texto tem que correr bem mais do que os coleguinhas para não ser excluído do jogo.
 
A internet que nasceu dominada pelo hipertexto está ficando, hoje, mais hiper e menos texto. Hossein arrisca dizer que talvez o texto esteja desaparecendo da web. E pode estar mesmo. Mas talvez ele desapareça (ou perca a força) na internet para evoluir em outro lugar.
 
A vida, parafraseando o dr. Malcolm em Jurassic Park, ela encontra um jeito.
 
Porque a internet pode ter nascido precisando do texto, mas o texto vai continuar existindo independente da internet e APESAR dela. O time de queimada da internet pode ser o lugar em que ele fique por último, mas em outras quadras há espaço para o texto mostrar suas mais brilhantes jogadas. Só nos resta perguntar: onde?
 
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Parece que eu não sei as regras do jogo. Insisto em escrever textos que: 1) não são polêmicos nem o “trending” do momento; 2) não geram raiva em alguém; 3) exigem tempo para serem lidos numa época em que “textão” é ofensa; 4) são para inspirar em vez de confrontar.
 
Mas eu vou lá e não só escrevo, como dedico um tempo considerável pesquisando, juntando referências, caprichando na publicação. Teimosa.
 
E escrevo porque acredito nele. Porque acho importante falar da história das heroínas do mergulho, mulheres que fizeram do mar seu lar, seu trabalho, sua vida. Porque elas me inspiram. Porque acho que elas podem inspirar você também. Porque acho que suas histórias merecem ser contadas sempre.
 
Espero que você goste! E, se gostar, não deixe de espalhar a palavra e compartilhar nas suas redes – são as regras do jogo, sabe como é, se um texto não circula na “transmissão” das redes sociais, é como se ele não existisse. Vai me ajudar muito!
 
Então vai lá no texto e descubra quem são as mulheres abaixo:
 
 
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Eu coleciono newsletters. Gosto de assinar, de descobrir novas, de indicar.
 
As mais antigas que assino são a do Alex, do Alessandro e da Olivia. E para esta última eu sou a chata que fica cobrando: “kd newsletter”, quando sinto falta de abrir meu e-mail e viajar com ela (pelo mundo ou por filosofagens sempre mui boas).
 
Tem a da Confeitaria e a do Jornal Relevo, newsletters muito cultas, muito educadas, não chegam na caixa de entrada fazendo escândalo, exigindo atenção. São finas, cheias de referências, arte e um apanhado de textos interessantes.
 
Tem a do Tarrasque, que louvado seja Cthulhu voltou a escrever. Até falando de cortador de unhas é interessante, mas se eu for falar bem do que ele escreve, ele vai negar até a morte.
 
Tem a do MF (que é praticamente coautor de Bobagens), mas ele é muito livre, só manda a newsletter quando ele quer, vive dando a desculpa que não mandou ainda porque não tem o que dizer, mas está cheio de ideias e de textos guardados QUE EU SEI!
 
Tem a da Alliah, que bem, como definir? Não se define, se sente. Recentemente adicionei o Abacaxi Fabuloso à coleção, e espero que venha novas edições porque é um nome bom demais para não continuar. A Shibbo sumiu, mas ela tem (tinha?) uma das newsletters mais maravilhosamente doidas que eu já vi.
 
O Bruno Leo também está sumido do rolê das newsletters. Ok, entendo, vida de pai não é fácil. Mas adorava especialmente quando ele falava da vida na Finlândia. Aliás, ele aparece no episódio de Helsinki da série “O Mundo Segundo os Brasileiros”, depois vai lá ver.
 
Tem a da Ágda, que fala de literatura, de cultura pop, de filmes, da vida. A da Lilian também tem textos muito pessoais e íntimos. A da Mari tem pimenta no nome e traz crônicas, as histórias que ela inventa e fala de cachorros de vez em quando!
 
Tem a da Ada, com links e notícias voltadas para internet e tecnologia. A do Ramon Kayo era sobre produtividade e empreendedorismo, com referências muito inteligentes, mas faz tempo que recebi a última. A do Rodrigo ele envia com frequência, com um apanhado dos últimos textos do Manual do Usuário, sobre tecnologia e comportamento.
 
Assinei recentemente a da Bianca, que tem a proposta incrível de ensinar um pouco de quadrinhos a cada edição. É aulinha mesmo, com planejamento. Na primeira, por exemplo, ela falou sobre como aprender a ler quadrinhos com o olhar de quadrinista.

 
Ao visitar o meu arquivo de newsletters para fazer esta lista, reparei que são poucas as que se mantêm frequentes por muitas edições. Provavelmente algumas que citei aqui nem voltem a ser atualizadas. Minha lista, aos poucos, vai virando um relicário.
 
Será que a newsletter, como fonte de conteúdo original, já nasce com um fôlego curto? Por que as pessoas que começam empolgadas com a experiência perdem a vontade tão rápido? Será que a falta de retorno tem a ver com isso?
 
Será que falta uma Liga da Newsletter, pra centralizar o acesso a quem produz esse tipo de conteúdo? Será que as newsletters vão chegar ao nível que os blogs chegaram quando estavam no auge, com as pessoas que os escreviam interagindo, trocando ideias e se ajudando?
 
Ou será que faz parte da natureza de quem faz textos, e sobretudo newsletters, se enxergar como ilhas? Será que isso é o que vai fazer a newsletter naufragar? Ou não. Antes disso acontecer, ela pode se transformar em algo completamente novo, quem sabe – depende de que restem algumas mãos para escrever essa história diferente.
 
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– Olá, você teria um tempinho para ouvir a palavra de Breaking Bad?
 
– Aceite Dr. Who na sua vida, ó irmã!
 
– Eu era uma pessoa perdida até encontrar Orange is The New Black. Vai mudar a sua vida também!
 
– Só Parks & Recreations salva. Amém?
 
Você já deve ter ouvido algo do tipo. Isso se não foi VOCÊ quem já falou algo do tipo! Evangelizadores de seriados, Testemunhas de Netflix, Assembléia do Reino do Torrent, chame como quiser.
 
Eles estão em toda parte e, com frequência, somos um deles. Convidando, chamando, pregando pela conversão de almas ignorantes daquela série maravilhosa que nos consumiu como um fogo santo por semanas diante da TV ou do computador.

 
Eu tenho medo dos Testemunhas de Netflix. Não porque eles sejam invasivos ou queiram me enganar ou me empurrar para algo contra a minha vontade. Eu os temo justamente porque sei que suas indicações são poderosas. Eu os temo porque sei que, uma vez apaixonada por uma série, vou querer mais e mais dela até o fim, e vou sofrer pela espera de mais temporadas, nesse purgatório de choro e ranger de dentes que é a entressafra de seriados.
 
Por isso é preciso cautela para não cair em tentação e acabar cedendo a indicações divinas que alguns desses devotos da telinha fazem. Conheço uma grande evangelizadora de séries que vem convertendo várias almas para The Killing. Cuidado com ela.
 
O grande lance de evangelizar sobre uma série que você ama, indicando-a para aquela pessoa que você adora, não é com isso ter a alma dela ou dízimo que seja. Mas a possibilidade de terem um ASSUNTO a mais, um laço que se estreita, a certeza de que poderão usar uma com a outra as piadas internas e referências obscuras que só quem assistiu a série sabe – como se passassem a fazer parte de uma seita secreta.
 
– Amiga, como assim você não vê Hora de Aventura? A gente PRECISA falar sobre isso, então trate de assistir!
 
Por isso você sabe que um relacionamento chega ao seu grau máximo de intimidade quando duas pessoas começam a assistir séries JUNTAS. E ai se uma tenta ver um episodiozinho sem a outra presente. Crise na certa! Assistir escondido então, equivale a traição.
 
Há um sentimento de pertencimento, de sincronia e de cumplicidade quando aquela pessoa com quem você está curte as mesmas séries que você. Aqui em casa, a afinidade rola solta, exceto por um detalhe: ele não assistia nem Chaves nem Chapolin. E sei lá, eu acho uma coisa meio BÁSICA. Então toda vez que conto uma piada que remete ao universo de Chaves/Chapolin, o Marcos fica com aquela cara de “não entendir” e eu fico rindo igual uma boba tentando explicar “Chaves, lembra? No episódio que o Professor Giraf… ah, deixa pra lá”. 
 
(e acho que já é meio tarde para evangelizar ele em Chaves e Chapolin, é uma coisa que é melhor você pegar quando é criança, tipo catapora)
 
A gente se sente menos sozinha quando assiste ao mesmo seriado que as pessoas estão falando. Se sente parte de um grupo, de uma grande família. É por isso que os evangelizadores de Netflix só querem o nosso bem, ao nos integrar em uma nova comunidade, em um novo universo de histórias, teorias, shipagens e piadas internas.
 
Mas nem sempre funciona.
 
Sempre via as pessoas mais legais falando de Steven Universe e eu queria fazer parte da turminha, entender as referências, os gifs animados, escolher uma personagem favorita que definisse para o grupo a minha personalidade. Assisti aos 6 primeiros episódios e não me senti arrebatada, ungida, em êxtase como aquelas pessoas pareciam ficar. Na real, achei o personagem principal tão MALA que eu nem sabia dizer se conseguiria insistir em mais alguns episódios para ver se engrenava.
 
Me senti distante, deslocada, com a impressão de que talvez eu não fosse legal como aquelas pessoas que fervorosamente curtiam Steven Universe. Deve haver algo de errado comigo.
 
Tô exagerando, né? É claro que é só uma série. Bobagem. 
 
E o que são as séries hoje se não um mecanismo de seleção perpetrado pela sociedade para unir grupos por afinidade de seriados assistidos e assim excluir sistematicamente as pessoas que não assistem determinadas séries, fazendo com que elas tenham menos chances de se socializar, de se promover na carreira, de encontrar um amor e até de se reproduzir, impedindo que ela passe adiante seus genes não-assistidores-de-séries??? Imagina, seriados não são nada de mais.
 
Aliás, você já viu Sense8? Sério, você pre-ci-sa ver.
 
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Esses dias Gizelli e eu estávamos tendo uma conversa seríssima sobre The Killing. É uma série policial de 4 temporadas disponível na Netflix que, se você não viu, recomendo demais (momento evangelizadora ativado).

A história é ambientada em Seattle (chuva pra cacete) e é protagonizada por dois detetives: a experiente Linden e o esquisito Holder.

Pois bem. A nossa conversa não se tratava sobre a relação de parceria dos dois, sobre o suspense dos casos que eles investigam (na primeira e segunda temporada, a cada capítulo os roteiristas vão destruindo suas certezas sobre quem é o culpado do crime), sobre as reviravoltas dramáticas do roteiro, nem sobre os mil dramas super profundos e bem desenvolvidos de cada personagem. Nada disso.

Nossa conversa era sobre o bafo dos protagonistas.


Porque sério. Você acompanha a jornada de trabalho dos dois e você VÊ que eles viraram noite correndo atrás de suspeitos e tentando resolver o caso. Às vezes eles passam dias sem sequer trocar de roupa. Linden vive descabelada e Holden tem aquele cabelo ensebado nojento de quem não vê um shampoo há 3 temporadas.

A alimentação dos dois também não é das melhores. Eles comem qualquer porcaria dentro do carro ou salgadinhos quando estão na delegacia. Eles não têm tempo nem para comer de forma decente, o que dirá então de ESCOVAR OS DENTES. Holder fuma o tempo inteiro e o máximo que a gente vê é Linden mascando um chicletinho vagabundo. Apenas imagine o bafão que eles devem ter.

E tudo naquela rotina os envolve num cheiro nada agradável. Nicotina, umidade de Seattle, meia molhada de pegar chuva, salgadinho sabor chulé, roupa suja, cabelo desgrenhado e oleoso, carro abafado.

The Killing é mais do que uma série com uma puta história. É praticamente uma experiência sensorial.

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A merda existe e ignorar a merda não vai fazê-la sumir. Sobre tristeza e dor. E concordo tanto com o Jampa.
 
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Vi no Drops da Fal e me lembrou euzinha, na época que comecei a fazer as pesquisas para o meu livro, risos. 



Conselhos da Dona Mexerica
 
“No futuro, quando você estiver olhando os livros de História com os acontecimentos de agora, ao se lembrar de qual era o seu posicionamento nessa época, será que você vai sentir orgulho ou vergonha? Não se esqueça, meu benzinho, de que você escolhe isso agora.” 
 
*Dona Mexerica hoje se orgulha quando lembra que se recusou a usar pochete e ombreiras no passado. Em uma realidade alternativa, ela é uma gata laranja e sem vergonha.

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É a internet virando TV, e a TV virando internet.

Você liga a internet, sintoniza nas redes sociais e consome o conteúdo que ela te mostra, esbarrando aqui e ali com celebridades e propaganda, muita propaganda. Você acessa a TV, coloca o seriado de sua preferência, assiste o quanto e na hora que quiser, e ainda usa isso para se conectar com outras pessoas e expandir o assunto, feito hyperlink.

No final das contas, as ferramentas são aquilo que fazemos delas, não é mesmo?

Enquanto internet e TV trocam de papéis, o texto continua deslocado nesse mundo de telas, aparentemente sem conseguir se adaptar direito. Mas não importa se numa tela ou no papel, o texto vai ser sempre a primeira escolha do meu time ♥︎

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Beijos textuais,
 
Aline. 
 
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